E o que lê, lê: "Se não observares para cumprir..." "e Hashem fará maravilhosas tuas pragas...", e volta ao início do verso; "E guardareis as palavras deste pacto...", e conclui: "E Ele, misericordioso, perdoa a iniquidade...", e volta ao início do verso. E se morre sob sua mão, está isento. Acrescentou-lhe mais uma correia e morreu, este é exilado por causa dele. Se se sujou, seja com excremento seja com urina, está isento. Rabi Yehudá diz: o homem com excremento, e a mulher com urina. — Enquanto o oficial golpeia, outro funcionário do tribunal recita em voz alta uma sequência de versículos: as advertências sobre as pragas de Devarim 28, a exortação a guardar o pacto de Devarim 29, e a garantia da misericórdia Divina do Salmo 78 — formando um ciclo que se repete conforme necessário até que todos os golpes tenham sido aplicados, terminando sempre em nota de misericórdia, não de ameaça pura. Se, apesar de todo o cuidado da avaliação médica prévia, o condenado morre durante o processo dentro dos limites estabelecidos, o oficial que o golpeou está isento de qualquer culpa — ele agiu como agente legítimo do tribunal. Mas se o oficial, por erro ou excesso, aplicar um golpe além do número determinado pela avaliação, e o condenado morrer em consequência, o oficial é tratado como um homicida involuntário e deve se exilar para uma cidade de refúgio, exatamente como qualquer outro matador não intencional. E, com notável sensibilidade humana, a mishná determina que, se o condenado se suja involuntariamente de vergonha, medo ou dor física durante o processo — seja com excremento seja com urina —, isso é considerado suficiente humilhação, e ele é liberado do restante dos golpes. Rabi Yehudá distingue entre homens e mulheres quanto ao limiar exato dessa vergonha.
Rambam explica a distinção legal fundamental: enquanto o oficial permanece dentro do número exato determinado pela avaliação, ele é um mero agente do tribunal cumprindo o mandamento da Torá, e não é responsabilizado por uma morte que ocorra apesar disso. Mas ao acrescentar um único golpe além do determinado, ele transgride a própria Torá — e, se disso resulta a morte, é tratado como qualquer homicida involuntário, sujeito ao exílio.
Bartenura confirma que a isenção do oficial quando o condenado morre dentro do processo normal decorre de sua condição de agente legítimo do tribunal. E fundamenta a isenção por vergonha involuntária no versículo "e teu irmão será aviltado diante de teus olhos" — uma vez que ele já foi humilhado o suficiente, a pena está satisfeita.
Rashi confirma que a recitação dos versículos é obrigatória, derivando-a da própria linguagem bíblica ("bikoret tihyeh" — haverá inspeção/recitação). Explica que o oficial do açoite se enquadra na mesma categoria protegida que o pai que disciplina o filho ou qualquer agente autorizado do tribunal — todos isentos de culpa por mortes que ocorrem no cumprimento regular de suas funções. Mas o golpe além da avaliação já não é mais um ato autorizado pelo tribunal, tratando-se de um caso de homicídio involuntário genuíno, distinto de outros casos coletivos discutidos alhures.