Saiu a primeira turma e entrou a segunda turma; saiu a segunda, entrou a terceira. Como o procedimento da primeira, assim o procedimento da segunda e da terceira. Liam o Hallel. — Assim que a primeira turma concluía seu abate e saía do átrio, a segunda entrava imediatamente para repetir exatamente o mesmo procedimento — o fechamento das portas, os toques de shofar, a disposição dos cohanim em fileiras — e, na sequência, a terceira turma fazia o mesmo. Durante todo o processo de abate, os leviim ou os próprios presentes recitavam o Hallel, os salmos de louvor.
Se terminaram, repetiam; e se repetiram, triplicavam — ainda que em seus dias nunca tenham triplicado. Rabi Yehudá diz: em seus dias, a terceira turma nunca chegou a "Amei, pois o Eterno ouve", pois seu povo era escasso. — A leitura do Hallel era sincronizada com a duração do abate: se a turma terminava de recitar todo o Hallel antes de terminar seu abate, recomeçava a lê-lo do início; e se ainda não tivesse terminado o abate após a segunda leitura completa, lia uma terceira vez — embora, na prática, isso nunca tenha sido necessário. Rabi Yehudá acrescenta uma observação sobre a terceira turma especificamente: por ser sempre a menor em número de pessoas — já que a maioria já havia entrado nas duas primeiras — seu abate era tão rápido que ela nunca sequer completava a primeira leitura, não chegando além do décimo sexto versículo do Salmo 116.
O Hallel lido durante o abate do korban Pessach é composto pelos salmos 113 a 118, e o versículo citado por Rabi Yehudá — "Amei, pois o Eterno ouve" — é o início do Salmo 116, o quarto dos seis salmos que compõem essa coleção de louvor. A prática de acompanhar o abate público com a recitação do Hallel expressa gratidão coletiva pela libertação do Egito, tema central de Pessach, e Rabi Yehudá usa o ponto exato em que a terceira turma costumava parar como uma medida concreta de quão rápido, e portanto quão pequeno em número, esse último grupo costumava ser.
O Rambam observa, no Perush HaMishná, que o conteúdo essencial desta mishná é descritivo, remetendo aos comentários de Bartenura e Rashi para os detalhes práticos.
"Saiu a primeira turma, entrou a segunda turma, etc.": isto é evidente.
Bartenura explica exatamente como a leitura do Hallel se sincronizava com o ritmo do abate; Rashi, na Guemará, confirma o mesmo mecanismo ao comentar diretamente a mishná.
"Saiu a primeira turma, entrou a segunda turma, etc.": isto é evidente.
"Liam o Hallel" — todas as três turmas. "Se terminaram, repetiam" — quando começavam a abater, começavam a ler; e se os korbanot Pessach eram muitos e o tempo de seu abate se estendia até terminarem a leitura e ainda houvesse muitos a abater, voltavam e liam pela segunda vez. E se leram pela segunda vez e ainda não terminaram o abate dos korbanot Pessach daquela turma, voltam e leem pela terceira vez. E o mesmo para a segunda e terceira turmas.
"Ainda que em seus dias nunca tenham triplicado" — pois os cohanim eram numerosos e diligentes. "Nunca chegou a 'Amei'" — nem sequer na primeira leitura.
"Como o procedimento da segunda e da terceira" — tudo como dissemos. "Liam o Hallel" — refere-se a todas as turmas.
"Se terminaram, repetiam" — quando começavam a abater, começavam a ler; e se os korbanot Pessach eram muitos e o tempo de seu abate se estendia até terminarem a leitura e ainda houvesse muitos a abater, voltavam e liam pela segunda vez.
"E se repetiram" — e ainda não terminou o abate dos korbanot Pessach daquela turma, triplicavam — e o mesmo para a segunda e terceira. "Nunca chegou a 'Amei'" — nem sequer na primeira vez.