Passaram estes e não foram respondidos, diminuem em negócios, em construção e em plantio, em noivados e em casamentos, e em saudações entre uma pessoa e seu próximo, como pessoas repreendidas pelo Onipresente. — Se mesmo as treze taanyot não trouxerem chuva, a comunidade não decreta mais jejuns, mas adota uma postura geral de sobriedade e retração em toda a vida cotidiana: reduz-se a atividade comercial, param-se novas construções e plantios festivos, adiam-se noivados e casamentos, e até mesmo as saudações cordiais entre as pessoas se reduzem — um comportamento coletivo semelhante ao de alguém que sabe ter sido repreendido por D'us e vive, por consequência, num estado de luto e introspecção.
Os indivíduos voltam a jejuar até que saia Nissan. — Enquanto a comunidade como um todo já não jejua mais formalmente nessa etapa final, os indivíduos — os sábios que haviam começado a escala no início do capítulo — retomam seus próprios jejuns pessoais, continuando-os até o final do mês de Nissan.
Saiu Nissan e não caiu chuva, é sinal de maldição, pois está dito: "Acaso não é hoje a colheita do trigo?" etc. — Se, apesar de tudo, nenhuma chuva tivesse caído durante todo o inverno até o final de Nissan, isso já não seria mais tratado como atraso temporário, mas como um sinal claro e grave de maldição — apoiando-se a mishná no verso de Shmuel sobre a colheita do trigo, em que o próprio profeta invoca um trovão fora de estação como sinal do desagrado divino.
A mishná cita este episódio de Shmuel como prova de que a chuva fora de sua estação natural — no caso, durante a colheita do trigo, quando chuva normalmente não cai em Eretz Yisrael — é reconhecida na própria Escritura como sinal extraordinário do desagrado divino. Shmuel invoca precisamente essa anomalia climática como demonstração pública e inequívoca de que o pedido do povo por um rei humano, à revelia da liderança direta de D'us, fora um erro grave. Por analogia inversa, a mishná ensina que a ausência de chuva quando ela deveria normalmente ter caído — até o final de Nissan — é igualmente lida como sinal de maldição, fechando o tema deste primeiro perek com a ideia de que os padrões climáticos de Eretz Yisrael funcionam como barômetro constante da relação entre Israel e seu Criador.
Bartenura precisa quais construções e plantios são de fato restringidos, e Rambam detalha a mesma distinção entre atividades de alegria e atividades essenciais.
"Em construção e em plantio" — refere-se especificamente à construção de alegria, como a casa nupcial preparada para a celebração do casamento de um filho, e ao plantio de alegria, como uma grande árvore frondosa plantada para que reis passeiem sob sua sombra; mas construir uma casa para nela morar, ou plantar uma árvore por causa de seus frutos, continua permitido mesmo nesta etapa mais severa, pois são necessidades essenciais, e não expressões de festa que caberia suspender num tempo de luto. "Saiu Nissan" — a chuva é sinal de maldição apenas quando não caiu absolutamente nada antes do fim de Nissan.
A construção e o plantio proibidos nestes jejuns referem-se à construção de alegria e ao plantio de alegria — como as construções ornamentadas e esculpidas que os ricos fazem quando se estendem em seus edifícios, e o plantio de jardins de especiarias e pomares que costumam fazer os reis. Mas construir uma casa para moradia, e plantar uma árvore por seus frutos ou para sustento, isso não é proibido, e nunca se cancela essa atividade — pois trata-se de necessidades básicas da vida, e não de manifestações de celebração que a atmosfera de luto comunitário exigiria suspender.
Rashi, na Guemará que discute a rotina de todo o dia de jejum severo, explica a divisão do dia entre exame das questões da cidade e a leitura pública da Torá.
"Como agem?" — o que fazem na assembleia matinal e durante todo o dia do jejum? A Guemará descreve a divisão precisa do dia: "um quarto do dia" — a partir do meio-dia em diante dividem-se as horas restantes em duas partes; na metade, isto é, no primeiro quarto após o meio-dia, leem a passagem de "Vayechal Moshé" — a súplica de Moshé por perdão após o pecado do bezerro de ouro —, e como haftará leem "Dirshu Hashem behimatzo", "buscai o Eterno enquanto Ele pode ser achado", de Yeshaayahu — mostrando que o dia inteiro do jejum comunitário mais severo era estruturado em torno tanto do exame moral da comunidade quanto da leitura pública de textos de arrependimento e súplica.
Aqui se completa o Perek Alef — sete mishnayot dedicadas à menção e ao pedido de chuva: a disputa entre Rabi Eliezer e Rabi Yehoshua sobre quando começar a mencionar os poderes da chuva na Amidá, e por que fazê-lo justamente numa festa em que ela é sinal de maldição (1:1); a distinção entre mencionar e pedir chuva, a regra dos dois oficiantes do oitavo dia e do primeiro dia de Pessach, e até quando se estende o pedido (1:2); a data fixada para o pedido em Eretz Yisrael, e a opinião de Rabán Gamliel de adiá-la em consideração aos peregrinos que regressavam da Festa (1:3); o início da escala de jejuns, com os indivíduos observando três jejuns leves quando a chuva atrasa (1:4); a passagem da responsabilidade para o tribunal, que decreta três jejuns semelhantes sobre toda a comunidade (1:5); a escalada para jejuns mais severos, e depois para treze taanyot com toque de shofar e fechamento de lojas (1:6); e, por fim, a etapa final de sobriedade comunitária geral, o retorno dos indivíduos a seus próprios jejuns, e o sinal de maldição caso nem mesmo até o fim de Nissan a chuva tenha caído (1:7). O tratado prossegue no Perek Bet, que trata da ordem exata das orações e súplicas nos dias de jejum comunitário, e amplia a discussão para outras calamidades além da seca.