Feixes de palha, feixes de lenha e feixes de ramos — amarrados em fardos, o tipo de material que normalmente não tem função definida até que se decida seu uso — se os preparou para comida de animal, transferem-se — se antes do Shabat o dono já os havia destinado para servir de forragem, adquirem o estatuto de utensílio útil e podem ser movidos no Shabat — e se não, não se transferem — pois, sem essa designação prévia, permanecem como simples matéria bruta, sem uso definido, e por isso são muktzê — vira-se o cesto diante dos filhotes, para que subam e desçam — coloca-se um cesto virado de cabeça para baixo junto ao poleiro, servindo de degrau para que os pintinhos possam subir e descer sozinhos, sem que ninguém precise carregá-los — a galinha que fugiu, empurra-se até que entre — é permitido empurrá-la com as mãos, direcionando-a de volta para casa, mas não é permitido levantá-la do chão e carregá-la, pois a galinha, ao ser tocada, costuma se contrair e erguer o próprio corpo, o que equivaleria a carregá-la — conduzem-se bezerros e potros no domínio público — segurando-os pelo pescoço e pelos lados, ajudando-os a caminhar sem erguê-los do chão — a mulher conduz seu filho — segurando-o pelos braços por trás, enquanto a própria criança move as pernas e caminha por si mesma — disse Rabi Yehudá: quando? — Rabi Yehudá não vem discordar da opinião anterior, mas esclarecê-la, precisando as condições em que ela se aplica — quando ele levanta um pé e apoia o outro — ou seja, quando a criança efetivamente participa do movimento, andando por conta própria enquanto a mãe apenas a apoia e equilibra — mas se estava sendo arrastado, é proibido — se os pés da criança não tocam realmente o chão de modo funcional, e ela está sendo essencialmente carregada ou arrastada pela mãe, isso constitui transporte proibido no domínio público.
A segunda mishná do capítulo passa dos alimentos vegetais aos animais vivos: primeiro a designação prévia que confere estatuto de utensílio aos feixes de forragem, depois uma série de casos sobre como manejar aves e animais jovens sem incorrer na proibição de carregá-los pelo domínio público — e a mesma lógica se estende, no fim, ao modo permitido de uma mãe conduzir seu filho pequeno.
Por que a designação prévia importa tanto. A Guemará (Shabat 128a) explica que feixes de palha, lenha ou ramos são, por natureza, materiais ambíguos: podem servir de combustível, de material de construção ou de forragem animal, e sem uma decisão clara do dono antes do início do Shabat, permanecem indefinidos e por isso muktzê. Somente quando a pessoa já os separou mentalmente e fisicamente para alimentar animais é que adquirem o estatuto de utensílio de uso, podendo ser movidos livremente. Já os casos do cesto, da galinha e dos bezerros ilustram o princípio de que é permitido auxiliar o movimento de um ser vivo — guiando-o, empurrando-o ou apoiando-o — desde que não se chegue a efetivamente erguê-lo e carregá-lo, o que constituiria transporte proibido no domínio público, mesmo tratando-se de um ser vivo capaz de se mover por si mesmo.
Como o Rambam codifica as leis dos feixes de forragem e do conduzir animais e crianças, em Hilchot Shabat, capítulos vinte e cinco e vinte e seis.
Os comentadores explicam a condição da designação prévia para os feixes, a distinção entre empurrar e conduzir, e o critério de Rabi Yehudá para saber quando uma mãe pode conduzir seu filho pequeno.
"Feixes de palha e feixes de lenha e feixes de ramos, se os preparou para comida de animal, transferem-se, e se não, não se transferem" — esta é a lei quanto a esses feixes: são próprios para comida de animal quando destinados a isso; mas, se não foram designados, são como qualquer madeira ou erva que não é própria para se transportar.
"Vira-se o cesto diante dos filhotes para que subam e desçam" — e isso não constitui anular um utensílio de seu lugar, pois os filhotes não são considerados como se estivessem depositados sobre ele.
"A galinha que fugiu" — empurra-se com as mãos até que entre, mas não se conduz, porque a galinha, quando é segurada, ergue-se do chão por si mesma, e resulta em transportá-la; mas outras aves, como gansos e semelhantes, podem ser conduzidas.
"E conduzem-se bezerros e potros" — segurando pelo pescoço e pelos lados, arrastando-o. "E a mulher conduz seu filho" — segurando-o pelos braços por trás, enquanto ele move as pernas e caminha. E disse Rabi Yehudá que isto se aplica quando levanta um pé e apoia o outro; mas se estava sendo arrastado, é proibido, pois equivale a carregá-lo.
"Feixes" — fardos amarrados. "Ramos" — galhos úmidos de árvore que se cortam para comida de animais.
"Vira-se o cesto diante dos filhotes" — e isso não é anular um utensílio de seu lugar, pois os filhotes não ficam parados sobre ele.
"Que fugiu" — de casa. "Empurra-se" — com as mãos. "Até que entre" — e especificamente empurra-se, mas não se conduz, porque a galinha ergue-se do chão sozinha; mas gansos e outras aves podem ser conduzidos.
"Conduzem-se bezerros" — segurando pelo pescoço e pelos lados, arrastando-o, ajudando-o e movendo suas pernas. "E a mulher conduz seu filho" — segurando-o pelos braços por trás, enquanto ele move as pernas e caminha.
"Que levanta um pé e apoia o outro" — quando a criança move as pernas, apoiando uma e erguendo a outra. "Mas se arrasta, é proibido" — porque ela o carrega.
"Se os preparou" — se os destinou. "É proibido movê-los" — mesmo que os tenha destinado para comida de animal, pois isso seria um esforço desnecessário sem essa designação prévia.
Na mishná: "Vira-se o cesto diante dos filhotes" — isso nos ensina que um utensílio próprio para ser movido no Shabat pode ser usado para uma finalidade que, em si, não seria própria para o Shabat.
"Que fugiu" — de casa. "Empurra-se" — com as mãos.
"Conduzem-se bezerros" — segurando pelo pescoço e pelos lados, arrastando-o, ajudando-o e movendo suas pernas. "A mulher conduz seu filho" — segurando-o pelos braços por trás, ajudando-o, enquanto ele move as pernas e caminha.
"Que levanta um pé e apoia o outro" — quando a criança move as pernas: ao apoiar uma, ergue a outra. "Mas se arrasta, é proibido" — porque ela o está carregando.