Se alguém estava deitado sobre o umbral, e os que carregavam o morto lhe fizeram sombra: Bet Shamai diz, ele não traz a impureza. Bet Hilel diz, ele traz a impureza.
Esta breve mishná repete a mesma controvérsia da anterior, mas numa posição diferente: em vez de estar em pé junto à janela, a pessoa está deitada sobre o próprio umbral da porta, com parte do corpo dentro da casa e parte fora dela, e os que carregam o morto lá fora lhe fazem sombra. Bet Shamai novamente sustenta que ela não traz a impureza para dentro da casa, coerente com sua posição de que o corpo humano, mesmo oco, não conta como uma tenda própria; Bet Hilel sustenta que ela traz, pois seu lado superior forma uma tenda sobre o vão de seu corpo, e essa tenda liga o exterior, onde está a impureza, ao interior da casa, onde está a outra metade de seu corpo.
Se ele estava deitado sobre o umbral, parte dele na casa e parte sobre o umbral, Bet Hilel se apoia em sua opinião, dizendo que a pessoa é oca, e por isso ele traz a impureza à casa, segundo o que precedeu a respeito da panela: quando ela estava elevada um palmo e tocava o lintel numa abertura de um palmo, então, havendo impureza sobre ela, a casa ficava impura.
Sobre “estava deitado sobre o umbral”: parte dele dentro da casa e parte fora da casa.
Sobre “ele não traz a impureza”: pois aqui não há vão.