Terceira halachá do Perek Dalet de Massechet Maasrot: a Mishná ensina que quem descasca cevada pode descascar um grão de cada vez e comer, mas se descascou e colocou os grãos na própria mão, fica obrigado ao dízimo. Quem esfrega espigas verdes de trigo pode soprar a palha de mão em mão e comer, mas se soprou e guardou no seio de sua roupa, fica obrigado.
A guemará abre com Rabi Zeirá dizendo que ele mesmo pode descascar dois grãos de cada vez, e traz o ensino sobre as medidas que obrigam: dois grãos de cevada isentam, três obrigam; três de trigo isentam, quatro obrigam. Segue com o episódio de Huna bar Chinená e Rav Tachlifa bar Imi sentados diante de Rabi Lazar, com a nota de Rabi Yoná sobre os nomes deles, e a demonstração de Rabi Lazar, que tinha grãos até as juntas dos dedos e mostrou um punhado cheio; e traz o ensino de que isso vale contanto que não se peneire em cesto de junco nem em tigela, e que, quanto ao Shabat, a medida é até o tamanho de um figo seco. Traz então a pergunta de Rabi Chiya bar Ada a Rabi Mana sobre a aparente diferença entre as duas medidas de cevada, respondida pela distinção de que aqui se pode devolver o restante; e fecha com o ensino sobre quando isso vale — longe da eira — e sobre como, perto da eira, permite-se ainda mais, porque se devolve o restante.
Mishná: Quem descasca grãos de cevada pode descascar um de cada vez e comer; mas se descascou e colocou os grãos na sua mão, fica obrigado. Quem esfrega espigas verdes de trigo pode soprar a palha de mão em mão e comer; mas se soprou e colocou no seio de sua roupa, fica obrigado.
Halachá: Disse Rabi Zeirá: eu posso descascar dois de cada vez. E assim se ensina: quanto à cevada, dois grãos, está isento; três, fica obrigado. Quanto ao trigo, três, está isento; quatro, fica obrigado.
Huna bar Chinená e Rav Tachlifa bar Imi estavam sentados diante de Rabi Lazar. Disse Rabi Yoná: ou todos os que assim se chamam são "bar Imi", sendo este "bar Rav Imi"; ou todos são "bar Rav Imi" e este é "bar Imi". E ele (Rabi Lazar) tinha grãos até as juntas dos seus dedos, e eles (Huna bar Chinená e Rav Tachlifa) pegavam dele; e ele virou o rosto para a parede e mostrou-lhes um punhado cheio.
E assim se ensina: contanto que não peneire nem em cesto de junco nem em tigela. E quanto ao Shabat, a medida é até o tamanho de um figo seco.
Rabi Chiya bar Ada perguntou diante de Rabi Mana: aqui você diz que, quanto à cevada, dois grãos, está isento; três, fica obrigado; e ali (quanto ao que se peneira) você diz assim (sem essa medida)? Disse-lhe: há uma diferença. Aqui você diz que ele devolve o restante.
E assim se ensina: a que se referem essas palavras? A quando ele não está perto da eira. Mas se estava perto da eira, mesmo mais do que isso é permitido, porque ele devolve o restante.
Terceira halachá do Perek Dalet de Massechet Maasrot: a Mishná ensina que quem descasca cevada pode descascar um grão de cada vez e comer, mas se colocou os grãos na própria mão fica obrigado; e quem esfrega espigas verdes de trigo pode soprar a palha de mão em mão e comer, mas se guardou no seio da roupa fica obrigado.
A guemará traz Rabi Zeirá sobre descascar dois grãos de cada vez e o ensino sobre as medidas que obrigam; o episódio de Huna bar Chinená e Rav Tachlifa bar Imi diante de Rabi Lazar, com a demonstração do punhado cheio; o ensino sobre não peneirar em cesto nem em tigela e a medida do Shabat; a pergunta de Rabi Chiya bar Ada a Rabi Mana sobre a diferença entre as medidas; e fecha com o ensino sobre longe ou perto da eira.