Encerrando o Perek Tet, esta última mishná compara dois preceitos já tratados no tratado — a apoiada das mãos (semichá) e a elevação (tenufá) — mostrando em que aspecto cada um é mais rigoroso e mais abrangente que o outro.
Há mais rigor na apoiada das mãos do que na elevação, e na elevação do que na apoiada das mãos: que um só eleva por todos os sócios, mas um só não apoia por todos os sócios. — A mishná abre com um caso concreto de contraste: quando vários sócios trazem juntos um sacrifício, um único deles pode realizar a elevação em nome de todos — sinal de maior rigor na semichá, que exige a participação pessoal de cada sócio, ao passo que na elevação basta um representante.
E mais rigor na elevação: que a elevação se aplica nos sacrifícios do particular e nos sacrifícios da congregação, nos vivos e nos abatidos, em algo que tem sopro de vida e em algo que não tem sopro de vida — o que não ocorre com a apoiada das mãos. — A mishná conclui mostrando o outro lado da comparação: a elevação tem um alcance muito mais amplo que a semichá, aplicando-se tanto a sacrifícios individuais quanto coletivos, a animais ainda vivos (como os cordeiros de Shavuot) e já abatidos, e mesmo a itens sem vida alguma, como o pão e as oferendas de refeição — enquanto a apoiada das mãos se restringe apenas a sacrifícios de animais vivos, do particular, antes do abate.
Rambam explica que todos esses pontos já foram esclarecidos, tendo já mencionado esses princípios ao longo deste tratado; e é sabido que há oferendas de refeição que exigem elevação, apesar de as oferendas de refeição não serem seres vivos — demonstrando que a elevação alcança até mesmo objetos sem sopro de vida, ao contrário da apoiada das mãos, restrita aos animais vivos do sacrifício individual.
Bartenura explica que "um só eleva por todos os sócios" refere-se a quem se associou com outros para trazer um único sacrifício voluntário — pois todos os sacrifícios de doação podem ser trazidos em sociedade, e um único sócio eleva em nome de todos, colocando o sacerdote sua mão sob a mão dos donos e elevando; embora a mão dos donos, ao ficar sob a do sacerdote, interponha-se entre a mão dos demais sócios e o sacrifício, isso não importa, pois o essencial da elevação está nos donos. "Nos sacrifícios do particular" refere-se, por exemplo, ao peito e à coxa das oferendas pacíficas. "E nos sacrifícios da congregação" refere-se aos cordeiros de Shavuot, que exigem elevação tanto vivos quanto abatidos. "Em algo que tem sopro de vida" refere-se ao sacrifício de um animal. "E em algo que não tem sopro de vida" refere-se, por exemplo, aos pães da toda e do nazireu.
Rashi explica que "nos vivos e nos abatidos" refere-se aos cordeiros de Shavuot, e "em algo que não tem em si sopro de vida" refere-se ao pão e às oferendas de refeição — "o que não ocorre com a apoiada das mãos", que não se aplica a animais já abatidos, ocorrendo apenas naquilo que tem sopro de vida. Sobre por que um só eleva em nome de todos os sócios: a apoiada foi excluída dessa regra porque nem todos precisam apoiar as mãos — apenas um apoia em nome de todos —, ao passo que a elevação foi ampliada para incluir os sócios, exigindo que todos elevem juntos; pois, se a elevação se ampliou até mesmo para animais abatidos, tanto nas oferendas pacíficas da congregação quanto nas do particular, e se um só elevasse pondo a mão sobre a mão do outro, a mão do companheiro se interporia entre a mão do primeiro e o sacrifício — por isso todos devem elevar juntos; já quanto à apoiada, a Torá escreve apenas "apoiará", sem especificar, permitindo que um apoie e depois o outro apoie.