A segunda mishná do capítulo enumera as condições pessoais e posturais que desqualificam quem retira o punhado — sem exceção entre a oferenda do pecador e as demais menachot — e passa a detalhar a medida técnica exata da própria kmitzá: nem excedente, nem deficiente, e o modo correto de a executar.
Tanto a oferenda do pecador quanto todas as demais oferendas cujo punhado foi retirado por um leigo, um endoluto, um tevul yom, alguém sem vestes, sem expiação, que não lavou mãos e pés, um incircunciso, um impuro, sentado, em pé sobre utensílios, sobre um animal, sobre os pés do outro — são desqualificadas. — Diferentemente da intenção incorreta, tratada na mishná anterior, aqui a mishná lista onze desqualificantes objetivos ligados à própria pessoa que retira o punhado ou à postura em que o faz — e estes valem igualmente para todas as menachot, sem distinguir a oferenda do pecador das demais. Um leigo (não-sacerdote), um sacerdote enlutado por parente morto ainda não sepultado, um que se imergiu naquele mesmo dia mas ainda aguarda o anoitecer, um sem as vestes sacerdotais completas, um que ainda não trouxe sua oferenda de expiação final, um que não lavou as mãos e os pés na bacia, um incircunciso, um impuro, e um que serve sentado ou em pé sobre algo que o separa do chão do Templo — todos desqualificam a menachá.
Retirou o punhado com a esquerda, é desqualificado. Ben Beteirá diz: devolva e retire novamente com a direita. — A retirada do punhado deve ser feita com a mão direita; se feita com a esquerda, a menachá é desqualificada segundo a opinião anônima da mishná. Ben Beteirá discorda desse rigor: o sacerdote deve simplesmente devolver o punhado retirado à massa da oferenda e refazer a kmitzá corretamente com a mão direita, sem que isso desqualifique a menachá.
Retirou o punhado e subiu em sua mão uma pedrinha, ou um grão de sal, ou uma migalha de incenso, é desqualificado, porque disseram: o punhado excedente ou deficiente é desqualificado. — Se, ao retirar o punhado, algum objeto estranho ficou preso junto com a farinha — uma pedra, um grão de sal ou um fragmento de incenso — a medida exata do punhado fica comprometida: o espaço ocupado pelo objeto estranho equivale a uma falta na quantidade exigida de farinha, desqualificando a oferenda.
E qual é o excedente? Aquele em que se retirou o punhado transbordante. E qual é o deficiente? Aquele em que se retirou o punhado com as pontas dos dedos. — A mishná define os dois extremos proibidos: o punhado "transbordante", tomado com excesso além do que os dedos conseguem conter firmemente contra a palma, e o punhado tomado apenas "com as pontas dos dedos", sem preenchê-los adequadamente — ambos desqualificados por não corresponderem à medida exata exigida pela Torá.
Como se faz? Estende os dedos sobre a palma da mão. — O procedimento correto: o sacerdote estende os três dedos médios sobre a palma da própria mão, tomando a farinha exatamente na medida que eles cobrem — nem mais, nem menos — e nivela o excesso com o polegar por cima e o dedo mínimo por baixo. Este era um dos serviços tecnicamente mais difíceis do Templo, exigindo precisão extrema de quantidade.
Rambam remete os onze desqualificantes pessoais desta mishná aos mesmos já explicados, um a um, no segundo capítulo de Zevachim, e nota que a posição de Ben Beteirá sobre quem retirou com a mão esquerda se estende, em sua visão, também aos demais desqualificados: se algum deles retirou o punhado, deve devolvê-lo à massa e um sacerdote apto refaz a kmitzá. Sobre a definição técnica exata do punhado, Rambam relata a explicação recebida da Guemará — "punhado cheio" conforme as pessoas normalmente tomam um punhado — e nota que a opinião de que esta seria uma das operações mais difíceis do Templo foi, segundo ele, refutada pela Guemará, embora reconheça se tratar de um serviço que exige cuidado excepcional.
Bartenura remete os primeiros desqualificantes ao segundo capítulo de Zevachim, onde são todos deduzidos de versículos bíblicos que invalidam seu serviço. Explica "incircunciso" como o sacerdote cujos irmãos morreram em decorrência da circuncisão (e por isso permaneceu incircunciso por risco à vida), e "sentado" e "sobre utensílios" como decorrência da exigência de estar em pé, diretamente sobre o piso do Templo, sem nada interposto. Sobre Ben Beteirá, esclarece que a halachá não segue sua opinião — prevalece a desqualificação simples por retirada com a esquerda. Detalha minuciosamente o procedimento correto da kmitzá: introduzir as laterais dos dedos na farinha, trazê-la para dentro da mão, nivelar com o dedo mínimo por baixo e com o polegar por cima — e conclui que este era um dos serviços mais difíceis de todo o Templo, pela precisão extrema exigida.
Rashi remete o leigo e o endoluto, junto com todos os demais desqualificantes desta mishná, à explicação detalhada de Zevachim, onde se demonstra por versículos que seu serviço é inválido, e à sua advertência formal no fim do capítulo "Elu Hen HaNisrafin" em Sanhedrin. Explica "incircunciso" como o sacerdote cujos irmãos morreram por causa da circuncisão, e "sentado" como decorrência da exigência bíblica de estar em pé para servir. Sobre "sobre utensílios, sobre um animal ou sobre o pé do outro", remete a Zevachim para a exigência de que nada se interponha entre os pés do sacerdote e o piso do Templo. Confirma que Ben Beteirá discorda de todos os desqualificantes listados, não apenas do caso da mão esquerda. E, sobre a pedrinha que sobe junto com o punhado, explica que ela deixa o punhado faltando exatamente o espaço que ocupava — o mesmo valendo para o sal ou o incenso — e define "transbordante" como o punhado extremamente cheio, a ponto de a farinha aparecer entre os dedos e a palma da mão.