O utensílio de barro não contamina o seu companheiro, mas apenas o líquido. Se o líquido se contaminou, ele o contaminou. Eis que ele (o utensílio) diria: ‘Os que te contaminaram a mim não me contaminaram, e tu me contaminaste.’
A sexta mishná aplica o mesmo princípio da anterior a um caso específico: o utensílio de barro nunca se torna fonte primária de impureza, e só recebe impureza de uma fonte primária — jamais de outro utensílio de barro por simples contato. Ainda assim, o mesmo decreto sobre o líquido do zav e da zavá se aplica: o utensílio de barro contamina o líquido que contém, e esse líquido, uma vez contaminado, contamina de volta um segundo utensílio de barro que o receba.
Já explicamos também, na introdução desta Ordem, que o utensílio de barro nunca se torna fonte primária de impureza (av hatumá), e que o utensílio de barro só se contamina por uma fonte primária de impureza ou por líquidos impuros. E, sendo assim, segue-se necessariamente que o utensílio de barro não contamina outro utensílio de barro de forma alguma, ainda que o toque. E, pelo princípio já estabelecido, o utensílio de barro contamina líquidos, e esses líquidos, sendo agora líquidos impuros, contaminam (outro) utensílio de barro. E já explicamos todos estes princípios com toda a clareza na introdução desta Ordem.
Sobre “o utensílio de barro não contamina o seu companheiro”: pois o utensílio de barro nunca se torna fonte primária de impureza, e o utensílio de barro só recebe impureza de uma fonte primária de impureza; segue-se, então, que o utensílio de barro não contamina o seu companheiro.
Sobre “mas apenas o líquido”: mas ele contamina líquidos, e os líquidos, por sua vez, contaminam o seu companheiro, por decreto por causa do líquido do zav e da zavá, como dissemos.