A mishná continua detalhando a função de cada medida líquida, agora das menores para as maiores: o quarto de log, o meio log e o log — indicando exatamente qual ritual do metsora, do nazireu, da sotá e da toda dependia de cada uma, para então voltar ao log como unidade universal de óleo e vinho nas libações e na menorá.
O quarto de log, para que servia? Um quarto de log de água para o metsora, e um quarto de log de azeite para o nazireu. O meio log, para que servia? Meio log de água para a sotá, e meio log de azeite para a toda. — A mishná associa cada medida menor a um ritual específico: o quarto de log mede a água na qual se degola o pássaro na purificação do leproso e o azeite da oferenda do nazireu; o meio log mede a água amarga da sotá e o azeite que acompanha os pães da oferenda de gratidão.
E com o log se media para todas as oferendas de refeição. Mesmo uma oferenda de sessenta décimos, dá-se-lhe sessenta logim. Rabi Eliezer ben Yaakov diz: mesmo uma oferenda de sessenta décimos, não tem senão o seu log, como está dito: "para a oferenda de refeição e um log de azeite". — A mishná estabelece o log como a proporção fixa de azeite por décimo de farinha em toda oferenda de refeição — um log para cada décimo, sem limite, mesmo numa oferenda gigantesca de sessenta décimos. Rabi Eliezer ben Yaakov discorda radicalmente: para ele, toda oferenda de refeição, por maior que seja, recebe sempre um único log de azeite, nunca mais, apoiando-se no versículo que fala de "um log de azeite" no singular.
Seis logim para o novilho, quatro para o carneiro, três para o cordeiro; três e meio para a menorá, meio log para cada lâmpada. — A mishná fecha com as quantidades precisas de vinho e azeite exigidas por cada tipo de animal nas libações, e o azeite necessário para acender as sete lâmpadas da menorá no Santuário — meio log para cada uma.
Rambam explica que, sobre o metsora, está dito "e degolará o pássaro sobre água viva em vaso de barro", e que essa água não pode ser menos que um quarto de log. Já se explicou no sétimo perek o preparo do pão da toda e do pão do nazireu, e que o meio log da toda e o quarto de log do nazireu — óleo com o qual se ungem os pães — são halachá recebida por tradição de Moshé no Sinai; e, sobre a sotá, está dito "e o sacerdote tomará água sagrada em vaso de barro", que os Sábios identificam como meio log. Explica ainda que essas duas medidas, o quarto de log e o meio log, não eram utensílios sagrados de serviço quando usadas para a água do metsora e da sotá, pois esses ritos não fazem parte da avodá propriamente dita; mas o meio log era utensílio sagrado quando media o azeite de cada lâmpada da menorá, e o quarto de log também o era quando media o azeite para cada torta do Sumo Sacerdote. E a lei não segue Rabi Eliezer ben Yaakov.
Bartenura explica que "um quarto de log de água para o metsora" se baseia no versículo "e degolará o pássaro sobre água viva em vaso de barro" — água na qual o sangue do pássaro seja visível, calculada pelos Sábios em um quarto de log. "Azeite para o nazireu" refere-se ao pão do nazireu; e nem o quarto de log da água do metsora nem o meio log do azeite da toda são consagrados como utensílio sagrado, pois o pão da toda e do nazireu só se consagram no momento da degolação do sacrifício. Sobre "não tem senão o seu log" — um único log para qualquer oferenda, mesmo de sessenta décimos —, esclarece que a lei não segue Rabi Eliezer ben Yaakov. E sobre "meio log para cada lâmpada", explica que era necessário colocar em cada lâmpada a medida suficiente para arder da noite até a manhã; os Sábios calcularam meio log de azeite para as longas noites do solstício de inverno, e essa mesma medida se colocava em cada lâmpada todas as noites; se a lâmpada se apagasse, o pavio e o azeite restantes eram descartados, colocando-se azeite novo e pavio novo antes de reacendê-la.
Rashi explica que a mishná passa agora a enumerar as medidas de baixo para cima, pois relacionadas à expressão "águas vivas". Sobre "um quarto de log de água para o metsora": porque está escrito "sobre águas vivas", e os Sábios calcularam a quantidade de água necessária para que o sangue do pássaro fosse nela perceptível como um quarto de log. Sobre "azeite para o nazireu": porque a oferenda do nazireu trazia apenas dois dos três tipos de pão da toda (as hallot e os rekikin, sem a rebuchá), não necessitando mais que um quarto de log de azeite. "Meio log", isto é, dois quartos: "meio log de água para a sotá" é halachá recebida por tradição de Moshé no Sinai.