A flor (broto novo) que sai do aris — vê-se como se um prumo pendesse dela; defronte dela é proibido. E o mesmo vale para a dalit (videira isolada treliçada em estacas). Aquele que estende um ramo de uma árvore a outra árvore — sob ele é proibido. Se o prolongou com uma corda ou um junco — sob o prolongamento é permitido. Se o fez para que o ramo novo caminhasse sobre ele, é proibido.
A última Mishná do Perek Vav trata da projeção vertical dos ramos — como determinar a área proibida quando um broto ou ramo se estende horizontalmente para além dos limites do aris, exigindo que se "desça" mentalmente uma linha vertical até o chão.
O prumo mental: projetando o broto verticalmente até o chão. Quando um broto novo (perach) cresce a partir do aris e se estende para além de seu espaço de cultivo já demarcado — flutuando no ar, sem tocar o chão diretamente —, como determinar a área proibida abaixo dele? A Mishná ensina que se deve imaginar um prumo (um peso de metal pendurado por um fio, usado pelos construtores para verificar o alinhamento vertical de uma parede) pendendo daquele broto até o chão: a área diretamente sob essa linha vertical imaginária é proibida para semeadura, exatamente como se o broto tocasse o solo naquele ponto. A mesma regra aplica-se a uma dalit — uma videira isolada, treliçada sobre estacas, mas que não constitui um aris pleno (por ter menos de cinco videiras). A segunda parte da Mishná trata de um ramo que o próprio dono estende deliberadamente de uma árvore a outra (por exemplo, para dar sombra ou por conveniência): o espaço diretamente sob esse ramo esticado é proibido, pois ali há uma videira real. Mas se, para alongar um ramo que não era comprido o suficiente para alcançar a árvore vizinha, ele o prolongou artificialmente com uma corda ou um junco (sem intenção de que ali cresçam ramos) — o espaço sob esse prolongamento inerte é permitido, pois corda e junco não são videira. Porém, se a intenção de usar a corda foi justamente permitir que ramos novos, ao crescerem, se estendessem por ela — a mesma lógica de "apiperot" (vista em 6:3 e 6:8) se aplica, e o espaço torna-se proibido desde o início.
Como esta Mishná foi codificada em lei prática pelo Rambam.
O Rambam codifica esta halachá com o termo "mishkolet" (prumo), sinônimo do "metutelet" da Mishná — ambos designando o instrumento de construção usado para verificar linhas verticais. O princípio é aceito sem controvérsia entre os Sábios. Note-se que esta Mishná é a última do Perek Vav, que se dedicou inteiramente ao aris (videira treliçada) e suas variações de medida e configuração; o Perek Zayin, que se inicia a seguir, retorna ao tema geral do vinhedo (kerem) plantado no chão, tratando das distâncias em fileiras regulares.
O que os grandes comentadores dizem sobre esta última Mishná do Perek Vav.
"A flor que sai — vê-se": explicação: consideramos em nosso coração como se algo pendesse dela até o chão, e todo o espaço que fica defronte dela na superfície do chão é proibido semear ali.
E disse "e o mesmo vale para a dalit" — quero dizer: e o mesmo para a flor que sai da dalit, que é a videira sem aris.
"Aquele que estende um ramo": que o inclina [de uma árvore a outra].
"Se o prolongou com uma corda": amarrou-o com uma corda ou com um junco. E se sua intenção com aquela corda na ponta do ramo foi treliçar sobre ela outros ramos, é como apiperot, e é proibido semear, como já adiantamos.
"A flor que sai": da expressão "brotar a videira" (Cântico dos Cânticos 6), ou seja, o que cresce da videira sai e se projeta para além do aris.
"Prumo" (metutelet): é o peso de ferro que os construtores baixam com uma corda sobre a face da parede, para verificar a construção — se a parede está reta — e com ele se avalia se as sementes estão alinhadas sob a flor. E aqui trata-se de quando os ramos do aris cresceram além de seu espaço de cultivo e se projetaram para fora — pois dentro de seu espaço de cultivo, mesmo sem haver flor ali, já é proibido.
"E o mesmo vale para a dalit": e assim também se avalia numa videira isolada treliçada sobre estacas, que não é aris, se ela brotou para além de seis palmos, que é seu espaço de cultivo.
"Defronte dela é proibido": sob o ramo — mas dos lados, daqui e dali, é permitido.
"Prolongou-o com uma corda": pois o ramo não era comprido o suficiente para alcançar de uma árvore a outra, e amarrou em sua ponta uma corda ou um junco para alongá-lo, de modo que alcançasse a árvore — sob o ramo é proibido, sob o prolongamento é permitido. Mas se fez o prolongamento para que o ramo novo caminhasse sobre ele, é proibido semear sob ele.