O fio da balança dos ourives e dos que pesam púrpura fina, três dedos. O cabo do machado, por trás dele, três dedos. Rabi Yosei diz: um palmo, é puro.
Esta mishná inicia uma nova série de medidas, agora referentes aos fios de balanças de pesagem e aos cabos de ferramentas. O fio pelo qual se segura a balança, entre ourives e pesadores de púrpura fina — ofícios que exigem precisão em pesos pequenos e valiosos —, é conexão até três dedos. Da mesma forma, o cabo do machado, na parte que se estende para trás da mão de quem o segura, é conexão até três dedos: se a impureza tocar nessa porção, o machado inteiro se torna impuro. Rabi Yosei discorda quanto ao cabo do machado, sustentando que, se ele se estende um palmo inteiro além da mão, deixa de ser considerado parte funcional do cabo e o instrumento inteiro permanece puro dessa impureza.
“O cabo do machado por trás dele”: é o que sai da lâmina do machado, além do orifício de encaixe. E disse Rabi Yosei que o que exceder um palmo é puro, sendo que o palmo próximo ao ferro é impuro; e o primeiro autor da mishná diz que apenas três dedos é o que se torna impuro dele. E não é lei conforme Rabi Yosei.
Sobre “fio da balança”: o fio com que se segura a balança na hora de pesar. Sobre “Rabi Yosei diz: um palmo, é puro”: se o cabo do machado é tão grande que sai um palmo além da mão, não se considera “cabo”, pois prejudica o trabalho, e todo o cabo é puro — assim explicou meu mestre. E não é lei conforme Rabi Yosei.