É lícito — ou obrigatório — ao adepto de uma religião investigar se os seus princípios são verdadeiros? O dilema parece insolúvel dos dois lados. Albo resolve-o: como todas as religiões concordam que a Torá de Moisés foi divina (divergindo só quanto a se já passou o seu tempo), cabe a todo crente investigar, pelos dois critérios de Maimônides — o conteúdo e o enviado.
1 E cabe que despertemos aqui a atenção sobre uma dúvida que é possível levantar sobre a fé que recai nas religiões; e é esta: se o adepto de uma religião, do lado de ser adepto de uma religião, tem permissão ou é obrigado a investigar os princípios da sua religião e da sua fé — se são verdadeiros e concordantes com o que estabelecemos dos princípios da religião divina ou não —; e, se tem permissão de investigar, acaso a faculdade está dada em sua mão a fim de escolher a religião que lhe parecer mais verdadeira que outra, ou não? E eis que dos dois lados da contradição decorrem absurdos imensos.
וְרָאוּי שֶׁנָּעִיר כָּאן עַל סָפֵק אֶחָד, וְהוּא: אִם הַבַּעַל דָּת רַשַּׁאי אוֹ מְחֻיָּב לַחְקֹר עַל עִקְּרֵי דָתוֹ אִם הֵם אֲמִתִּיִּים, וְאִם הוּא רַשַּׁאי לִבְחֹר הַדָּת שֶׁיֵּרָאֶה לוֹ יוֹתֵר אֲמִתִּית. וְהִנֵּה יִתְחַיְּבוּ לִשְׁנֵי חֶלְקֵי הַסּוֹתֵר הַרְחָקוֹת עֲצוּמוֹת.
2 Primeiro: que, se dissermos que o adepto de uma religião é obrigado a investigar os princípios da sua religião, ou tem permissão de discernir entre os princípios da sua religião e os princípios de outra religião, é forçoso que nenhum adepto de uma religião seja firme na sua fé, e não será, então, cabido que receba recompensa pela fé, se não for firme nela e se for em dúvida sobre ela de algum modo — visto que não se chama "fé" senão quando a alma não concebe a sua negação, como explicamos; e, se investiga, eis que isto mostra que ele está em dúvida sobre ela. E, se estabelecermos que tem permissão de investigar, eis que, quando investigou e discerniu entre os princípios da sua religião e os princípios de outra religião e achou os princípios da outra religião mais verdadeiros, acaso tem permissão de trocar a sua religião por outra? E, se tem permissão, é forçoso que nenhum adepto de uma religião seja feliz nem salvo na sua fé. Pois, quando discernir entre os princípios da sua religião e os princípios da outra religião e os achar mais verdadeiros que os princípios da sua religião e trocar a sua religião pela outra religião, ainda lhe será impossível ser firme na fé daquela outra religião que escolheu como herança para si — pois é possível que, quando investigar e discernir entre aquela segunda religião e uma terceira religião outra, ache os seus princípios mais verdadeiros, e precise trocar a segunda pela terceira; e assim deste modo a terceira pela quarta, e a quarta pela quinta, e assim ao sem-fim. E não será, então, nenhum adepto de uma religião firme na sua fé até que se complete a sua investigação em todas as religiões do mundo e escolha uma delas sobre todas; e talvez haja outra religião nos confins do mundo habitado que não lhe seja conhecida, e ela seja a mais verdadeira de todas. E não será, conforme isto, nenhum adepto de uma religião salvo na sua fé, visto que lhe é impossível ser crente com uma fé completa até que investigue todas as religiões, e lhe é impossível investigar todas elas, como dissemos. E por isso é forçoso que nenhum adepto de uma religião tenha permissão de investigar os princípios da sua religião e da sua fé, a fim de que creia com uma fé não duvidosa.
שֶׁאִם נֹאמַר שֶׁהַבַּעַל דָּת מְחֻיָּב לַחְקֹר, יִתְחַיֵּב שֶׁלֹּא יִהְיֶה שׁוּם בַּעַל דָּת קַיָּם בֶּאֱמוּנָתוֹ. וְאִם נַנִּיחַ שֶׁהוּא רַשַּׁאי, כְּשֶׁמָּצָא דָּת אַחֶרֶת יוֹתֵר אֲמִתִּית וְהֵמִיר, אֶפְשָׁר שֶׁיִּמְצָא שְׁלִישִׁית, וְכֵן לְבִלְתִּי תַכְלִית, וְלֹא יִהְיֶה שׁוּם בַּעַל דָּת נוֹשָׁע בֶּאֱמוּנָתוֹ.
3 E, se dissermos que o adepto de uma religião não tem permissão de investigar os princípios da sua religião e da sua fé, decorre disto uma de duas coisas. Ou que todas as religiões trazem à felicidade humana, e não haverá vantagem para uma delas sobre a outra na recompensa e no castigo, visto que nenhum adepto de uma religião pode investigar os princípios da sua religião nem trocá-la por outra — e isto é muito vergonhoso, a saber que as religiões, que se dividem na verdade e na falsidade, na afirmação e na negação, na trindade shilush e na unidade, tragam à felicidade em igualdade. Ou, se dissermos que não trazem ambas à felicidade, mas só uma delas apenas, é forçoso um absurdo imenso: que D'us perverta o juízo a fim de castigar os adeptos da religião falsificada que se assemelha à divina — sendo que não há permissão na mão do que crê nela a fim de mover-se dela nem de trocá-la por outra nem de duvidar dela de modo algum; longe esteja de D'us a maldade, e do Todo-Poderoso a iniquidade. E esta é a dúvida que é possível levantar sobre todas as religiões chamadas divinas, e cabe que nos esforcemos em resolvê-la.
וְאִם נֹאמַר שֶׁלֹּא יִהְיֶה רַשַּׁאי לַחְקֹר, יִתְחַיֵּב אַחַד מִשְּׁנֵי דְבָרִים: אוֹ שֶׁיִּהְיוּ כָּל הַדָּתוֹת מְבִיאוֹת אֶל הַהַצְלָחָה בְּשָׁוֶה, וְזֶה מְגֻנֶּה; אוֹ שֶׁיִּהְיֶה הָאֵל מְעַוֵּת מִשְׁפָּט לְהַעֲנִישׁ בַּעֲלֵי הַדָּת הַמְזֻיֶּפֶת, חָלִילָה.
4 E digamos que, se todas as religiões conhecidas no mundo divergissem uma da outra de modo que cada uma dissesse sobre a outra que ela não é divina, esta dúvida seria muito forte e difícil de remover. Mas, visto que todas as religiões concordam sobre uma delas ser divina — exceto que divergem sobre ela ao dizerem que era temporária zemanit e já passou o seu tempo —, eis que dizemos que é cabido a todo adepto de uma religião investigar os princípios da sua religião e da sua fé.
וְנֹאמַר כִּי אַחַר הֱיוֹת כָּל הַדָּתוֹת מַסְכִּימוֹת בְּאַחַת מֵהֶן שֶׁהִיא אֱלֹהִית, אֶלָּא שֶׁחוֹלְקוֹת עָלֶיהָ בְּשֶׁיֹּאמְרוּ שֶׁהָיְתָה זְמַנִּית וּכְבָר עָבַר זְמַנָּהּ, הִנֵּה רָאוּי לְכָל בַּעַל דָּת לַחְקֹר עַל עִקְּרֵי דָתוֹ.
5 E isto — quanto às religiões que divergem da outra religião divina, isto é muito claro nelas, pois não é cabido a homem algum deixar-se seduzir a fim de crer numa coisa contra a religião sobre a qual há consenso de ser divina, senão depois de ter investigado aquela segunda ou terceira religião e os seus princípios, do modo que explicamos no capítulo 18 deste discurso.
6 E quanto à religião divina a Torá, também é cabido ao adepto daquela religião investigá-la — se ela é temporária ou eterna, e em que coisa dela é possível que venha a mudança, se se explicar que ela não é eterna.
וְזֶה בַּדָּתוֹת הַחוֹלְקוֹת עַל הַדָּת הָאֱלֹהִית, אֵין רָאוּי לְהִתְפַּתּוֹת לְהַאֲמִין דָּבָר כְּנֶגֶד הַדָּת הַמֻּסְכֶּמֶת אֶלָּא אַחֲרֵי חָקְרוֹ. וְאַף בַּדָּת הָאֱלֹהִית עַצְמָהּ רָאוּי לַחְקֹר אִם הִיא זְמַנִּית אוֹ נִצְחִית.
7 E por causa disto escreveu o Rambam, de abençoada memória, no capítulo 40 da Segunda Parte do Guia, que é cabido a todo adepto de uma religião investigar a sua religião; e disse ali que esta investigação é por dois lados. Ou do lado da própria religião — e isto se dá em que examine as suas ordens e advertências: se são apenas para remover a iniquidade e a violência e ordenar os assuntos da cidade, é cabido que saiba que esta religião é convencional e não divina; e, quando se achar aquela religião tal que, com o facto de visar também à remoção da iniquidade e da violência de entre os homens da cidade, visa ainda dar opiniões verdadeiras sobre o Nome, bendito seja, e sobre os anjos, e se esforça a fim de tornar sábios os filhos do homem e despertá-los para a natureza da verdade em toda a existência inteira — eis que isto é um sinal de ela ser divina. Ou do lado do estabelecedor da religião — e isto se dá em que examine aquele profeta ou enviado que se vangloria de que aquela Torá veio do Nome por sua mão, se foi assim, ou são ditos que tomou de outro; e o modo do seu exame é o exame da perfeição daquele homem e a investigação das suas virtudes e das suas ações; e o maior dentre os sinais é o abandono dos deleites corporais e o desprezo por eles — e com muito mais razão o sentido do tato, que é uma vergonha para nós, como disse Aristóteles. Este é o teor das suas palavras naquele capítulo.
וְכָתַב הָרַמְבַּ״ם בְּפֶרֶק מ׳ מֵחֵלֶק שֵׁנִי שֶׁהַחֲקִירָה מִשְּׁנֵי צְדָדִין: מִצַּד הַדָּת בְּעַצְמָהּ (אִם תְּכַוֵּן לָתֵת דֵּעוֹת אֲמִתִּיּוֹת בַּשֵּׁם וּבַמַּלְאָכִים, זֶה אוֹת הֱיוֹתָהּ אֱלֹהִית), וּמִצַּד מַנִּיחַ הַדָּת (בְּחִינַת שְׁלֵמוּת הָאִישׁ וּמִדּוֹתָיו, וְהַגָּדוֹל שֶׁבַּמּוֹפְתִים הַנָּחַת הַתַּעֲנוּגִים הַגּוּפִיִּים).
8 E, na verdade, o Rambam disse que se examine a religião do lado do exame da Torá em si mesma, quando visa dar opiniões verdadeiras sobre o Nome, bendito seja, etc. — para aludir à religião que atribui a D'us, bendito seja, a corporeidade e a trindade hagashmut vehashilush. E disse também que se faça o exame das virtudes do estabelecedor da religião daquele modo — para aludir ao homem que se vangloria da profecia para os ismaelitas, que estava muito imerso nos deleites corporais e na cópula, conforme o que está escrito junto aos ismaelitas das suas narrativas. Mas isto não é suficiente a fim de examinar a religião estabelecida pelo sábio que estabelece princípios verdadeiros como cabem a uma religião divina, e que ele mesmo é homem de boa conduta: com que se sabe se aquela religião é divina na verdade, ou humana e apenas se assemelhando à divina?
וְאָמַר ״לָתֵת דֵּעוֹת אֲמִתִּיּוֹת בַּשֵּׁם״ לִרְמֹז אֶל הַדָּת הַמְיַחֶסֶת לָאֵל הַגַּשְׁמוּת וְהַשִּׁלּוּשׁ. וּבְחִינַת מִדּוֹת מַנִּיחַ הַדָּת לִרְמֹז אֶל הַמִּתְפָּאֵר בִּנְבוּאָה לַיִּשְׁמְעֵאלִים. אֲבָל אֵין זֶה מַסְפִּיק לִבְחֹן דָּת שֶׁל חָכָם הַמַּנִּיחַ שָׁרָשִׁים אֲמִתִּיִּים וְהוּא בַּעַל הַנְהָגָה טוֹבָה.
9 E por isso eu digo que o exame da religião há de ser dos dois lados que escreveu o Rav, de abençoada memória, do modo que explicarei. E isto se dá em que se examinem primeiro os princípios daquela religião, se são concordantes com os princípios da religião divina que escrevemos, e que se examinem as raízes que se ramificam deles, do modo que explicamos no capítulo 15 deste discurso; e, se se achar aquela religião concordante ou não divergente daqueles princípios e raízes, e, com isto, se esforça a fim de remover a iniquidade de entre os homens da cidade e estabelecê-los sobre opiniões verdadeiras afastadas das opiniões imaginárias que se acham nas mulheres e nos rústicos, e os desperta para a perfeição humana — eis que isto é um sinal de ela ser divina.
וְעַל כֵּן אֲנִי אוֹמֵר כִּי בְּחִינַת הַדָּת תִּהְיֶה מֵהַשְּׁנֵי צְדָדִין: שֶׁיִּבָּחֲנוּ עִקְּרֵי הַדָּת אִם הֵם מַסְכִּימִים לְעִקְּרֵי הַדָּת הָאֱלֹהִית, וְעִם זֶה תִּשְׁתַּדֵּל לְהָסִיר הָעָוֶל וּלְהַעֲמִידָם עַל דֵּעוֹת אֲמִתִּיּוֹת, הִנֵּה זֶה אוֹת הֱיוֹתָהּ אֱלֹהִית.
10 E coisa como esta disseram os nossos mestres, de abençoada memória, no Torat Cohanim: "'E amarás o teu próximo como a ti mesmo' (Levítico 19:18) — Rabi Akiva diz: este é um grande princípio na Torá; Ben Azai diz: 'este é o livro das gerações de Adão' (Gênesis 5:1) — este é um princípio maior que aquele." Eis que explicaram nisto que a Torá divina é cabido que inclua estes dois assuntos: ou a remoção da iniquidade e da violência de entre os homens da cidade, aludida em "e amarás o teu próximo como a ti mesmo"; ou o despertar dos homens para as opiniões verdadeiras e a perfeição humana, aludido no versículo "este é o livro das gerações de Adão", no qual está escrito "no dia em que D'us criou Adão, à semelhança de D'us o fez" (Gênesis 5:1) — que explicou que há no homem uma forma humana que é à semelhança de D'us, e por isso cabe que seja cuidadoso a fim de não a desprezar, nem em si mesmo nem no seu companheiro, e a fim de que se esforce na sua sobrevivência e no seu apego aos seres superiores, no lugar do qual foi talhada. E este assunto é cabido que a Torá divina o inclua.
וְכַיּוֹצֵא בָזֶה אָמְרוּ ״וְאָהַבְתָּ לְרֵעֲךָ כָּמוֹךָ, רַבִּי עֲקִיבָא אוֹמֵר זֶה כְּלָל גָּדוֹל בַּתּוֹרָה, בֶּן עַזַּאי אוֹמֵר זֶה סֵפֶר תּוֹלְדוֹת אָדָם זֶה כְּלָל גָּדוֹל מִזֶּה״. הַסָּרַת הֶעָוֶל נִרְמֶזֶת בְּ״וְאָהַבְתָּ״, וְהַעֲרָת הָאֲנָשִׁים אֶל הַשְּׁלֵמוּת בְּ״זֶה סֵפֶר תּוֹלְדוֹת אָדָם״.
11 Mas ainda é possível que ela a religião seja estabelecida por um sábio ou sábios, até que se examine do segundo lado. E isto se dá quando se examina o modo da confirmação pela qual se confirmou a missão do enviado a fim de que se desse a religião por sua mão: se se confirmou com uma confirmação essencial, como se explicou no capítulo 18 deste discurso — eis que ela é divina; e, se não, eis que ela é falsificada e apenas se assemelha à divina, ainda que confesse todos os princípios e as raízes — e com muito mais razão se divergir deles ou de algum deles.
אֲבָל עֲדַיִן אֶפְשָׁר שֶׁתִּהְיֶה מֻנַּחַת מֵחָכָם, עַד שֶׁתִּבָּחֵן מִן הַצַּד הַשֵּׁנִי, כְּשֶׁיִּבָּחֵן דֶּרֶךְ הָאֲמוּת שֶׁנִּתְאַמֵּת בּוֹ שְׁלִיחוּת הַשָּׁלִיחַ. אִם נִתְאַמֵּת אֲמוּת עַצְמִי הִנֵּה הִיא אֱלֹהִית, וְאִם לָאו הִנֵּה הִיא מְזֻיֶּפֶת, אַף אִם תּוֹדֶה בְּכָל הָעִקָּרִים.
Albo encerra a parte central do Maamar I retomando o tema com que o abriu (cap. 1): pode o crente investigar a sua própria fé? O dilema é genuíno. Permitir a investigação parece destruir a fé — pois fé é justamente a certeza que não concebe o contrário, e quem investiga já duvida; pior, levaria a uma regressão infinita (trocar de religião indefinidamente, sem nunca poder examinar todas). Proibir a investigação parece pior ainda — ou todas as religiões salvam igualmente (absurdo, pois afirmam coisas contraditórias), ou D'us puniria injustamente quem nasceu numa fé falsa sem poder sair dela ("longe de D'us a iniquidade").
A solução de Albo é histórica e brilhante. O dilema só seria insolúvel se cada religião negasse a divindade das outras. Mas, de facto, todas as religiões filhas (cristianismo, islã) concordam que a Torá de Moisés foi divina — divergem apenas ao alegar que ela era "temporária" e seu tempo passou. Há, portanto, um ponto de partida comum e firme: a revelação do Sinai. A investigação não parte do nada nem percorre infinitas religiões — parte da Torá, reconhecida por todos, e examina apenas a alegação de que teria sido superada.
Albo adota os dois testes de Maimônides (Guia II:40): o conteúdo da lei (uma lei meramente social é convencional; uma que ensina verdades sobre D'us aponta para o divino) e a pessoa do legislador (sua perfeição moral, o desprezo aos prazeres corporais). As alusões polêmicas são transparentes: a "corporeidade e trindade" visa o cristianismo; o legislador "imerso nos deleites e na sensualidade" visa Maomé. Mas Albo aponta a insuficiência desses testes: e se um sábio virtuoso estabelecesse princípios verdadeiros? Por isso acrescenta o seu critério decisivo: o exame dos princípios e raízes (cap. 15) e, sobretudo, a confirmação essencial da missão do enviado (cap. 18) — a única prova à prova de falsificação.
A leitura da célebre disputa do Sifra cristaliza o critério de conteúdo. Para Rabi Akiva, "ama o teu próximo" é o grande princípio (a dimensão social: remover a iniquidade entre os homens). Para Ben Azai, "este é o livro das gerações de Adão — feito à semelhança de D'us" é princípio maior (a dimensão metafísica: despertar o homem para as verdades e a perfeição da alma). Albo não escolhe entre eles — mostra que a lei verdadeiramente divina deve conter ambas: ordena a justiça terrena e eleva a alma à sua origem divina. É o selo do seu critério: só é divina a lei que cuida do corpo social e da eternidade da alma.