Aquele que nada sobre a superfície da água: as (águas) que se espirram não estão sob quando for posta. Mas se teve a intenção de espirrar sobre o seu companheiro, eis que isto está sob quando for posta. Aquele que faz um “pássaro” na água: as que se espirram, e a que está nele, não estão sob quando for posta.
Quem nada não tem em vista molhar coisa alguma com o movimento de seus braços e pernas: a água que se espirra ao redor dele é subproduto incidental do próprio nadar, sem nenhuma intenção de contato dirigido — por isso não torna apto. Mas se, em algum momento, ele deliberadamente move a água para espirrar sobre um amigo próximo, essa água específica passa a ser desejada, e conta como quando for posta.
O mesmo princípio explica o caso do “pássaro” — um jogo em que se produz, batendo na superfície da água, uma espécie de borbulhamento ou redemoinho de bolhas. Nem as gotas que se espirram nesse processo, nem a água que permanece retida dentro das próprias bolhas, foram desejadas por si mesmas: o objetivo de quem brinca é apenas o movimento e o efeito visual do jogo, não reter ou direcionar aquela água específica. Por isso, tudo o que resulta desse brincar — tanto o que se espalha quanto o que fica — permanece fora da categoria de quando for posta.
“Aquele que faz um pássaro”: que espirra água ao lançá-la. E os que fazem isso entre nós são os jovens, com canaletas, por brincadeira; e não é a sua intenção que se misture com ela aquilo que se mistura no momento da brincadeira. E do mesmo modo, a água que permanece nela até que reste (ali) não está sob quando for posta, pois não há intenção de que ela permaneça ali.
“As que se espirram”: sem intenção. “Aquele que faz um pássaro na água”: que levanta, sobre a superfície da água, borbulhamentos semelhantes a bolhas. “As que se espirram”: no fazer das bolhas.
“E a que está nele”: isto é, a própria água das bolhas. E há quem leia: “aquele que faz um cano na água” — como os jovens fazem uma espécie de cano de junco ou de madeira oca, para espirrar dele a água por brincadeira. “E a que está nele”: a água que permanece no cano.