Encheu com um utensílio impuro e depois bebeu um puro, este fica impuro. Encheu com um utensílio impuro e depois encheu com elas um utensílio puro, este fica impuro. Encheu com um utensílio impuro e caiu nelas um pão de teruma — se o lavou, fica impuro; e se não o lavou, permanece puro.
Esta segunda mishná repete, ponto por ponto, a estrutura da primeira — os mesmos três cenários (bebida, utensílio, pão de teruma) e o mesmo resultado em cada um deles —, mas muda a origem da impureza: não mais uma pessoa impura que bebeu diretamente da poça, e sim um utensílio impuro usado para tirar água dela. A mishná ensina, assim, que as águas de poça contraem impureza tanto pelo contato de uma pessoa impura quanto pelo contato de um utensílio impuro — duas fontes distintas de contaminação que produzem o mesmo efeito sobre a água parada.
Já sabes que um utensílio impuro contamina líquidos, e estes líquidos contaminam utensílios puros. E já veio esta halachá para nos ensinar que estas águas, assim como se tornam impuras por um homem impuro, também se tornam impuras por utensílios impuros — sendo esta uma impureza autônoma, por si mesma.
“Encheu com um utensílio impuro”: acima nos ensinou (o caso) em que a impureza vem às águas por causa de um homem impuro, e aqui nos ensina (o caso) em que a impureza vem por causa de um utensílio (impuro).