Mas as sombras de folhagem, e as saliências de parede, e o campo arado sobre sepultura, e a terra dos povos, e a tampa do túmulo, e a lateral do túmulo, e um quarto de log de sangue, e uma tenda, e um quarto de kav de ossos, e os utensílios que tocam o morto, e os dias de sua contagem, e os dias de seu enclausuramento — por estas o nazireu não tosquia, e asperge no terceiro e no sétimo dia, e não anula os dias anteriores, e começa e conta imediatamente, e não tem sacrifício. — Onde a mishná anterior tratava do contato direto e certo com restos humanos claramente identificados, esta mishná trata de situações de dúvida ou de impureza mais diluída: passar sob a sombra de um ramo de árvore sem saber se havia impureza embaixo dele exatamente; tocar em saliências de parede sem certeza da fonte; atravessar um campo onde um túmulo foi arado e seus ossos se espalharam pela terra; pisar em terra de povos estrangeiros, considerada impura por decreto rabínico; tocar a tampa ou a lateral externa de um túmulo; entrar em contato com um quarto de log de sangue ou um quarto de kav de ossos — quantidades menores que as da mishná anterior; ficar sob o mesmo teto que restos do morto sem contato direto; tocar utensílios que tocaram o morto; ou passar pelos dias de contagem e de enclausuramento formal do metzorá, o leproso bíblico. Todas essas situações exigem apenas a purificação ritual padrão — aspersão no terceiro e sétimo dia —, sem qualquer um dos efeitos mais severos da mishná anterior.
Em verdade disseram: os dias do zav e da zavá e os dias de enclausuramento do metzorá — eis que estes contam a seu favor. — Encerrando o Perek Zayin com uma expressão característica de tradição firme ("em verdade disseram"), a mishná esclarece uma exceção importante: embora os dias de contagem e de conclusão do metzorá (mencionados na primeira parte desta mesma mishná) não sejam contados como parte do nazireado, os dias em que alguém está sob o estado de impureza de zav ou zavá — fluxos genitais anormais — e mesmo os dias iniciais de enclausuramento do metzorá (antes de sua condição ser confirmada), esses sim contam normalmente a favor da contagem dos dias do voto. A distinção reflete a natureza diferente de cada período: o enclausuramento inicial do metzorá e os dias do zav/zavá são períodos de observação ou de impureza contínua que não interrompem o fluxo normal do tempo, enquanto os dias de contagem pós-purificação do metzorá (yemei sofro) e os dias formais de sua condição confirmada (yemei gomro) são etapas processuais específicas que a halachá trata como somando-se à impureza, não ao tempo neutro do nazireado.
A base da distinção entre impurezas maiores e menores está na mesma expressão da Torá sobre a morte súbita, lida com precisão para excluir os casos desta mishná.
Rambam explica que essa expressão da Torá — "e se morrer alguém junto a ele" — não vem para incluir toda e qualquer forma de impureza derivada do morto, mas especificamente aquelas em que o próprio corpo do morto é a fonte direta da impureza; por isso a anulação retroativa dos dias anteriores, prevista na mesma passagem, aplica-se apenas às onze categorias graves da mishná anterior, e não às formas mais diluídas ou duvidosas desta mishná. Quanto aos dias do metzorá, Rambam remete a Vaikrá 14:8, que descreve os sete dias que o leproso purificado aguarda fora de sua tenda antes de trazer seus sacrifícios finais — período que a mishná trata como não somando à contagem do nazireado, ao contrário dos dias de zav e zavá.
Rambam, no Perush HaMishná, define tecnicamente cada uma das categorias e explica o fundamento da regra final sobre zav, zavá e metzorá.
Rambam define as "sombras de folhagem" como árvores cujos galhos projetam sombra sobre o solo, criando dúvida sobre se o nazireu passou exatamente sob a impureza que estava embaixo de um dos ramos; e as "saliências de parede" como pedras ou vigas de madeira que se projetam de um muro, com a mesma dúvida quanto à impureza embaixo delas. Rambam conclui explicando que a regra final da mishná — segundo a qual os dias de zav, zavá e do enclausuramento inicial do metzorá contam a favor do nazireado — é ela própria uma halachá recebida no Sinai, marcada pela expressão "em verdade disseram" que introduz tradições dessa categoria especial.
Perush de Rashi sobre a Guemará, além de Rambam e Bartenura.
Rashi confirma que "as sombras de folhagem" se referem a uma árvore cuja copa se estende sobre o solo, projetando sombra em diversos pontos, quando há impureza sob um deles mas não se sabe exatamente sob qual — uma situação de dúvida geográfica que, por sua própria natureza incerta, não pode gerar os efeitos mais severos da mishná anterior.
Rambam define bet ha-peras como um campo onde uma sepultura foi arada, espalhando os ossos do morto misturados com a terra ao redor por uma extensão considerável; golel é a laje de cobertura do túmulo, e dofek são as paredes laterais do túmulo. Ele explica que essas categorias impurificam por contato e por cobertura, mas não por carregamento — distinção técnica que reforça por que se trata de impurezas mais brandas que as da mishná anterior.
Bartenura explica que a impureza da "terra dos povos" é um decreto puramente rabínico, motivado pela suposição de que os gentios enterravam seus mortos em qualquer lugar sem controle — daí sua natureza mais branda. Sobre a regra final, Bartenura confirma que os dias de enclausuramento inicial do metzorá, previstos explicitamente pela Torá em Vaikrá como um período de sete dias de observação antes de qualquer diagnóstico definitivo, contam normalmente para a contagem dos dias de nazireado, ao contrário dos dias posteriores de confirmação e purificação já mencionados na primeira parte da mishná.