O réptil impuro (sheretz), na boca da doninha (chuldá), que anda por cima de pães de teruma: se há dúvida se tocou ou se não tocou, sua dúvida é pura.
Este caso amplia o princípio já apresentado na mishná anterior: quando o sheretz — fonte primária de impureza — está sendo carregado na boca de uma doninha em movimento, e o animal passa por cima de pães de teruma, e não se sabe se o corpo do sheretz roçou nos pães, a dúvida se resolve para a pureza. E isto vale mesmo que se trate de teruma, e mesmo no domínio privado, e mesmo que quem segura a doninha seja uma pessoa com entendimento para ser interrogada — porque o que decide aqui não é a capacidade de interrogação, mas o fato de que a impureza, enquanto está sendo carregada em trânsito na boca do animal, não tem lugar fixo onde repousar; ela apenas passa. Por isso a dúvida é sempre pura neste caso.
“Sua dúvida é pura”: e ainda que se trate de teruma, quando a impureza não repousou em lugar conhecido, sua dúvida é pura.
“Se há dúvida se tocou ou se não tocou, sua dúvida é pura”: e isto mesmo no domínio privado, e mesmo que seja uma pessoa com entendimento para ser interrogada quem segura a impureza — pois a impureza não tem lugar onde repousar, já que, enquanto está na boca da doninha ou na boca do cão, não se considera repousada no lugar, mas é impureza em trânsito; por isso a dúvida é pura, mesmo que quem a segura seja uma pessoa com entendimento para ser interrogada.