Segunda halachá do Perek Guimel de Massechet Bikurim, o terceiro e último capítulo. A Mishná descreve como se fazem subir os bikurim a Jerusalém: todas as cidades do maamad se reúnem na cidade principal do distrito, pernoitam na praça sem entrar nas casas e, ao madrugar, o encarregado lhes diz “levantai-vos, e subamos a Tzion, à Casa do Eterno, nosso Deus”. A guemará dá como exemplo a cidade de Yehoyariv e os seus conhecidos; traz o ensino de Rabi Chalafta ben Shaul, segundo o qual não pernoitavam na sinagoga por causa da tenda de impureza; e enumera os versículos de Tehilim que se diziam no caminho, em Jerusalém, no Monte do Templo e na azará.
Mishná: Como se fazem subir os bikurim (os primeiros frutos levados ao Templo) até Jerusalém? Todas as cidades pequenas que pertencem ao maamad (o grupo regional de representantes que acompanhava cada turma de cohanim no Templo) se reúnem na cidade principal do maamad, e pernoitam na praça da cidade, ao ar livre, e não entravam nas casas, para não contraírem impureza. E, ao madrugar, o encarregado da comitiva lhes dizia: “Levantai-vos, e subamos a Tzion, à Casa do Eterno, nosso Deus” (Yirmeyahu 31:6).
A cidade do maamad é, por exemplo, a de Yehoyariv (o nome da primeira das vinte e quatro turmas de cohanim, dado também ao seu distrito) e a das aldeias dos seus conhecidos, que se reúnem nela.
E não poderiam pernoitar na sinagoga, já que não entravam nas casas? Rabi Chalafta ben Shaul ensinou: não pernoitavam lá por causa do ohel (a tenda, isto é, o teto) de impureza, pois a impureza do morto se transmite a todos os que estão sob o mesmo teto, e quem ficasse impuro não poderia trazer os bikurim.
No caminho para Jerusalém, os que traziam os bikurim diziam: “Alegrei-me quando me disseram: à Casa do Eterno iremos” (Tehilim 122:1). Em Jerusalém, ao chegarem às suas portas, diziam: “Os nossos pés estavam parados às tuas portas, Jerusalém” (Tehilim 122:2). No Monte do Templo, diziam: “Haleluyá, louvai a Deus no Seu santuário etc.” (Tehilim 150:1), seguindo com o restante do salmo. Na azará (o pátio do Templo), diziam: “Toda alma louve a Yá, haleluyá” (Tehilim 150:6), o último versículo do mesmo salmo.
Esta é a segunda halachá do Perek Guimel de Massechet Bikurim, o terceiro e último capítulo: a Mishná começa a descrever a subida dos bikurim a Jerusalém, com a reunião das cidades de cada maamad na cidade principal do distrito e o chamado do encarregado ao amanhecer. Corresponde à Mishná Bikurim 3:2 da Mishná avulsa.
A guemará explica que a cidade do maamad é, por exemplo, a de Yehoyariv, nome da primeira das vinte e quatro turmas de cohanim (Divrei HaYamim I 24:7). Em seguida pergunta por que não pernoitavam na sinagoga, e Rabi Chalafta ben Shaul responde que era por causa da tenda de impureza: a impureza do morto se transmite a tudo o que está sob o mesmo teto (Bamidbar 19:14) e dura sete dias, e quem estivesse impuro não poderia apresentar os bikurim. Por fim, enumera os versículos que se diziam em cada etapa da subida: dois versículos do salmo 122 no caminho e em Jerusalém, e o início e o fim do salmo 150 no Monte do Templo e na azará.
Observações de leitura. O versículo citado na Mishná é Yirmeyahu 31:6 na numeração massorética; Guggenheimer o indica como 31:5. No versículo se lê “a Tzion, ao Eterno, nosso Deus”, sem a palavra “Casa”, que aparece no texto da Mishná. Na seção 03, Guggenheimer indica os dois primeiros versículos como Tehilim 122:2 e 122:3; na numeração massorética são 122:1 e 122:2. Ele também traduz o segundo versículo sem as palavras “às tuas portas”, que estão no hebraico e foram mantidas aqui. Na seção 01, segundo Guggenheimer, os vinte e quatro distritos do maamad receberam os nomes das vinte e quatro turmas de cohanim. Na seção 03, segundo ele, a recitação do salmo 150 era calculada para durar desde o portão do Monte do Templo até o portão do pátio do Templo.