Se entrou na sinagoga, fazem para ele uma partição de dez palmos de altura por quatro côvados de largura; entra primeiro e sai por último. Todo o que protege por tampa fechada na tenda do morto protege por tampa fechada na casa marcada. E todo o que protege coberto na tenda do morto protege coberto na casa marcada — palavras de Rabi Meir. Rabi Yosé diz: todo o que protege por tampa fechada na tenda do morto protege coberto na casa marcada; e todo o que protege coberto na tenda do morto, mesmo descoberto na casa marcada, é puro.
Esta última mishná do Perek Yud-Guimel trata primeiro do metzorá que deseja entrar na sinagoga: para que sua impureza não se espalhe aos demais presentes, constrói-se para ele uma partição de dez palmos de altura — a medida mínima para que algo seja considerado uma divisória eficaz — e quatro côvados de largura, o espaço mínimo correspondente ao lugar de uma pessoa. Ele deve entrar antes de todos os demais e sair depois de todos, de modo a nunca cruzar o caminho de quem já ocupa a sinagoga, evitando que, ao passar, se detenha por um instante e torne impuro o lugar onde os demais estão parados, como visto na mishná 7. A mishná fecha com uma comparação entre a impureza da casa marcada e a impureza da tenda de um cadáver, quanto aos utensílios que escapam da contaminação estando dentro delas: segundo Rabi Meir, a equivalência entre as duas é total — tudo o que protege por ter uma tampa bem ajustada (tzamid patil) na tenda do morto também protege da mesma forma na casa marcada, e tudo o que basta cobrir, sem tampa ajustada, para proteger na tenda do morto, basta igualmente cobrir para proteger na casa marcada. Rabi Yosé discorda, sustentando que a impureza da casa marcada é mais leve do que a impureza de cadáver — pois esta dura sete dias, enquanto aquela dura apenas até a tarde — e por isso rebaixa um grau a exigência: o que exige tampa ajustada na tenda do morto basta que esteja simplesmente coberto na casa marcada, e o que já bastava cobrir na tenda do morto permanece puro na casa marcada mesmo descoberto. A lei segue Rabi Yosé.
"Por quatro côvados de largura" — quer dizer que o lugar aonde ele vier seja de quatro côvados por quatro côvados, para que tenha um assento próprio; e deve entrar antes que entre outra pessoa na sinagoga, e sair depois da saída de todos, para que ninguém se torne impuro ao passar entre eles, pois talvez ele pare enquanto ainda está andando e torne impuro todo aquele sobre quem fizer sombra, como já se disse. Rabi Meir entende que, como a casa marcada torna impuro tudo o que está dentro dela, e assim também a tenda do morto, seu julgamento se equipara; e Rabi Yosé entende que a impureza de morto é mais grave, pois é impureza de sete dias, enquanto a impureza da casa marcada é impureza que dura até a tarde, e por isso a rebaixa um grau, como se vê. Já antecipamos as leis da tampa ajustada e dos utensílios que protegem na tenda do morto, no tratado de Kelim (cap. 11) e em Ohalot (cap. 5), onde explicamos todos os utensílios que protegem por tampa ajustada e sua natureza, no vigésimo quarto capítulo de Kelim; e explicamos que a tenda protege tudo o que está dentro dela apenas com cobertura, ou com tampa ajustada, como se explicará no quinto capítulo de Ohalot — e ali se diz no Sifrá: os utensílios protegem na tenda do morto, e as tendas, com cobertura. Já explicamos este assunto e para lá remetemos. E, na Tosefta, o poço e a cisterna que estão dentro da casa marcada, ainda que descobertos, os utensílios que estão dentro deles são puros; e já explicamos, no quinto capítulo de Kelim, que eles não seriam puros na tenda do morto a menos que estivessem cobertos — e isto é conforme a opinião de Rabi Yosé, sem contradição; e a lei segue Rabi Yosé.
Sobre "entrou na sinagoga": um metzorá que veio entrar na sinagoga.
Sobre "fazem para ele uma partição de dez palmos de altura": pois menos de dez palmos não é considerada partição eficaz para proteger.
Sobre "por quatro côvados de largura": correspondentes aos quatro côvados da oração; ou ainda, porque esta é a medida do lugar de uma pessoa, como dissemos em Eiruvin, no capítulo "Mi shehotsiuhu".
Sobre "entra primeiro e sai por último": para que os que estão parados na sinagoga não se tornem impuros na sua entrada e na sua saída, ao passar da porta até a partição — pois receamos que ele se detenha um pouco enquanto passa, e se tornem impuros todos os que ali estão parados.
Sobre "todo o que protege por tampa fechada": como um utensílio de barro, e todos os que se contam no tratado de Kelim, no capítulo "Ve'elu kelim matzilim".
Sobre "todo o que protege coberto na tenda do morto": como um poço e uma cisterna, que não requerem tampa ajustada, mas apenas cobertura, como se ensina no tratado de Ohalot, no capítulo do forno. E a lei segue Rabi Yosé.
Com esta décima segunda mishná, encerra-se o Perek Yud-Guimel de Massechet Negaim. O capítulo abriu resumindo, em dez categorias, o comportamento da marca da casa ao longo das duas semanas de observação — esmaecimento, desaparecimento e alastramento, com o retorno ou não da marca decidindo entre a demolição e a purificação com os pássaros (13:1). Tratou da pedra do canto compartilhada entre vizinhos, mais rigorosa no arrancamento do que na demolição, e da distinção de Rabi Elazar entre cabeças e encaixes (13:2); das vigas do sótão, dos caixilhos e das grades de janelas salvos da demolição, e da medida mínima de contaminação das pedras, madeiras e terra (13:3). Distinguiu a casa isolada, que contamina apenas por dentro, da casa certificada, que contamina por dentro e por fora (13:4); e examinou as pedras que passam de uma casa isolada para outra pura (13:5). Tratou da casa ou árvore que sombreiam uma casa marcada (13:6), do lugar do impuro sob a árvore e da pedra marcada pousada (13:7), e das medidas mínimas de entrada que transmitem e contraem impureza — a cabeça e a maior parte do corpo, ou três dedos por três de um manto (13:8). Detalhou as diferenças entre entrar com roupas ao ombro ou vestido e calçado (13:9), a mão e o anel estendidos para dentro ou para fora da casa (13:10), e o metzorá que entra numa casa comum, contaminando os utensílios até as vigas (13:11). E fechou com a partição exigida para o metzorá na sinagoga, e a comparação entre a tenda do morto e a casa marcada quanto à proteção dos utensílios (13:12).
O estudo da Mishná prossegue agora para o Perek Yud-Dalet, capítulo final de Massechet Negaim, que tratará do processo completo de purificação do metzorá.