Todo ‘filho das impurezas’ (derivado de impureza) não contamina utensílios, mas somente líquido. Se o líquido se contaminou, ele os contaminou. Eis que ele (o utensílio) diria: ‘Os que te contaminaram a mim não me contaminaram, e tu me contaminaste.’
A quinta mishná generaliza uma regra fundamental do sistema de graus de impureza: um ‘filho da impureza’ — isto é, algo contaminado em segundo grau ou além, e não uma fonte primária (av hatumá) — não tem o poder de contaminar utensílios por contato direto; apenas alimentos e, sobretudo, líquidos. Mas os sábios decretaram que um líquido assim contaminado, por sua vez, contamina de volta o utensílio que o contém — um decreto instituído por causa do fluxo do zav e da zavá, cujos líquidos corporais (saliva, fluxo, urina) são, eles sim, fontes primárias de impureza, e cuja aparência se confunde com a de líquidos comuns.
Já explicamos esta halachá com toda a clareza em nossas palavras na introdução desta Ordem; e se guardares o que explicamos ali, não precisarás de explicação adicional.
Sobre “todo derivado de impureza”: como, por exemplo, primeiro e segundo (grau), não contamina utensílios, senão o pai da impureza (av hatumá). Mas o líquido que se contaminou em primeiro ou segundo (grau) contamina utensílios, por decreto por causa do líquido do zav e da zavá, como a sua saliva, o seu fluxo e a sua urina, que são fonte primária de impureza.