Fez chalitzá e fez maamar, deu get e teve relação — ou teve relação e fez maamar, deu get e fez chalitzá —, não há nada depois da chalitzá, seja no início, seja no meio, seja no fim. Já a relação: quando está no início, não há nada depois dela; no meio e no fim, há algo depois dela. Rabi Nechemia diz: tanto a relação quanto a chalitzá, seja no início, seja no meio, seja no fim, não há nada depois delas. — Esta mishná repete casos formalmente já ensinados no início do perek, mas com um propósito novo: mostrar que a posição em que a chalitzá ocorre dentro de uma sequência mais longa de atos não importa — sempre que ela acontece, seja como primeiro ato, seja no meio de uma cadeia mais longa, seja como último ato depois de vários outros, ela sempre encerra por completo o vínculo, sem exigência adicional. Já a relação se comporta de modo diferente: apenas quando ocorre como primeiro ato — antes de qualquer get ou maamar — ela completa o vínculo por inteiro, sem exigir mais nada depois dela, exatamente como ensinado na mishná anterior. Mas se a relação ocorre no meio de uma sequência — depois que já houve um get, por exemplo — ou no fim, depois de vários atos anteriores, ela passa a ser uma relação proibida, que não completa plenamente o kinyan; e por isso ainda resta algo a fazer depois dela — tipicamente, um get ou uma chalitzá adicional. Rabi Nechemia discorda dos sábios exatamente neste último ponto: para ele, a relação se equipara à chalitzá em todos os aspectos — não importa se ocorre no início, no meio ou no fim, ela sempre encerra o vínculo por completo, sem exigência adicional alguma.
A Torá apresenta a relação e a chalitzá como dois caminhos completos e definitivos — não parciais — para encerrar o vínculo do yibum, cada um por si só suficiente. A disputa entre os sábios e Rabi Nechemia gira em torno de saber se essa força definitiva da relação se mantém mesmo quando ela ocorre depois de outros atos que já a tornaram, em certo sentido, uma "relação proibida" — ou se, nesse caso, ela perde parte de seu poder de encerrar o vínculo por completo, ao contrário da chalitzá, cuja força a Torá descreve sem qualquer condição.
Bartenura confirma que esta mishná não é apenas uma repetição, mas serve especificamente para introduzir a disputa entre os sábios e Rabi Nechemia sobre a posição da relação numa sequência mais longa.
Bartenura explica que, embora esta mishná repita, em parte, o que já foi ensinado, ela é trazida de novo justamente por causa de sua parte final, que distingue entre a relação e a chalitzá: a chalitzá — seja no início, seja no meio, seja no fim de uma sequência — sempre encerra o vínculo por completo; já a relação só faz isso quando é especificamente o primeiro ato. E o propósito principal de repetir esses casos é dar a base para apresentar a disputa entre os sábios, que fazem essa distinção, e Rabi Nechemia, que a rejeita e equipara os dois atos em qualquer posição. A halachá segue os sábios contra Rabi Nechemia, mantendo a distinção entre a força incondicional da chalitzá e a força condicional da relação.
Rashi, na Guemará, confirma a posição de Rabi Nechemia e menciona a opinião intermediária de Abba Yossi ben Chanan trazida na beraita — fechando o Perek Hei, dedicado inteiramente à combinatória do get, do maamar, da relação e da chalitzá.
Rashi explica que existem, na verdade, três posições sobre esta questão: a do tana kama da mishná, que distingue entre chalitzá — que sempre encerra o vínculo, mesmo se pesulá, isto é, feita em circunstâncias imperfeitas — e relação, que só encerra quando é o primeiro ato; a de Rabi Nechemia, que equipara os dois atos, dizendo que nenhum dos dois deixa algo pendente, em qualquer posição; e a de Abba Yossi ben Chanan, citada numa beraita, que vai ainda mais longe na direção oposta, sustentando que tanto a relação quanto a chalitzá, quando ocorrem no meio ou no fim de uma sequência, sempre deixam algo pendente. Com esta mishná, fecha-se o Perek Hei: dedicado inteiramente à ordem e à combinação do get, do maamar, da relação e da chalitzá — seja para um único yavam e uma única yevamá, seja para duas cunhadas de um yavam, seja para dois cunhados de uma yevamá —, e à disputa central entre Rabban Gamliel e os sábios que o abriu.