Alguém que disse: “Toquei nisto, mas não sei se era impuro ou puro”, ou “toquei, mas não sei em qual dos dois toquei” — Rabi Akiva declara impuro, mas os sábios declaram puro. Rabi Yosei diz: ele é impuro em todos os casos, e puro apenas no caso do caminho, pois é costume das pessoas caminhar, mas não é costume delas tocar.
Esta mishná continua o tema anterior, mas desloca o foco do objeto duvidoso para a incerteza da própria pessoa quanto ao que fez. Aqui não há dois objetos fisicamente presentes lado a lado: é o próprio declarante que não sabe se tocou em algo impuro, ou qual dos dois objetos tocou (por exemplo, o réptil e a rã da mishná anterior, que se confundem por semelhança). Rabi Yosei introduz uma distinção importante: como é impossível evitar caminhar em domínio público, a dúvida quanto ao caminho percorrido se resolve para a pureza; mas como é possível evitar o contato, a dúvida quanto a ter tocado ou não se resolve para a impureza.
Quando disseram “que tocou nisto”, quer dizer, em tal pessoa. Rabi Yosei diz: é impossível para o homem deixar de andar em domínio público, e por isso a dúvida quanto aos caminhos é pura; mas o contato, que não é necessário, sempre que houver dúvida se tocou ou não tocou, sua dúvida é impura. E a halachá não é como Rabi Akiva, nem como Rabi Yosei.
“Alguém que disse: toquei nisto”: refere-se ao réptil e à rã da mishná anterior, pois a rã se assemelha à tartaruga e as pessoas se confundem com ela. “Pois é costume das pessoas caminhar”: pois é impossível para o homem evitar caminhar em domínio público; por isso, a dúvida quanto aos caminhos é pura. Mas o contato é possível de se evitar; por isso, quando há dúvida se tocou ou não tocou, sua dúvida é impura. E a halachá não é nem como Rabi Akiva, nem como Rabi Yosei.