Não se rasgam as vestes, nem se descobre o ombro, nem se recebe a primeira refeição, senão os parentes do falecido; e não se recebe a primeira refeição senão sobre um leito ereto. Não se leva à casa do luto nem em bandeja, nem em travessa, nem em cesto de vime, senão em cestos comuns. E não se diz a bênção dos enlutados no Chol HaMoed, mas os visitantes ficam de pé em fileira, consolam, e depois liberam a multidão. — No Chol HaMoed, os gestos públicos mais intensos de luto — rasgar as próprias vestes, descobrir o ombro em sinal de dor — ficam restritos apenas aos parentes mais próximos do falecido, e não a qualquer pessoa comovida. A primeira refeição, que os vizinhos preparam para o enlutado por ele estar proibido de comer da própria comida no primeiro dia, também é reservada aos parentes, e servida com os visitantes sentados em leitos eretos — não nos leitos virados de cabeça para baixo que marcariam visivelmente o luto em dias comuns. A comida levada à casa do luto deve ser transportada em cestos simples, não em recipientes finos de prata ou vidro que ostentariam riqueza diante dos visitantes mais pobres. E a fórmula ritual pública da "bênção dos enlutados" — recitada em dias comuns na praça — é omitida no Chol HaMoed, mas o gesto essencial de consolo permanece: os visitantes formam uma fileira diante do enlutado, oferecem suas palavras de conforto, e então são liberados para seguir seu caminho.
A tradição deriva a obrigação de rasgar as vestes precisamente deste versículo: ao proibir Aarão e seus filhos — que, como sacerdotes em serviço, não podiam se contaminar com o luto naquele momento — de rasgar suas próprias vestes, a Torá implica que todo o resto de Israel, "toda a casa de Israel", de fato as rasgou diante da morte de Nadav e Avihu. Esse mesmo versículo é a fonte da regra que a mishná aplica agora: o gesto de kriá pertence, por natureza, apenas aos parentes próximos do falecido — assim como só os parentes de Nadav e Avihu tinham a obrigação de rasgar, enquanto Aarão e Elazar, embora pais e irmão, foram excepcionalmente dispensados por seu papel sacerdotal.
Rambam detalha quem se qualifica como "parente" para efeito da obrigação de rasgar as vestes, e distingue as regras conforme o grau de parentesco.
Bartenura detalha a diferença entre o rasgo por um pai ou mestre e o rasgo por outros parentes, e o motivo dos cestos simples; Rashi confirma o sentido dos leitos eretos e da fórmula de liberação da multidão.
Rambam acrescenta uma obrigação independente do grau de parentesco: qualquer pessoa presente no exato momento em que a alma de outro judeu se separa do corpo é obrigada a rasgar suas vestes, mesmo que não seja parente. Sobre os recipientes proibidos para levar comida à casa do luto, explica que "tavla", "iskutla" e "kanon" são todos utensílios refinados como os de prata — e sua proibição visa evitar que os visitantes mais pobres, sem acesso a tais recipientes, se sintam envergonhados diante dos mais ricos.
Bartenura traça uma distinção nítida dentro da própria obrigação de rasgar: por um pai, uma mãe, ou um mestre que ensinou Torá, o rasgo é mais profundo — toda a roupa, até expor o coração, feito à mão sem instrumento, nunca costurado de volta — e pode ocorrer mesmo depois dos primeiros sete dias. Por qualquer outro parente da lista, basta rasgar um palmo da veste superior, podendo usar uma ferramenta, e a costura pode ser refeita após trinta dias — refletindo a gravidade proporcionalmente menor desses lutos.
Rashi esclarece que "leito ereto" refere-se à posição em que os próprios consoladores se sentam durante a refeição de recuperação, e que "descobrir" refere-se especificamente aos ombros, um gesto de dor que a mishná restringe aos parentes. Sobre a fórmula final da mishná, explica que "liberam a multidão" significa que, ao final do momento de consolo, os próprios visitantes dizem uns aos outros para retornarem às suas casas — encerrando formalmente a visita sem a bênção ritual que marcaria dias comuns.