Talmud Bavli · Massechet Shabat · Perek Yud-Bet (HaBoneh)
הַבּוֹנֶה

Abre-se o Perek Yud-Bet, HaBoneh, com a Mishná sobre a medida mínima de construção; a Guemará explora seu sentido através de Rabi Yirmeya, Abaye e Rav Acha bar Yaakov; a disputa de Shmuel sobre assentar pedras e os três tipos de construção; e a disputa entre Rav e Shmuel sobre a categoria de quem talha

Shabbat 102b · abertura do Perek Yud-Bet (HaBoneh) · continua em 103a

Com o hadran de 102a, encerrou-se o Perek Yud-Alef, HaZorek; 102b abre o Perek Yud-Bet, chamado HaBoneh ("o que constrói"), com uma nova Mishná: quanto deve alguém construir no Shabat para ficar obrigado? A resposta é: qualquer quantidade — e o mesmo vale para quem talha pedra, quem golpeia com martelo ou com enxó, e quem perfura qualquer quantidade. A regra geral: todo aquele que realiza uma obra proibida cujo resultado permanece no Shabat fica obrigado. Rabán Shimon ben Gamliel acrescenta que também quem golpeia com o malho sobre a bigorna, no momento da obra, fica obrigado, porque esse golpe é como um aperfeiçoamento da obra. A Guemará pergunta: uma quantidade tão mínima de construção — para que serve? Rabi Yirmeya responde que o pobre cava um pequeno buraco no chão de sua casa para nele esconder suas moedas, com paralelo, no Tabernáculo, nos costureiros das cortinas que cavavam buracos para esconder suas agulhas; Abaye objeta que as agulhas enferrujariam e por isso não faziam assim, propondo em vez disso o pobre que faz pés de um fogão pequeno para sustentar uma panela pequena, com paralelo nos que cozinhavam tinturas para as cortinas, quando faltava um pouco para completar o tingimento. Rav Acha bar Yaakov objeta que não há pobreza em lugar de riqueza — no Tabernáculo tudo era feito com fartura — e propõe, em vez disso, o dono de casa que veda um pequeno buraco em seu palácio, com paralelo na tábua do Tabernáculo perfurada por uma broca, vedada derramando-se chumbo dentro dela. Segue a disputa de Shmuel: quem assenta uma pedra de lado fica obrigado; a Guemará objeta de uma baraita segundo a qual apenas quem coloca a argamassa fica obrigado, não quem apenas coloca a pedra; mas a última cláusula dessa mesma baraita, segundo Rabi Yosei, obriga mesmo quem apenas coloca a pedra sobre uma fileira, sem argamassa — o que leva à resposta de que há três tipos de construção: a fileira inferior, que requer assentamento de lado e terra; a fileira média, que requer também argamassa; e a fileira superior, que se contenta com a mera colocação. A folha passa então à categoria de quem talha: Rav e Shmuel discordam se o responsável fica assim por causa de construir ou por causa de golpear com o martelo, e a mesma disputa se repete em dois outros casos — quem faz um buraco num galinheiro, e quem insere uma cunha no cabo de uma enxada; a Guemará explica por que os três casos precisam ser ensinados separadamente, já que nenhum deles poderia ser inferido dos outros dois. A folha termina com Rav Natan bar Oshaya perguntando a Rabi Yochanan sobre a categoria de quem talha — que responde, com um gesto da mão, que é por causa de golpear com o martelo; a Guemará objeta que a própria mishná distingue quem talha de quem golpeia com o martelo, como dois casos separados, e responde que se deve entender a mishná de outra forma: quem talha é (equivalente a) quem golpeia com o martelo. A folha se encerra com a abertura de uma nova prova — "venha e ouça" — cujo conteúdo ainda não foi revelado e ficará para o daf 103a.

Início do Perek Yud-Bet · HaBonehהַבּוֹנֶה

Abertura do Perek Yud-Bet: nova Mishná sobre a medida mínima de construção · הַבּוֹנֶה כׇּל שֶׁהוּא

351Mishná: quem constrói qualquer quantidade, quem talha, quem golpeia com martelo ou enxó, quem perfura qualquer quantidade, está obrigado; a regra geral; Rabán Shimon ben Gamliel acrescenta o golpe sobre a bigorna
Mishná
מַתְנִי׳ הַבּוֹנֶה, כַּמָּה יִבְנֶה וִיהֵא חַיָּיב? הַבּוֹנֶה כׇּל שֶׁהוּא, וְהַמְסַתֵּת וְהַמַּכֶּה בַּפַּטִּישׁ וּבְמַעֲצָד, הַקּוֹדֵחַ כׇּל שֶׁהוּא — חַיָּיב. זֶה הַכְּלָל: כׇּל הָעוֹשֶׂה מְלָאכָה, וּמְלַאכְתּוֹ מִתְקַיֶּימֶת בַּשַּׁבָּת — חַיָּיב. וְכֵן רַבָּן שִׁמְעוֹן בֶּן גַּמְלִיאֵל אוֹמֵר: אַף הַמַּכֶּה בְּקוּרְנָס עַל הַסַּדָּן בִּשְׁעַת מְלָאכָה — חַיָּיב, מִפְּנֵי שֶׁהוּא כִּמְתַקֵּן מְלָאכָה.

MISHNÁ. Quem constrói — quanto deve construir para ficar obrigado? Quem constrói qualquer quantidade, e quem talha, e quem golpeia com o martelo ou com a enxó, e quem perfura qualquer quantidade — está obrigado. Esta é a regra: todo aquele que realiza uma obra, e sua obra permanece no Shabat — está obrigado. E assim também Rabán Shimon ben Gamliel diz: também quem golpeia com o malho sobre a bigorna no momento da obra — está obrigado, porque é como quem aperfeiçoa a obra.

Nota — abre-se o Perek Yud-Bet, HaBoneh

Confirmado via Sefaria: com o hadran de 102a encerrou-se o Perek Yud-Alef, HaZorek, e aqui, em 102b, começa o Perek Yud-Bet, chamado HaBoneh ("o que constrói"), o décimo segundo dos vinte e quatro perakim de Massechet Shabat. A nova Mishná trata da medida mínima da melacha de construir: ao contrário de muitas outras obras proibidas, que só geram responsabilidade a partir de uma quantidade mensurável (como um certo volume ou peso), a construção — e as atividades a ela relacionadas, como talhar pedra, golpear com martelo ou enxó, e perfurar — obriga por qualquer quantidade, por menor que seja. A mishná fecha com o princípio geral que rege essa categoria: toda obra cujo resultado permanece de fato no Shabat (isto é, não é desfeita ou removida logo em seguida) gera responsabilidade. Rabán Shimon ben Gamliel acrescenta um caso adicional: quem golpeia com um malho pesado sobre a bigorna, no momento de realizar uma obra de metalurgia, também fica obrigado — não porque o golpe em si construa algo diretamente, mas porque, segundo sua explicação, esse golpe funciona como um aperfeiçoamento da obra que está sendo feita, e a Guemará adiante explicará exatamente o que esse golpe aperfeiçoa.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "matni' habone", "mesatet", "hamakeh bapatish", "maatzad", "hakodeach", "kol shehu", "kol ha'oseh melacha", "beshabat", "al hasadan", "kurnas" e "mipnei shehu kimetaken melacha"
מתני' הבונה שאמרו באבות מלאכות כמה יבנה כו': מסתת - מרבע את האבן ומתקנה הכל לפי המקום שיש מקומות שרגילין להחליק ויש מקומות שרגילין לחרוץ בה חריצים חריצים בארץ אשכנז: המכה בפטיש - גם הוא באבות מלאכות והוא בלעז פי"ק (מעדר) שמפוצץ בו את האבן מן הסלע לאחר שחצב את האבן סביב ומבדיל מן ההר קצת הוא מכה בפטיש מכה גדולה והיא מתפרקת ונופלת וזהו גמר מלאכה של חוצבי אבן וכל הגומר בשבת מלאכה תולדת מכה בפטיש היא: מעצד - אף הוא כמו קורנס גדול של ברזל לבנין של ברזל: והקודח - נוקב עץ או אבן בכותל: כל שהוא - אכולהו קאי אמסתת ומכה בפטיש ובמעצד והקודח: כל העושה מלאכה ומלאכתו מתקיימת - שיש מתקיימת כיוצא בו [ואין מוסיף עליה]: בשבת - אעושה מלאכה קאי: על הסדן - בלע"ז אינקלימ"א: קורנס - מרטי"ל: מפני שהוא כמתקן מלאכה - ואע"פ שאינו מכה על הפעולה אלא על הסדן ובגמרא מפרש מאי מתקן:

"'MISHNÁ: quem constrói'" — que mencionaram entre as obras principais: quanto deve construir etc. "'Quem talha'" — esquadria a pedra e a acerta, tudo conforme o lugar; há lugares onde costumam alisá-la, e há lugares onde costumam entalhar nela sulcos e mais sulcos, na terra de Ashkenaz. "'Quem golpeia com o martelo'" — também esta é uma das obras principais, e é, em língua estrangeira, uma picareta, com a qual se despedaça a pedra da rocha: depois de talhar a pedra ao redor e separá-la um pouco do monte, golpeia-se com o martelo um golpe grande, e ela se solta e cai — e este é o acabamento da obra dos cavadores de pedra; e todo aquele que, no Shabat, dá acabamento a uma obra, é uma derivação de golpear com o martelo. "'Enxó'" — também ela é como um malho grande de ferro, para construção de ferro. "'E quem perfura'" — fura madeira ou pedra numa parede. "'Qualquer quantidade'" — refere-se a todos eles: quem talha, quem golpeia com o martelo, com a enxó, e quem perfura. "'Todo aquele que realiza uma obra, e sua obra permanece'" — pois há quem, à semelhança dela, permanece, e não se acrescenta a ela. "'No Shabat'" — refere-se a "realiza uma obra". "'Sobre a bigorna'" — em língua estrangeira, bigorna. "'Malho'" — martelo. "'Porque é como quem aperfeiçoa a obra'" — e embora não golpeie sobre a própria peça, mas sobre a bigorna; e na Guemará se explica o que ele aperfeiçoa.

A Guemará explora o significado de "qualquer quantidade": o pobre, o rico, e os exemplos do Tabernáculo · כׇּל שֶׁהוּא לְמַאי חַזְיָא

352A Guemará pergunta: qualquer quantidade serve para quê? Rabi Yirmeya: o pobre que esconde moedas; Abaye objeta pela ferrugem; alternativa: os pés de um fogão pequeno
A Guemará; Rabi Yirmeya; Abaye
גְּמָ׳ כׇּל שֶׁהוּא לְמַאי חַזְיָא? אָמַר רַבִּי יִרְמְיָה: שֶׁכֵּן עָנִי חוֹפֵר גּוּמָּא לְהַצְנִיעַ בָּהּ פְּרוּטוֹתָיו. דִּכְווֹתַהּ גַּבֵּי מִשְׁכָּן, שֶׁכֵּן תּוֹפְרֵי יְרִיעוֹת חוֹפְרִין גּוּמָּא לְהַצְנִיעַ בָּהּ מַחֲטֵיהֶן. אַבָּיֵי אָמַר: כֵּיוָן דְּמִשַּׁתְּכִי לָא עָבְדִי הָכִי. אֶלָּא, שֶׁכֵּן עָנִי עוֹשֶׂה פִּיטְפּוּטֵי כִּירָה קְטַנָּה לִשְׁפּוֹת עָלֶיהָ קְדֵירָה קְטַנָּה. דִּכְווֹתַהּ גַּבֵּי מִשְׁכָּן, מְבַשְּׁלֵי סַמָּנִין לִצְבּוֹעַ יְרִיעוֹת שֶׁחָסְרָה מְלַאכְתָּן, עוֹשִׂין פִּיטְפּוּטֵי כִּירָה קְטַנָּה לִשְׁפּוֹת עָלֶיהָ יוֹרָה קְטַנָּה.

GUEMARÁ. Qualquer quantidade — para que serve? Disse Rabi Yirmeya: pois assim o pobre cava um buraco para nele esconder suas moedas. O correspondente, quanto ao Tabernáculo: assim os que costuravam as cortinas cavavam um buraco para nele esconder suas agulhas. Abaye disse: já que as agulhas enferrujam, não faziam assim. Antes, pois assim o pobre faz pés de um fogão pequeno para colocar sobre ele uma panela pequena. O correspondente, quanto ao Tabernáculo: os que cozinhavam as tinturas para tingir as cortinas, cuja obra estava faltando, faziam pés de um fogão pequeno para colocar sobre ele uma caldeira pequena.

Nota

A Guemará abre com uma pergunta natural: se qualquer quantidade de construção obriga, mesmo a menor delas, para que serviria, na prática, uma construção tão diminuta? Rabi Yirmeya propõe um primeiro exemplo: um pobre, que não tem cofre nem lugar seguro, cava um pequeno buraco no chão de sua casa para nele esconder suas moedas — um ato de construção mínimo, mas real e útil. A Guemará busca, como faz costumeiramente nesta sugya, um paralelo dentro da construção do Tabernáculo, já que as trinta e nove categorias de obra proibida derivam justamente das atividades realizadas ali: o paralelo proposto é o dos artesãos que costuravam as cortinas do Tabernáculo, que também cavavam pequenos buracos no chão para esconder suas agulhas quando não as estavam usando. Abaye objeta a esse paralelo: agulhas de metal enferrujariam se fossem enterradas na terra, e por isso os costureiros do Tabernáculo certamente não faziam assim — invalidando o paralelo, ainda que não necessariamente o exemplo do pobre isoladamente. A Guemará propõe então um segundo exemplo, mais consistente: o pobre que constrói pequenos suportes (pés) para um fogão pequeno, sobre o qual coloca uma panela igualmente pequena — construção mínima, mas de uso genuíno. O paralelo no Tabernáculo, desta vez, funciona bem: os artesãos que cozinhavam as tinturas vegetais para tingir as cortinas às vezes descobriam, ao final do processo, que a quantidade de tintura preparada era insuficiente para completar o trabalho, e precisavam preparar rapidamente um pouco mais; para isso, construíam um fogão pequeno com pés pequenos, adequado a cozinhar apenas essa quantidade adicional numa caldeira pequena.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "dimishtechi", "pitputei" e "mevashelei samanin litzboa shechasra melachtan"
גמ' דמשתכי - מעלין חלודה המחטין רואי"ל: פטפוטי - רגלי כירה כמין כלי ברזל שקורין טרפיי"ד מעמידין הכירה של חרס: מבשלי סממנים לצבוע שחסרה מלאכתן - שצמצמו צמר צביעתן וחסרה למלאכתן והוצרכו לחזור ולבשל סמנין ולצבוע מעט: יורה קטנה גרסינן הכא:

"'Guemará: já que enferrujam'" — as agulhas criam ferrugem. "'Pés'" — pernas do fogão, uma espécie de utensílio de ferro, chamado tripé, que sustentam o fogão de barro. "'Os que cozinhavam tinturas para tingir, cuja obra estava faltando'" — pois calcularam a lã de sua tintura e faltou algo à sua obra, e precisaram voltar a cozinhar tinturas e tingir um pouco. "'Caldeira pequena'" — é essa a versão correta aqui.

353Rav Acha bar Yaakov: não há pobreza em lugar de riqueza; alternativa: o buraco vedado na casa do rico, com paralelo na tábua do Tabernáculo
Rav Acha bar Yaakov
רַב אַחָא בַּר יַעֲקֹב אָמַר: אֵין עֲנִיּוּת בִּמְקוֹם עֲשִׁירוּת. אֶלָּא, שֶׁכֵּן בַּעַל הַבַּיִת שֶׁיֵּשׁ לוֹ נֶקֶב בְּבִירָתוֹ וְסוֹתְמוֹ, דִּכְווֹתַהּ גַּבֵּי מִשְׁכָּן, שֶׁכֵּן קֶרֶשׁ שֶׁנָּפְלָה בּוֹ דַּרְנָא — מַטִּיף לְתוֹכָהּ אֲבָר וְסוֹתְמוֹ.

Rav Acha bar Yaakov disse: não há pobreza em lugar de riqueza. Antes, pois assim o dono de casa que tem um buraco em seu palácio o veda; o correspondente, quanto ao Tabernáculo: assim a tábua em que caiu uma broca — verte-se dentro dela chumbo e a veda.

Nota

Rav Acha bar Yaakov rejeita, por um princípio diferente, tanto o exemplo de Rabi Yirmeya (ainda que já enfraquecido por Abaye) quanto qualquer exemplo baseado na pobreza: o Tabernáculo, ensina ele, era um empreendimento de fartura e riqueza, financiado pelas doações generosas de todo o povo de Israel — "não há pobreza em lugar de riqueza", ou seja, não é razoável buscar paralelos no Tabernáculo a partir de atos tipicamente associados à escassez e à pobreza, como esconder moedas num buraco. Em vez disso, Rav Acha bar Yaakov propõe um exemplo de construção mínima associado à riqueza: o dono de uma bela residência (bira), cuidadoso com sua aparência, que veda um pequeno buraco ou defeito visível na parede com argamassa, por mero cuidado estético, não por necessidade estrutural. O paralelo no Tabernáculo: uma das tábuas de madeira que formavam as paredes do Tabernáculo era, ocasionalmente, atacada por uma broca (um verme que perfura madeira), deixando um pequeno buraco; para reparar esse dano sem substituir a tábua inteira, derramava-se chumbo derretido dentro do buraco, que esfriava e o vedava completamente — um ato de construção mínimo, mas realizado com os recursos de quem não precisa economizar.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "ein aniyut bimkom ashirut", "bebirato" e "darna"
אין עניות במקום עשירות - לא עשו דבר בצמצום אלא הכל מתחלתן דיים והותר: בבירתו - בירה נאה שהוא אוכל ושוכב מקפיד על חור קטן שבה אם מגונה הוא וסותמו בטיט: דרנא - תולעת:

"'Não há pobreza em lugar de riqueza'" — não fizeram nada com parcimônia, mas tudo, desde o início, era suficiente e sobrava. "'Em seu palácio'" — um palácio agradável, onde come e dorme; é cuidadoso quanto a um pequeno buraco nele, se é feio, e o veda com argamassa. "'Broca'" — verme.

Shmuel: quem assenta a pedra é responsável — a resposta dos três tipos de construção · הַמְצַדֵּד אֶת הָאֶבֶן

354Shmuel: quem assenta a pedra de lado está obrigado; objeção da baraita: só quem coloca a argamassa está obrigado
Shmuel; a Guemará
אָמַר שְׁמוּאֵל: הַמְצַדֵּד אֶת הָאֶבֶן — חַיָּיב. מֵיתִיבִי, אֶחָד נוֹתֵן אֶת הָאֶבֶן וְאֶחָד נוֹתֵן אֶת הַטִּיט — הַנּוֹתֵן אֶת הַטִּיט חַיָּיב!

Shmuel disse: quem assenta a pedra de lado, firmando-a em seu lugar — está obrigado. Objetaram: se um coloca a pedra e outro coloca a argamassa — quem coloca a argamassa está obrigado , e não quem coloca apenas a pedra!

Nota

Shmuel ensina que a melacha de construir se aplica já ao simples ato de assentar uma pedra de lado, firmando-a bem em seu lugar na base de uma construção — mesmo sem o uso de argamassa, esse assentamento cuidadoso já constitui construção de qualquer quantidade, e portanto obriga. A Guemará objeta com uma baraita que descreve uma construção realizada em cooperação por duas pessoas: uma coloca a pedra em posição, e outra, em seguida, aplica a argamassa que a fixa definitivamente; a baraita ensina que apenas quem coloca a argamassa fica responsável pela melacha de construir, implicando que quem apenas posiciona a pedra — sem fixá-la com argamassa — não é responsável. Essa baraita parece contradizer diretamente a posição de Shmuel.

355Objeção da cláusula de Rabi Yosei: mesmo mera colocação obriga; resposta: há três tipos de construção — inferior, média e superior
A Guemará; Rabi Yosei
וְלִיטַעְמָיךְ, אֵימָא סֵיפָא, רַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר: וַאֲפִילּוּ הֶעֱלָה וְהִנִּיחַ עַל גַּבֵּי דִּימוֹס שֶׁל אֲבָנִים — חַיָּיב! אֶלָּא תְּלָתָא בִּנְיָינֵי הָווּ: תַּתָּא, מְצִיעָאָה, וְעִילָּאָה. תַּתָּא בָּעֵי צַדּוֹדֵי וְעַפְרָא. מְצִיעָא בָּעֵי נָמֵי טִינָא. עִילָּאָה בְּהַנָּחָה בְּעָלְמָא.

E segundo teu raciocínio, diz então a última cláusula dessa mesma baraita: Rabi Yosei diz: e mesmo que alguém tenha levantado e colocado uma pedra sobre uma fileira de pedras — está obrigado! Antes, há três tipos de construção: inferior, média, e superior. A inferior requer assentamento de lado e terra. A média requer também argamassa. A superior, com mera colocação já é suficiente.

Nota

A Guemará vira a própria objeção contra si mesma: se a intenção fosse mostrar que apenas a colocação de argamassa gera responsabilidade, como explicar a última cláusula da mesma baraita, onde Rabi Yosei ensina que até mesmo levantar uma pedra e simplesmente colocá-la sobre uma fileira já construída (sem qualquer argamassa) já obriga? A resposta harmoniza as três posições — a de Shmuel, a primeira cláusula da baraita, e a de Rabi Yosei — reconhecendo que existem, na verdade, três níveis distintos dentro da melacha de construir, correspondentes a três posições diferentes numa parede de pedra: a fileira inferior (o alicerce), assentada diretamente sobre a terra, para a qual basta o assentamento cuidadoso de lado (o caso de Shmuel), junto com terra ao redor para dar sustentação; a fileira média, que exige, além do assentamento de lado, também argamassa entre as pedras (o caso da primeira cláusula da baraita); e a fileira superior, a última de todas, onde já não há mais peso a sustentar por cima, de modo que basta a mera colocação da pedra, sem qualquer cuidado adicional (o caso de Rabi Yosei).

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "hamtzaded et ha'even", "hanoten et hatit chayav", "dimos", "tata", "meitzaa" e "ila'a"
המצדד את האבן - מושיבה ומצדדה עד שמתיישבת בקרקעית יסוד הבנין יפה מתוך שהוא מצדדה הוא מכינה תחתיה ומושיבה בארץ חייב ואפילו לא נתן טיט הוי בונה כל שהוא דיש מקיימין כן בלא טיט: הנותן את הטיט חייב - אבל הנותן האבן פטור: דימוס - שורת אבני חומה אלמא בהנחה בעלמא חייב ואפילו לא צידד ועדיפא הא מדשמואל: אלא - לאו קושיא תלתא בנייני הוי: תתא - יסוד החומה תחתית שמושיבין אבנים על הארץ בלא טיט בצדודי ועפר כל עצמו אינו אלא לצדד את האבן שתשב בשוה ולא תטה לכאן ולכאן ויהא עפר סביב לה לסומכה ובההוא אמר שמואל מילתיה וברייתא במיצעא כל הבנין כולו שמן היסוד עד שורה העליונה בעי נמי טינא עם הצידוד: עילאה - דימוס העליון שאין על גביו עוד דימוס אינו חושש אם נוטה האבן לצד אחד הלכך בהנחה בעלמא סגי והוא מילתא דרבי יוסי:

"'Quem assenta a pedra'" — coloca-a e a assenta de lado até que se firme bem na base do alicerce da construção; por assentá-la de lado, ele a prepara por baixo e a coloca na terra — está obrigado; e mesmo que não tenha colocado argamassa, é construção de qualquer quantidade, pois há quem mantenha assim, sem argamassa. "'Quem coloca a argamassa está obrigado'" — mas quem coloca a pedra está isento. "'Fileira'" — uma fileira de pedras do muro; logo, com mera colocação está obrigado, mesmo que não tenha assentado de lado — e isso é ainda mais rigoroso do que a posição de Shmuel. "'Antes'" — não há dificuldade; há três tipos de construção. "'Inferior'" — o alicerce do muro, a parte de baixo, onde se colocam pedras sobre a terra sem argamassa, com assentamento de lado e terra; todo o seu propósito é apenas assentar a pedra de lado, para que fique nivelada e não se incline para um lado ou outro, e haja terra ao redor dela para sustentá-la; e foi sobre esse caso que Shmuel disse sua palavra. E a baraita, na parte média — toda a construção, desde o alicerce até a fileira superior — requer também argamassa, junto com o assentamento de lado. "'Superior'" — a fileira de cima, sobre a qual não há mais nenhuma fileira; não importa se a pedra se inclina para um lado; por isso, basta a mera colocação — e essa é a posição de Rabi Yosei.

Quem talha: construir ou golpear com o martelo? A disputa entre Rav e Shmuel em três casos · מְסַתֵּת מִשּׁוּם מַאי מִיחַיַּיב

356Quem talha — Rav: por causa de construir; Shmuel: por causa de golpear com o martelo; e o mesmo em dois outros casos: o galinheiro e a cunha da enxada
Rav; Shmuel
וְהַמְסַתֵּת. מְסַתֵּת מִשּׁוּם מַאי מִיחַיַּיב? רַב אָמַר: מִשּׁוּם בּוֹנֶה, וּשְׁמוּאֵל אָמַר: מִשּׁוּם מַכֶּה בַּפַּטִּישׁ. הָעוֹשֶׂה נֶקֶב בְּלוּל שֶׁל תַּרְנְגוֹלִים, רַב אָמַר: מִשּׁוּם בּוֹנֶה, וּשְׁמוּאֵל אָמַר: מִשּׁוּם מַכֶּה בַּפַּטִּישׁ. עַיֵּיל שׁוּפְתָּא בְּקוֹפִינָא דְמָרָא, רַב אָמַר: מִשּׁוּם בּוֹנֶה, וּשְׁמוּאֵל אָמַר: מִשּׁוּם מַכֶּה בַּפַּטִּישׁ.

E voltando à mishná: "quem talha". Quem talha, por causa de quê fica obrigado? Rav disse: por causa de construir; e Shmuel disse: por causa de golpear com o martelo. Quem faz um buraco num galinheiro — Rav disse: por causa de construir; e Shmuel disse: por causa de golpear com o martelo. Quem insere uma cunha no cabo de uma enxada — Rav disse: por causa de construir; e Shmuel disse: por causa de golpear com o martelo.

Nota

A Guemará retorna à mishná para examinar, com mais profundidade, a categoria de "quem talha" — mencionada ali junto com "quem golpeia com o martelo" como se fossem duas categorias distintas dentro das obras principais. Rav e Shmuel discordam sobre a raiz exata dessa responsabilidade: Rav sustenta que quem talha uma pedra fica obrigado por causa da melacha de construir (já que talhar pedras é parte do processo de erguer uma construção de pedra); Shmuel sustenta que fica obrigado por causa da melacha de golpear com o martelo (o acabamento final de qualquer processo produtivo). A mesma disputa exata se repete em dois outros casos aparentemente distantes da construção de paredes: quem faz um buraco de ventilação num galinheiro de madeira, e quem insere uma pequena cunha no buraco do cabo de uma enxada, para fixar o cabo firmemente à lâmina de metal.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "mishum mai", "makeh bapatish", "lul shel tarnegolin", "mishum makeh bapatish" e "ayel shufta bekofina demara"
משום מאי - איזו תולדה מן האבות הוא: מכה בפטיש - גמר מלאכה הוא שהמקום שחרץ חריץ זה לא יחרוץ עוד: לול של תרנגולין - של עץ הוא וסתום ומנקבו שיצא הריח של צואה ולא יזיק להו: משום מכה בפטיש - שהיא גמר מלאכת הלול וכל מידי דהוא גמר מלאכה חייב משום מכה בפטיש כדאמרי' בפ' כלל גדול (שבת דף עה:): עייל שופתא בקופינא דמרא - שופתא יתד קטן שתוחבין בתוך בית יד של מרא בהיותו בנקב הברזל להדקו שלא יצא שקורין קאיינ"ל: קופינא - הוא חור שבראש המר: מרא - בלע"ז פושי"ר:

"'Por causa de quê'" — de qual derivação, dentre as obras principais, se trata. "'Golpear com o martelo'" — é acabamento de obra, pois o lugar onde entalhou este sulco não voltará a entalhar. "'Galinheiro'" — é de madeira e fechado, e ele o perfura para que saia o cheiro dos excrementos e não os prejudique. "'Por causa de golpear com o martelo'" — pois é o acabamento da obra do galinheiro; e tudo que é acabamento de obra torna obrigado por causa de golpear com o martelo, como dissemos no capítulo "Regra Geral" (Shabat 75b). "'Insere uma cunha no cabo da enxada'" — a cunha é uma pequena estaca que se enfia dentro do cabo da enxada, estando no buraco do ferro, para apertá-lo, para que não saia — chamada cavilha. "'Cabo'" — é o buraco na ponta da enxada. "'Enxada'" — instrumento de cavar em língua estrangeira.

357É necessário ensinar os três casos: se apenas o primeiro fosse ensinado, ou apenas o do galinheiro, cada um poderia ser mal inferido
A Guemará
וּצְרִיכָא, דְּאִי אַשְׁמְעִינַן קַמַּיְיתָא — בְּהַהִיא קָאָמַר רַב, מִשּׁוּם דְּדֶרֶךְ בִּנְיָן בְּכָךְ. אֲבָל עוֹשֶׂה נֶקֶב בְּלוּל שֶׁל תַּרְנְגוֹלִים, דְּאֵין דֶּרֶךְ בִּנְיָן בְּכָךְ — אֵימָא מוֹדֶה לֵיהּ לִשְׁמוּאֵל. וְאִי אַשְׁמְעִינַן בְּהָא — בְּהָא קָאָמַר רַב, מִשּׁוּם דְּדָמֵי לְבִנְיָן, דְּעַבְדֵיהּ לְאַוֵּירָא,

E é necessário ensinar todos os três casos; pois, se nos ensinasse apenas o primeiro caso, o de talhardiríamos que foi apenas nele que Rav falou, porque é a forma costumeira de construir; mas quanto a quem faz um buraco num galinheiro, que não é a forma costumeira de construir — diríamos que ele concorda com Shmuel. E se nos ensinasse apenas neste caso — diríamos que foi apenas neste que Rav falou, porque se assemelha à construção, pois o faz para ventilação,

Nota

A Guemará explica por que era necessário que a Guemará (ou a tradição amoraica) registrasse a disputa entre Rav e Shmuel separadamente em cada um dos três casos, em vez de mencioná-la apenas uma vez e deixar os outros casos serem inferidos por analogia. Se apenas o caso de talhar pedra tivesse sido ensinado, poder-se-ia pensar que Rav só sustentou que a responsabilidade decorre de "construir" naquele caso específico, precisamente porque talhar pedra é uma forma reconhecida e típica de construção; mas no caso do buraco no galinheiro, que não é uma forma típica de construção (é antes uma abertura utilitária), poder-se-ia pensar que até Rav concordaria com Shmuel, atribuindo a responsabilidade a "golpear com o martelo". E, inversamente, se apenas o caso do galinheiro tivesse sido ensinado, poder-se-ia pensar que Rav só disse "construir" ali porque fazer um buraco de ventilação se assemelha, de certo modo, à construção — já que também nas casas normais se fazem aberturas para ventilação, como janelas e frestas.

358Continuação: e se apenas o do galinheiro ou apenas o da cunha fossem ensinados, cada um poderia ser mal inferido — por isso os três são necessários
A Guemará
אֲבָל שׁוּפְתָּא בְּקוֹפִינָא דְמָרָא דְּאֵין דֶּרֶךְ בִּנְיָן בְּכָךְ — אֵימָא מוֹדֶה לֵיהּ לִשְׁמוּאֵל. וְאִי אַשְׁמְעִינַן בְּהָא, בְּהָא קָאָמַר שְׁמוּאֵל, אֲבָל בְּהָנָךְ תַּרְתֵּי — אֵימָא מוֹדֶה לֵיהּ לְרַב, צְרִיכָא.

mas quanto à cunha no cabo da enxada, que não é a forma costumeira de construir — diríamos que Rav concorda com Shmuel. E se nos ensinasse apenas neste caso da cunhadiríamos que foi apenas neste que Shmuel falou; mas quanto àqueles dois outros casos — diríamos que ele concorda com Rav. Por isso, ensinar os três casos é necessário.

Nota

A Guemará completa a explicação com o terceiro caso, o da cunha inserida no cabo da enxada: como esse ato também não é uma forma típica de construção (é antes um reparo de ferramenta), poder-se-ia pensar que, ali, até Rav concordaria com Shmuel, atribuindo a responsabilidade a "golpear com o martelo" (o acabamento final da ferramenta). E, na direção oposta, se apenas o caso da cunha tivesse sido ensinado, poder-se-ia pensar que Shmuel só disse "golpear com o martelo" naquele caso específico — mas, nos dois outros casos (talhar pedra e o buraco no galinheiro), talvez até Shmuel concordasse com Rav que a responsabilidade decorre de "construir". Por essas três possibilidades de inferência equivocada, cada uma bloqueada apenas pelo ensino explícito e separado de cada caso, conclui-se que era de fato necessário registrar a disputa entre Rav e Shmuel nos três casos.

Rav Natan bar Oshaya pergunta a Rabi Yochanan; e uma nova prova se anuncia · תָּא שְׁמַע

359Rav Natan bar Oshaya pergunta a Rabi Yochanan: quem talha, por causa de quê? Ele indica: por causa de golpear com o martelo; objeção da mishná; resposta: leitura em cadeia
Rav Natan bar Oshaya; Rabi Yochanan; a Guemará
בְּעָא מִינֵּיהּ רַב נָתָן בַּר אוֹשַׁעְיָא מֵרַבִּי יוֹחָנָן: מְסַתֵּת מִשּׁוּם מַאי מִיחַיַּיב? אַחְוִי לֵיהּ בִּידֵיהּ מִשּׁוּם מַכֶּה בַּפַּטִּישׁ. וְהָאֲנַן תְּנַן: הַמְסַתֵּת וְהַמַּכֶּה בַּפַּטִּישׁ! אֵימָא: הַמְסַתֵּת הַמַּכֶּה בַּפַּטִּישׁ.

Rav Natan bar Oshaya perguntou a respeito disso a Rabi Yochanan: quem talha, por causa de quê fica obrigado? Ele lhe indicou com a mão: por causa de golpear com o martelo. Mas não aprendemos na mishná: quem talha, e quem golpeia com o martelo , como dois casos distintos? Diga então: quem talha — é como quem golpeia com o martelo.

Nota

Rav Natan bar Oshaya traz a mesma pergunta diretamente a Rabi Yochanan, uma autoridade da geração seguinte, buscando resolver a disputa entre Rav e Shmuel. Rabi Yochanan responde, mas não com palavras — apenas com um gesto da mão, golpeando o punho contra a palma, como quem simula o golpe de um martelo — indicando que, em sua opinião, quem talha fica obrigado por causa da melacha de golpear com o martelo, concordando com Shmuel. A Guemará objeta imediatamente com base no próprio texto da mishná que abre a folha: ali, "quem talha" e "quem golpeia com o martelo e com a enxó" aparecem lado a lado, como duas categorias claramente distintas dentro da lista de obras que obrigam por qualquer quantidade — o que sugere que são duas melachot diferentes, e não uma única. Como, então, entender a resposta de Rabi Yochanan, que parece identificá-las? A Guemará resolve a dificuldade propondo uma leitura sintática diferente da mishná, sem alterar seu texto: em vez de ler "quem talha, e quem golpeia com o martelo" como uma lista de dois itens separados pela conjunção "e", deve-se ler "quem talha (é) quem golpeia com o martelo" — isto é, a mishná está explicando, e não somando: "quem talha" é definido, é explicado, como um caso específico de "golpear com o martelo". Com essa leitura, a mishná já ensinava, desde o início, a posição de Shmuel e de Rabi Yochanan.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "achvi beyadeih" e "eima hamesatet hamakeh bapatish"
אחוי בידיה - מכה באגרופו על כפו כמכה בפטיש: אימא המסתת המכה בפטיש - וה"ק המסתת שהוא חייב משום מכה בפטיש חייב בכ"ש:

"'Indicou com a mão'" — golpeando com o punho sobre a palma, como quem golpeia com o martelo. "'Diga: quem talha (é) quem golpeia com o martelo'" — e isto a mishná quer dizer: quem talha, que fica obrigado por causa de golpear com o martelo, fica obrigado por qualquer quantidade.

360Venha e ouça — abre-se uma nova prova; a folha termina aqui, e a prova em si ficará para 103a
A Guemará
תָּא שְׁמַע:

Venha e ouça uma prova:

Nota — a folha termina aqui

Confirmado via Sefaria (Shabbat 102b:10): a Guemará, ainda insatisfeita com a leitura proposta para harmonizar a mishná com a posição de Rabi Yochanan (e de Shmuel), anuncia que trará uma prova adicional — introduzida pela fórmula padrão "venha e ouça" — para decidir definitivamente a questão. O texto do daf 102b termina exatamente neste ponto, com a fórmula de abertura da prova, sem que seu conteúdo seja revelado; a citação em si, e a conclusão da disputa entre Rav e Shmuel sobre a categoria de "quem talha", ficarão para o início do daf 103a, que dará continuidade direta a esta sugya sobre a melacha de construir, ainda dentro do Perek Yud-Bet, HaBoneh.