A última mishná do Perek Bet retoma, de forma mais geral, um princípio já pressuposto nas mishnayot anteriores: quando uma oferenda tem dois habilitadores — como o punhado e o incenso da menachá, ou os dois cordeiros e os dois recipientes de incenso —, a intenção de tempo errado precisa recair sobre todo o conjunto dos habilitadores para produzir pigul completo, segundo os sábios; Rabi Meir discorda e basta a intenção sobre metade. A mishná fecha com a exceção que os sábios concedem para as oferendas que têm apenas um único habilitador.
Fez pigul no punhado e não no incenso, ou no incenso e não no punhado — Rabi Meir diz: é pigul, e há responsabilidade de karet por ela. — A menachá tem dois habilitadores que a tornam apta para o consumo dos restos: o punhado e o incenso. A mishná pergunta o que ocorre quando a intenção indevida recai sobre apenas um deles. Rabi Meir sustenta que basta a intenção sobre metade do habilitador para tornar a oferenda inteira pigul.
E os sábios dizem: não há nela karet, até que faça pigul em todo o habilitador. — Os sábios discordam: a punição de karet só se aplica quando a intenção indevida abrange a totalidade do que habilita a oferenda — punhado e incenso juntos; a intenção sobre apenas um deles não basta para produzir o pigul completo.
Os sábios concedem a Rabi Meir quanto à oferenda do pecador e à oferenda de ciúmes: que, se fez pigul no punhado, é pigul... pois o punhado é o habilitador. — A oferenda do pecador e a oferenda de ciúmes não têm incenso — o punhado é seu único habilitador. Por isso, mesmo os sábios reconhecem que, nesses dois casos específicos, basta a intenção sobre o punhado para produzir pigul completo com karet, já que não existe um segundo habilitador que precise ser incluído.
Abateu um dos cordeiros com a intenção de comer os dois pães amanhã, ou queimou um dos recipientes com a intenção de comer as duas fileiras amanhã. — A mesma disputa se repete para o par dos cordeiros de Shavuot e os dois recipientes de incenso do pão da proposição: aqui, cada elemento do par (cada cordeiro, cada recipiente) é considerado metade do habilitador conjunto.
Rabi Meir diz: é pigul... E os sábios dizem: não há pigul, até que faça pigul em todo o habilitador. — Repete-se a mesma disputa: Rabi Meir sustenta que a intenção sobre metade do habilitador basta; os sábios exigem que a intenção abranja a totalidade — os dois cordeiros ou os dois recipientes juntos.
Abateu um dos cordeiros com a intenção de comer dele amanhã — ele é pigul, e o outro é apto. — A mishná fecha com um caso-limite diferente: quando a intenção não visa aos pães, mas sim ao próprio cordeiro sobre o qual recai a avodá. Nesse caso, apenas aquele cordeiro se torna pigul; o segundo cordeiro, que não foi objeto da intenção, permanece apto — porque um habilitador não torna pigul o outro habilitador que lhe é paralelo.
Com a intenção de comer do outro amanhã — ambos são aptos. — Se, ao abater um cordeiro, o sacerdote pensou em comer o outro cordeiro amanhã, nenhum dos dois se torna pigul: como cada cordeiro é um habilitador independente e paralelo ao outro, a intenção sobre um deles, formulada durante a avodá do primeiro, não tem poder de contaminar nenhum dos dois.
Rambam explica que punhado e incenso são, juntos, o que habilita os restos da menachá para o consumo — apenas quando ambos são queimados os restos tornam-se aptos. Por isso, a intenção indevida precisa, segundo a halachá, recair sobre o conjunto completo. Já a oferenda do pecador e a oferenda de ciúmes, que vêm sem azeite e sem incenso por determinação bíblica explícita, não têm outro habilitador senão o punhado — daí a concessão dos sábios. E, de modo semelhante, cada um dos dois cordeiros de Shavuot e cada um dos dois recipientes de incenso é apenas "parte de um habilitador" do par. Rambam decide que a halachá não segue Rabi Meir.
Bartenura precisa que "fez pigul no punhado" significa que, na queima do punhado, o sacerdote pensou em comer os restos fora de seu tempo devido. Explica por que a queima de apenas um dos dois — punhado ou incenso — é considerada "metade do habilitador": os restos da menachá só se tornam permitidos ao sacerdote para consumo depois que ambos, punhado e incenso, foram queimados. Confirma que a oferenda do pecador e a oferenda de ciúmes não têm incenso, sendo o punhado seu único habilitador; e que os pães de Shavuot só ficam permitidos depois que os dois cordeiros são abatidos. Conclui, como Rambam, que a halachá não segue Rabi Meir, que sustentava que metade do habilitador também produz pigul.
Rashi define com precisão o caso da mishná: "fez pigul no punhado" significa que, no momento da queima do punhado, o sacerdote pensou em comer os restos da menachá fora de seu tempo devido. Explica por que a queima de apenas um dos dois elementos é considerada "metade do habilitador" — porque ainda resta a queima do outro. E, na sugia da Guemará, precisa uma nuance adicional discutida pelos amoraim: se a primeira queima foi feita em silêncio (sem intenção indevida) e apenas a segunda carregou a intenção de pigul, ou vice-versa — mas se a intenção indevida ocorreu na primeira queima e a segunda foi feita em silêncio, é pigul segundo todos, encerrando com essa nuance o Perek Bet de Massechet Menachot.