Aquele que quer separar terumá e terumat maasser de uma só vez, retira um trinta e três e um terço avos, e diz: "um centésimo do que há aqui, eis que deste lado é chulin, e o resto é terumá sobre o todo." E, dos cem avos de chulin que há aqui, diz: "eis que deste lado é maasser, e o resto do maasser está próximo a ele; esta parte que fiz maasser é, sobre ela, terumat maasser, e o resto é challá; e o maasser sheni está ao seu norte ou ao seu sul, e está resgatado sobre o dinheiro."
Esta Mishná estende a técnica de 5:1 para o caso em que se deseja separar, de uma só vez, tanto a terumá gedolá (que a Torá exige de todo produto) quanto a terumat maasser (devida sobre o demai).
Por que esta Mishná não tem fonte bíblica direta. A obrigação de separar a terumá gedolá é bíblica e certa, mas a proporção de "um cinquenta avos" citada nos textos rabínicos é ela mesma apenas um costume recomendado (a Torá não fixa medida exata); já a terumat maasser do demai é obrigação rabínica ligada à dúvida sobre o dízimo do am haaretz. Esta Mishná ensina como combinar, em uma única operação aritmética, a separação dessas duas porções distintas — uma certa e bíblica, outra duvidosa e rabínica — retirando de uma vez um trinta e três e um terço avos (que contém dois centésimos de terumá e um centésimo de terumat maasser). É uma leniência de conveniência prática, permitida precisamente porque o componente do demai já é, por natureza, apenas uma precaução, e pode ser tratado com a mesma "visão generosa" (ayin yafá) que se aplica à separação voluntária da terumá pelo próprio dono.
Como esta Mishná foi codificada em lei prática pelo Rambam.
O Rambam codifica o mesmo procedimento verbal da Mishná anterior (9:5-6), sem tratar separadamente a combinação com a terumá gedolá descrita nesta Mishná — provavelmente por considerá-la uma variação técnica óbvia do mesmo princípio, já plenamente explicada. Registramos aqui, com honestidade, que não há uma halachá adicional e distinta no Mishné Torá dedicada especificamente à fórmula combinada de terumá e terumat maasser: o Rambam trata o princípio geral, e esta Mishná apenas detalha uma aplicação aritmética dele.
O que os grandes comentadores dizem sobre esta Mishná.
Já explicamos que a terumá gedolá é um cinquenta avos, e a terumat maasser é um centésimo; e, juntas, terumá e terumat maasser somam três partes de cem, o que equivale a um trinta e três e um terço avos. Por isso, separa aquela parte — três avos de cem, como dissemos — e não a destaca fisicamente, mas depois diz: "uma parte de cem, deste conjunto, deste lado, é chulin", tendo em mente, com esta declaração, as três partes que separou; e restam duas partes, que é a medida da terumá, e diz: "esta é a terumá gedolá devida por todo este montante."
Depois diz: "os cem avos de chulin que há aqui — eis que deste lado é maasser", tendo em mente a parte restante das três partes que se tornaram chulin. E o restante do assunto é como já explicamos na halachá anterior.
"Retira um trinta e três e um terço avos": isto é, um terço de cem. E a seá que retira tem três terços: dois deles para a terumá, que é dois em cem, e um para a terumat maasser, que é um em cem.
"Eis que deste lado é chulin": ou seja, permanece como chulin, tal como está agora em seu estado de tevel, ao lado dos outros dois terços que o acompanham; e o restante, isto é, os outros dois terços, serão terumá sobre o todo.
Esta Mishná segue a opinião de Abba Elazar ben Gomel, que disse: assim como o dono da casa tem permissão para separar a terumá gedolá, também tem permissão para separar a terumat maasser; e ele também pode separar a terumat maasser por estimativa, com "visão generosa" (uma medida um pouco mais folgada do que o estritamente exigido).