Aspergia sobre a parte limpa do altar sete vezes. — Terminadas as quatro aplicações nos cantos, ele aspergia mais sete vezes sobre a superfície descoberta do altar, o local livre de cinzas e brasas, sobre o próprio ouro.
E o sangue restante derramava sobre a base ocidental do altar externo. — O que sobrava de todo o sangue usado no serviço interno era, ao final, derramado sobre a base do altar externo, do lado ocidental.
E o do altar externo derramava sobre a base sul. — Da mesma forma, o sangue restante das oferendas comuns pelo pecado, oferecidas sobre o próprio altar externo ao longo do ano, era derramado sobre sua base sul.
Estes e aqueles se misturavam no canal, e saíam para o córrego de Kidron, e eram vendidos aos jardineiros como adubo, e havia neles a lei do proveito indevido. — Ambos os sangues — o do serviço interno de Yom Kipur e o das oferendas comuns pelo pecado — escoavam juntos por um canal que atravessava o pátio, e desaguavam fora da cidade, no córrego de Kidron; ali, eram vendidos a agricultores como fertilizante, mas, enquanto ainda não vendidos, permanecia proibido tirar proveito deles sem pagamento, como de qualquer coisa consagrada.
É deste versículo, sobre "purificar" o altar, que a mishná extrai as sete aspersões sobre "sua parte limpa" — o mesmo termo, tahor, que dá nome ao trecho descoberto do altar sobre o qual essas aspersões caíam. A obrigação de derramar o sangue restante sobre a base do altar externo não decorre deste versículo, mas do procedimento geral estabelecido para toda oferenda pelo pecado cujo sangue é aspergido no interior — sua sobra é sempre destinada à base ocidental do altar externo, o ponto mais próximo do Santo dos Santos entre os quatro lados do altar.
O Rambam identifica exatamente o que é "a parte limpa" do altar, e remete a explicação completa da lei do proveito indevido a seu lugar próprio.
"A parte limpa do altar" é o lugar descoberto dele. E isso porque o incenso de todo dia era oferecido sobre o altar de ouro, como disse Hashem: "e Aharon queimará sobre ele incenso de especiarias"; e todo dia se retirava dele o excesso de brasas e cinzas. E ele tinha o cuidado de aspergir o sangue sobre o lugar em que não houvesse cinza nem brasa, mas apenas o próprio corpo do altar, descoberto.
Bartenura explica o percurso do sangue restante até o córrego de Kidron e a razão da proibição de proveito; Rashi, no Bavli, confirma cada etapa desse destino final.
"Sobre a parte limpa" — depois de terminar todas as aplicações dos cantos, ele aspergia sobre ela sete vezes, como está escrito: "e aspergirá sobre ele do sangue." "Sua parte limpa" — o lugar descoberto do altar, do qual se retirava a cinza e as brasas para os lados, e sobre o qual se aspergia, sobre o próprio ouro do altar. "E o do altar externo" — o sangue restante das oferendas pelo pecado externas era derramado sobre a base sul. "Estes e aqueles" — os sangues externos e internos, derramados sobre o altar da oferenda queimada, escorriam e caíam da base ao chão, e se misturavam no canal do pátio que saía para o córrego de Kidron. "Aos jardineiros" — aos donos de hortas. "E havia neles proveito indevido" — era proibido tirar proveito deles sem pagamento.
"Aspergia sobre sua parte limpa" — depois de terminar as aplicações dos cantos, aspergia sobre ela sete vezes, como está escrito: "e aspergirá sobre ele do sangue." "Sua parte limpa" — a Guemará explica o termo, ligando-o à parte do altar sempre mantida livre de cinza e brasa. "Estes e aqueles" — os sangues externos e internos derramados sobre a base do altar da oferenda queimada escorriam e caíam da base ao chão. "E se misturavam no canal" — o canal do pátio que saía para o córrego de Kidron. "Aos jardineiros" — aos donos de hortas. "E havia neles proveito indevido" — havia neles a proibição de tirar proveito sem pagamento.