Se ela estava elevada um palmo do chão: a impureza debaixo dela, na casa, em seu interior, ou sobre ela — tudo fica impuro.
Esta sexta mishná fecha o pequeno grupo de quatro mishnayot dedicado à colmeia com boca voltada para dentro, somando a ela a elevação de um palmo do chão que a segunda mishná já havia acrescentado ao caso da boca voltada para fora. A combinação dos dois fatores elimina toda e qualquer proteção: por um lado, a boca voltada para dentro já faz o interior da colmeia se comunicar livremente com a casa; por outro, a elevação de um palmo faz o espaço debaixo da colmeia funcionar como uma tenda plena, capaz de trazer a impureza também para o espaço de cima. Reunidas essas duas condições, não sobra mais nenhum domínio protegido: a impureza colocada debaixo da colmeia, dentro da casa, dentro da própria colmeia, ou sobre ela — em qualquer um desses quatro lugares — se espalha por todos os outros três, e tudo fica impuro de uma só vez, sem qualquer distinção entre o que está diante do azeitona e o que está fora dessa linha.
O sentido de “tudo fica impuro” é: tudo o que está na casa ou na colmeia, e o que está debaixo dela, e o que está acima dela — isso fica impuro. Já a colmeia em si mesma não fica impura, como já estabelecemos.
Sobre “se ela estava elevada”: acima, no caso em que a boca está voltada para fora, ensinou-se que a impureza debaixo dela ou na casa, ou sobre ela, torna tudo impuro exceto seu interior; e aqui, quando a boca está voltada para dentro, tudo fica impuro.