Aquele que é puro para a chatat que tocou em madaf: é impuro. O frasco de chatat que tocou em madaf: é impuro. Aquele que é puro para a chatat que tocou em alimentos e líquidos com a mão: é impuro; e com o pé: é puro. Se os deslocou com a mão — Rabi Yehoshua declara impuro, e os sábios declaram puro.
Esta mishná desdobra a mecânica do madaf: quem é puro para a chatat e toca em algo que carrega essa impureza leve — mesmo o próprio frasco (lagin) destinado a receber a água consagrada — torna-se impuro. A mesma pessoa que toca, com a mão, em alimentos ou líquidos (mesmo puros para a teruma e para coisas sagradas, mas impuros em relação à chatat) contamina-se por inteiro, pois a impureza das mãos se estende ao corpo — uma estringência específica da chatat. Já o toque com o pé não contamina, pois a lei rabínica só considerou o gesto das mãos. Sobre o simples deslocamento (sem toque direto), há disputa: Rabi Yehoshua equipara-o ao toque e declara impuro; os sábios discordam e declaram puro — e a halachá segue os sábios.
Já esclareci que madaf é o nome do utensílio que está sobre o zav, e que é derivado de impureza, contaminando apenas alimentos e líquidos; mas, pela elevada exigência da chatat, como se explicará, consideramos que o madaf contamina pessoa e utensílios puros para a chatat. E quando ouvires “frasco de chatat”, sabe que é o utensílio no qual está a água consagrada. Já explicamos, na introdução desta Ordem, que alimentos impuros e líquidos impuros não contaminam a pessoa por toque, a menos que ela toque com as mãos — e então apenas as mãos se contaminam; e já contamos, como princípio da chatat, que, se as mãos se contaminam, o corpo inteiro se contamina. Por isso, se aquele que é puro para a chatat toca com a mão em alimentos e líquidos impuros para a chatat, ele se contamina por inteiro — e todos os líquidos e alimentos, mesmo que puros para coisas sagradas, são impuros em relação à chatat. E Rabi Yehoshua diz que, se os deslocou com a mão, é como se os tivesse tocado com a mão; mas a halachá não é como Rabi Yehoshua.
Sobre “tocou em madaf, é impuro”: a parte superior sobre o zav chama-se madaf, pois, se havia sobre o zav dez tampas umas sobre as outras, todas se contaminam por madaf, mesmo a mais superior, que o zav não tocou — assim como dez colchões um sobre o outro, em que o zav se deitou no mais superior: todos se contaminam pela Torá por causa do leito (mishcav), embora não tenham tocado nos inferiores. Do mesmo modo, as tampas superiores sobre o zav se contaminam por decreto rabínico, por causa do madaf, mesmo que não o tenham tocado. E há diferença entre o leito e o madaf: o leito se torna fonte primária de impureza, contaminando pessoa e utensílios; já o madaf é apenas derivado de impureza, contaminando alimentos e líquidos — mas, por causa da estringência da chatat, pessoa e utensílios que tocaram em madaf são impuros para a chatat.
Sobre “frasco de chatat”: é um utensílio de enxágue, no qual se pretende colocar água de chatat.
Sobre “tocou em madaf, é impuro”: e precisa de imersão.
Sobre “tocou em alimentos e líquidos”: mesmo que sejam puros para a teruma e para coisas sagradas.
Sobre “com a mão, é impuro”: segundo a lei de alimentos e líquidos impuros, que contaminam as mãos — pois aquele que é puro para a teruma e para coisas sagradas é desqualificado para a chatat; e há ainda uma estringência adicional na chatat: se as mãos se contaminam, o corpo se contamina. Por isso, quando tocou com a mão em alimentos e líquidos, tornou-se impuro.
Sobre “Rabi Yehoshua declara impuro”: pois decretou que o deslocamento equivale ao toque; mas a halachá não é como Rabi Yehoshua.