Talmud Bavli · Massechet Terumot · Perek Tet
פֶּרֶק תְּשִׁיעִי

Mishná de Terumot, nono perek — adaptada à trilha Bavli

7 mishnayot · sem Guemará no Talmud Bavli
Nota

Massechet Terumot não possui Guemará no Talmud Bavli — apenas a Mishná é impressa/estudada nesta trilha. Esta página apresenta a Mishná adaptada ao formato da trilha Bavli; para o estudo devocional completo, com fontes da Torá, halachot dos códigos e o perush dos mefarshim, veja a versão completa na Mishná.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

Mishná 1"O que semeia teruma"
Abre-se o Perek Tet: o que semeia teruma por engano deve revirar a terra para que não cresça; mas se o fez deliberadamente, deve deixá-la crescer; se a semente já cresceu um terço de seu tamanho final, revira-se ou não, deve deixá-la; mas no caso do linho, mesmo tendo já crescido um terço, se foi deliberado, deve revirá-la

O que semeia teruma (planta grãos ou sementes que já foram separados como teruma, o que é proibido, pois a teruma deve ser comida e não usada como semente), por engano (sem saber que era proibido semear teruma), deve revirar a terra (arar e revolver o solo para impedir que a semente brote e cresça, desfazendo o mal já feito, sem que isso implique perda alguma, pois a própria semente ainda se considera teruma e pode ser recuperada). E, se o fez deliberadamente (sabendo que era proibido, mas semeou mesmo assim), deve deixá-la (permitir que a plantação cresça normalmente, como penalidade — pois seria estranho que alguém transgrida deliberadamente e ainda beneficie-se revirando a terra a tempo de recuperar a semente intacta; e o que crescer dela terá o status de gidulei teruma, tratado na mishná seguinte). Se ela já trouxe um terço (de seu crescimento completo, isto é, a plantação já atingiu um terço do tamanho que teria quando madura), seja por engano seja deliberadamente, deve deixá-la (pois, chegado esse estágio, é proibido desperdiçar teruma, e revirar a terra destruiria uma plantação já consideravelmente desenvolvida — o que se equipara a uma perda proibida da teruma original). Mas, no caso do linho, se foi deliberado, deve revirá-la (mesmo tendo a plantação de linho já atingido um terço de seu crescimento — pois, diferentemente dos grãos, o linho é cultivado sobretudo por seu caule fibroso, e não pela semente; permitir que cresça livremente faria o transgressor beneficiar-se do caule, sem que este jamais tivesse sido consagrado como teruma, driblando assim a penalidade).

הַזּוֹרֵעַ תְּרוּמָה, שׁוֹגֵג, יוֹפַךְ. וּמֵזִיד, יְקַיֵּם. אִם הֵבִיאָה שְׁלִישׁ, בֵּין שׁוֹגֵג בֵּין מֵזִיד, יְקַיֵּם. וּבְפִשְׁתָּן, מֵזִיד, יוֹפַךְ:
Mishná 2"E está sujeita a leket, esquecimento e peá"
O campo de gidulei teruma (deixado para crescer conforme a mishná anterior) está sujeito a leket, esquecimento e peá; pobres de Israel e pobres cohanim podem colher, mas os pobres de Israel devem vender o seu aos cohanim pelo preço de teruma, e o dinheiro é deles; debate entre Rabi Tarfon e Rabi Akiva sobre se apenas pobres cohanim devem colher, por receio de que os demais comam por esquecimento

E está sujeita (este campo de teruma que foi deixado para crescer, conforme o caso anterior de semeadura deliberada) a leket (as espigas caídas durante a colheita, que devem ser deixadas para os pobres), e a esquecimento (feixes esquecidos no campo, também deixados aos pobres), e a peá (o canto do campo reservado aos pobres — pois, embora o produto principal seja gidulei teruma, tratado como teruma para fins de proibição a estranhos, ele continua sendo, para efeitos de dízimos e dádivas aos pobres, um produto agrícola comum de Eretz Israel, sujeito a todas as obrigações agrícolas). E os pobres de Israel e os pobres cohanim colhem (ambos podem exercer o direito de colher leket, esquecimento e peá deste campo). E os pobres de Israel vendem o seu (o que colherem) aos cohanim pelo preço de teruma (pois, embora leket, esquecimento e peá sejam normalmente chulin comum, isento de restrições, neste caso específico o produto colhido tem o status derivado de gidulei teruma, proibido a israelitas — por isso, os pobres de Israel não podem comê-lo, mas apenas vendê-lo a um cohen pelo valor equivalente ao de teruma), e o dinheiro é deles (a venda não anula o direito do pobre israelita às dádivas — ele recebe o valor integral em dinheiro, preservando a mitzvá de tzedaká). Rabi Tarfon diz: só os pobres cohanim devem colher (evitando dar acesso aos pobres israelitas), para que não esqueçam e coloquem em suas próprias bocas (comendo inadvertidamente o que ainda tem status de teruma, por hábito de comer livremente o leket, esquecimento e peá comuns). Disse-lhe Rabi Akiva: se assim, só os puros devem colher (pois o mesmo receio de erro se aplicaria igualmente a um cohen impuro, que também poderia esquecer sua condição e comer teruma estando impuro — e, no entanto, ninguém propõe excluir os cohanim impuros; logo, o receio de Rabi Tarfon não é suficiente para excluir os israelitas).

וְחַיֶּבֶת בְּלֶקֶט וּבְשִׁכְחָה וּבְפֵאָה. וַעֲנִיֵּי יִשְׂרָאֵל וַעֲנִיֵּי כֹהֲנִים, מְלַקְּטִים. וַעֲנִיֵּי יִשְׂרָאֵל, מוֹכְרִין אֶת שֶׁלָּהֶם לַכֹּהֲנִים בִּדְמֵי תְרוּמָה, וְהַדָּמִים שֶׁלָּהֶם. רַבִּי טַרְפוֹן אוֹמֵר, לֹא יְלַקְּטוּ אֶלָּא עֲנִיֵּי כֹהֲנִים, שֶׁמָּא יִשְׁכְּחוּ וְיִתְּנוּ לְתוֹךְ פִּיהֶם. אָמַר לוֹ רַבִּי עֲקִיבָא, אִם כֵּן, לֹא יְלַקְּטוּ אֶלָּא טְהוֹרִים:
Mishná 3"E está sujeita a dízimos"
O mesmo campo de gidulei teruma está sujeito a dízimos e ao dízimo do pobre, com a mesma regra de venda pelos pobres de Israel; quem debulha o grão com varas é louvável; quem debulha com um animal deve pendurar cestos ao pescoço do animal, contendo grão comum, de modo a não amordaçá-lo nem alimentá-lo com teruma

E está sujeita a dízimos (o primeiro dízimo, entregue ao levita) e ao dízimo do pobre (nos anos terceiro e sexto do ciclo sabático, substituindo o segundo dízimo — o mesmo campo de gidulei teruma da mishná anterior está sujeito também a estas obrigações). E os pobres de Israel e os pobres cohanim recebem (o dízimo do pobre, quando aplicável, seguindo a mesma regra distributiva). E os pobres de Israel vendem o seu aos cohanim pelo preço de teruma, e o dinheiro é deles (repetindo o mecanismo da mishná anterior: o pobre israelita tem pleno direito à dádiva, mas não pode comer o produto por ser gidulei teruma, e por isso o converte em dinheiro através da venda a um cohen). Quem debulha o grão batendo com varas é louvável (pois esse método evita o problema seguinte, sendo por isso a prática recomendada para lidar com este grão especial de teruma). E quem debulha com animal, como deve proceder? (pois a debulha tradicional emprega um animal pisando ou puxando um instrumento sobre o grão, e a Torá proíbe amordaçar o animal para impedi-lo de comer enquanto trabalha — mas alimentá-lo com o próprio grão de teruma que está sendo debulhado seria alimentá-lo com teruma, o que também é proibido). Pendura cestos ao pescoço do animal, e coloca neles do mesmo tipo (grão comum, da mesma espécie do que está sendo debulhado, para que o animal coma dali) — descobre-se, assim, que não o amordaça (cumprindo o mandamento de não impedir o animal de comer durante o trabalho), nem o alimenta com teruma (pois o que ele come é o grão comum dos cestos, e não o grão de teruma que pisa no chão).

וְחַיֶּבֶת בְּמַעַשְׂרוֹת וּבְמַעֲשַׂר עָנִי, וַעֲנִיֵּי יִשְׂרָאֵל וַעֲנִיֵּי כֹהֲנִים נוֹטְלִים, וַעֲנִיֵּי יִשְׂרָאֵל מוֹכְרִין אֶת שֶׁלָּהֶם לְכֹהֲנִים בִּדְמֵי תְרוּמָה, וְהַדָּמִים שֶׁלָּהֶם. הַחוֹבֵט מְשֻׁבָּח. וְהַדָּשׁ כֵּיצַד יַעֲשֶׂה, תּוֹלֶה כְפִיפוֹת בְּצַוְּארֵי בְהֵמָה וְנוֹתֵן לְתוֹכָן מֵאוֹתוֹ הַמִּין, נִמְצָא לֹא זוֹמֵם אֶת הַבְּהֵמָה וְלֹא מַאֲכִיל אֶת הַתְּרוּמָה:
Mishná 4"Os crescimentos da teruma são teruma"
Os crescimentos da teruma são teruma, mas os crescimentos dos crescimentos são chulin; lista de exceções cujos crescimentos são sempre chulin — tevel, primeiro dízimo, brotos do sétimo ano, teruma de fora da terra, medumá e bikurim; os crescimentos de consagrado e segundo dízimo também são chulin, mas devem ser resgatados pelo valor que tinham no tempo do plantio

Os crescimentos da teruma são teruma (o que nasce da semente de teruma plantada, conforme já estabelecido na primeira mishná deste capítulo, mantém o status de teruma). E os crescimentos dos crescimentos são chulin (se essa nova plantação, já com status de teruma, for novamente plantada e produzir uma segunda geração, essa segunda geração perde o vínculo com a teruma original e é considerada produto comum, sem restrição). Mas o tevel (produto do qual ainda não foram separados teruma e dízimos), e o primeiro dízimo (entregue ao levita, do qual este ainda não separou sua própria teruma, chamada teruma do dízimo), e os brotos do ano sabático (que crescem espontaneamente no sétimo ano, sem serem semeados por mão humana), e a teruma de fora da terra de Israel (que tem apenas santidade rabínica, mais branda), e o medumá (mistura de teruma caída em produto comum, em quantidade insuficiente para anular-se), e os bikurim (as primícias trazidas ao Templo) — os crescimentos destes são chulin (diferentemente da teruma propriamente dita, nenhum destes seis casos transmite seu status ao que cresce deles, pois todos compartilham a característica de serem, em sua maioria ou em algum aspecto essencial, já considerados produto comum, ou por serem raros e não usuais o suficiente para justificar um decreto rabínico equivalente). Os crescimentos do consagrado (hekdesh, propriedade dedicada ao Templo) e do segundo dízimo são chulin (pois tanto o consagrado quanto o segundo dízimo, quando resgatados, tornam o objeto original comum, e o mesmo princípio se estende ao que deles cresce), e resgata-os (o proprietário deve redimir o valor equivalente à quantidade original que foi semeada) pelo tempo de sua semeadura (calculando o valor do produto no momento em que a semente foi plantada, e não o valor da colheita final, já que a obrigação de resgate recai sobre a substância original consagrada, e não sobre o crescimento posterior).

גִּדּוּלֵי תְרוּמָה, תְּרוּמָה. וְגִּדּוּלֵי גִדּוּלִין, חֻלִּין. אֲבָל הַטֶּבֶל וּמַעֲשֵׂר רִאשׁוֹן וּסְפִיחֵי שְׁבִיעִית וּתְרוּמַת חוּצָה לָאָרֶץ וְהַמְדֻמָּע וְהַבִּכּוּרִים, גִּדּוּלֵיהֶן, חֻלִּין. גִּדּוּלֵי הֶקְדֵּשׁ וּמַעֲשֵׂר שֵׁנִי, חֻלִּין, וּפוֹדֶה אוֹתָם בִּזְמַן זַרְעָם:
Mishná 5"Cem canteiros de teruma e um de chulin"
Cem canteiros semeados com teruma e um com chulin, sem saber qual é o de chulin: todos são permitidos, em espécie cuja semente se decompõe na terra; mas em espécie cuja semente não se decompõe, mesmo cem canteiros de chulin e um só de teruma, todos são proibidos

Cem (canteiros de um jardim ou horta, dispostos em fileiras separadas) para o jardim (um campo dividido em cem canteiros individuais), semeados de teruma, e um de chulin (noventa e nove canteiros semeados com sementes de teruma, e apenas um com sementes comuns, sem que se saiba qual dos cem é o de chulin) — todos são permitidos (mesmo que se colha de qualquer canteiro sem saber sua origem exata, pode-se comer livremente, como se fosse todo chulin), em espécie cuja semente se decompõe na terra (plantas cuja semente original se dissolve e desaparece completamente no solo ao germinar, deixando de existir fisicamente como entidade separada — nesses casos, a proporção esmagadoramente majoritária de canteiros de teruma "anula" a presença do único canteiro de chulin, tornando tudo permitido, por um princípio de bittul aplicado aqui de modo peculiar). Mas, em espécie cuja semente não se decompõe (plantas cuja semente permanece fisicamente intacta e identificável mesmo depois de plantada e de a planta ter crescido), mesmo cem canteiros de chulin e um de teruma, todos são proibidos (nesse caso, a proporção não importa: mesmo que apenas um único canteiro entre cem seja de teruma, e os noventa e nove restantes sejam de chulin comum, ainda assim todo o conjunto fica proibido, pois não há bittul — anulação — possível quando a semente original permanece fisicamente presente e identificável em cada planta individual).

מֵאָה לִגְנָה שֶׁל תְּרוּמָה וְאַחַת שֶׁל חֻלִּין, כֻּלָּן מֻתָּרִין בְּדָבָר שֶׁזַּרְעוֹ כָלֶה. אֲבָל בְּדָבָר שֶׁאֵין זַרְעוֹ כָלֶה, אֲפִלּוּ מֵאָה שֶׁל חֻלִּין וְאַחַת שֶׁל תְּרוּמָה, כֻּלָּן אֲסוּרִין:
Mishná 6"Do tevel, seus crescimentos são permitidos"
Retoma-se o tevel da quarta mishná: seus crescimentos são permitidos em espécie cuja semente se decompõe; mas em espécie cuja semente não se decompõe, mesmo os crescimentos dos crescimentos são proibidos; qual é a espécie cuja semente não se decompõe? Como o luf, o alho e as cebolas; Rabi Yehudá diz que o alho é como a cevada (cuja semente se decompõe)

Do tevel (produto do qual ainda não foram separados teruma e dízimos, cujo status já foi mencionado na quarta mishná deste capítulo como um dos seis casos cujos crescimentos são chulin), seus crescimentos são permitidos (o que cresce do tevel plantado pode ser comido livremente, mesmo antes de se separar teruma e dízimos dele, num modo de consumo ocasional), em espécie cuja semente se decompõe na terra (retomando a distinção introduzida na mishná anterior). Mas, em espécie cuja semente não se decompõe, os crescimentos dos crescimentos são proibidos (diferentemente da regra geral de gidulei gidulin, que normalmente são chulin plenamente permitidos — aqui, no caso do tevel de espécie cuja semente não se decompõe, mesmo a segunda geração de crescimento continua proibida na forma de consumo ocasional, pois a semente original de tevel permanece fisicamente presente e identificável através de todas as gerações de replantio). Qual é a espécie cuja semente não se decompõe? Como o luf (uma planta da família das aráceas, cujo bulbo se reproduz sem se decompor), e o alho, e as cebolas (todas plantas bulbosas, cujos bulbos originais permanecem fisicamente intactos e reconhecíveis, mesmo depois de replantados e de terem gerado novos bulbos). Rabi Yehudá diz: o alho é como a cevada (isto é, Rabi Yehudá discorda quanto ao alho especificamente, considerando que sua semente ou bulbo original se decompõe na terra tão facilmente quanto a semente da cevada, e portanto deveria seguir a regra mais lene, permitindo os crescimentos dos crescimentos).

הַטֶּבֶל, גִּדּוּלָיו מֻתָּרִין בְּדָבָר שֶׁזַּרְעוֹ כָלֶה. אֲבָל בְּדָבָר שֶׁאֵין זַרְעוֹ כָלֶה, גִּדּוּלֵי גִדּוּלִין, אֲסוּרִין. אֵיזֶהוּ דָבָר שֶׁאֵין זַרְעוֹ כָלֶה, כְּגוֹן הַלּוּף וְהַשּׁוּם וְהַבְּצָלִים. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, הַשּׁוּם, כַּשְּׂעוֹרִים:
Mishná 7"O que capina com o gentio em terreno de bulbos"
Encerra-se o Perek Tet: o que capina junto com o gentio em terreno de bulbos (alho, cebola e afins) pode comer casualmente de seus frutos, mesmo sendo tevel; mudas de teruma que ficaram impuras e foram replantadas tornam-se puras da impureza, mas continuam proibidas para comer até que se corte a parte comestível; Rabi Yehudá exige que se corte duas vezes

O que capina (arranca ervas daninhas para limpar a plantação) junto com o gentio (trabalhando como empregado ou parceiro de um agricultor gentio) em terreno de bulbos (campo plantado com alho, cebola, luf e plantas semelhantes — as mesmas espécies de semente que não se decompõe mencionadas na mishná anterior), ainda que seus frutos sejam tevel (pois, segundo a opinião de que não há aquisição legal por um gentio em Eretz Israel capaz de isentar o produto dos dízimos, a plantação do gentio continua sujeita a tevel exatamente como se fosse de um israelita), pode comer deles casualmente (o trabalhador judeu pode comer, de modo ocasional e não como refeição formal, dos bulbos que arranca durante a capina, apesar de serem tevel — uma leniência prática concedida ao trabalhador, similar à permissão geral de comer casualmente de tevel antes que sua "obra" seja concluída). Mudas de teruma (brotos ainda não colhidos, destinados a serem plantados, como de repolho ou acelga, que tinham status de teruma) que ficaram impuras (contraíram impureza ritual antes de serem plantadas) e foram replantadas (o dono, em vez de descartá-las, as replanta na terra) — tornam-se puras da impureza (uma vez conectadas à terra através do replantio, deixam de ser consideradas "alimento" sujeito às leis de impureza, e assim se purificam automaticamente), mas são proibidas para comer (mesmo puras, ainda não podem ser comidas livremente) até que se corte a parte comestível (a porção que já existia como folha ou broto no momento em que a muda tinha status de alimento impuro deve ser cortada e descartada; somente o que crescer depois disso, como parte nova e genuinamente pós-plantio, pode ser comido). Rabi Yehudá diz: até que se corte e se repita (Rabi Yehudá exige um padrão mais rigoroso: cortar a parte comestível uma primeira vez, deixar crescer novamente, e cortar uma segunda vez — somente o que crescer depois dessa segunda corte estará plenamente liberado para consumo).

הַמְנַכֵּשׁ עִם הַנָּכְרִי בַּחֲסִיּוֹת, אַף עַל פִּי שֶׁפֵּרוֹתָיו טֶבֶל, אוֹכֵל מֵהֶם עֲרַאי. שְׁתִילֵי תְרוּמָה שֶׁנִטְמְאוּ, שְׁתָלָן, טָהֲרוּ מִלְּטַמֵּא, וַאֲסוּרִין מִלֶּאֱכֹל עַד שֶׁיָּגֹם אֶת הָאֹכֶל. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר עַד שֶׁיָגֹם וְיִשְׁנֶה: