Talmud Bavli · Massechet Terumot · Perek Heh
פֶּרֶק חֲמִישִׁי

Mishná de Terumot, quinto perek — adaptada à trilha Bavli

9 mishnayot · sem Guemará no Talmud Bavli
Nota

Massechet Terumot não possui Guemará no Talmud Bavli — apenas a Mishná é impressa/estudada nesta trilha. Esta página apresenta a Mishná adaptada ao formato da trilha Bavli; para o estudo devocional completo, com fontes da Torá, halachot dos códigos e o perush dos mefarshim, veja a versão completa na Mishná.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

Mishná 1"Uma seá de teruma impura que caiu em menos de cem"
Abre-se o Perek Heh: uma seá de teruma impura que caiu em menos de cem seá de produto comum, primeiro dízimo, segundo dízimo ou consagrado — impuros ou puros — deve apodrecer; mas se a seá era pura, vende-se pelo preço de teruma; e são detalhadas as soluções específicas conforme a pureza de cada elemento

Uma seá de teruma impura que caiu em menos de cem (seá) de produto comum, ou em primeiro dízimo, ou em segundo dízimo, ou em consagrado (estando estes últimos) impuros ou puros, devem apodrecer (toda a mistura fica proibida, e não se pode sequer usá-la como combustível, pois se trata de teruma impura à qual ninguém tem acesso legítimo). Se aquela seá era pura, vendem-se (o produto comum e a teruma juntos) aos cohanim pelo preço de teruma, exceto o preço daquela seá (que deve ser entregue ao cohen sem custo, pois é a teruma em si). E se caiu em primeiro dízimo (cujo dízimo do dízimo ainda não foi separado), declara-se teruma do dízimo (sobre esse primeiro dízimo, para desobrigá-lo, e ela se junta à teruma que caiu, sendo ambas vendidas ao cohen). E se caiu em segundo dízimo ou em consagrado, eis que estes se resgatam (pagando seu valor em dinheiro, que se torna santo em seu lugar, e o produto passa a ser comum e pode então ser vendido ao cohen como no caso anterior). E se aquele produto comum era impuro, come-se (a mistura resultante) em pedaços secos (pequenos, do tamanho de meio ovo, sem contato com líquido), ou torrado, ou amassa-se com suco de frutas (que não torna o alimento suscetível a impureza), ou se distribui em massas (separadas), de modo que não haja em nenhum lugar o tamanho de um ovo (pois alimento impuro só contamina outro alimento quando atinge esse volume mínimo).

סְאָה תְרוּמָה טְמֵאָה שֶׁנָפְלָה לְפָחוֹת מִמֵּאָה חֻלִּין, אוֹ לְמַעֲשֵׂר רִאשׁוֹן, אוֹ לְמַעֲשֵׂר שֵׁנִי, אוֹ לְהֶקְדֵּשׁ, בֵּין טְמֵאִין בֵּין טְהוֹרִים, יֵרָקֵבוּ. אִם טְהוֹרָה הָיְתָה אוֹתָהּ הַסְּאָה, יִמָּכְרוּ לַכֹּהֲנִים בִּדְמֵי תְרוּמָה, חוּץ מִדְּמֵי אוֹתָהּ סְאָה. וְאִם לְמַעֲשֵׂר רִאשׁוֹן נָפְלָה, יִקְרָא שֵׁם לִתְרוּמַת מַעֲשֵׂר. וְאִם לְמַעֲשֵׂר שֵׁנִי אוֹ לְהֶקְדֵּשׁ נָפְלָה, הֲרֵי אֵלּוּ יִפָּדוּ. וְאִם טְמֵאִים הָיוּ אוֹתָן הַחֻלִּין, יֵאָכְלוּ נִקּוּדִים אוֹ קְלָיוֹת, אוֹ יִלּוֹשׁוּ בְמֵי פֵרוֹת, אוֹ יִתְחַלְּקוּ לְעִסּוֹת, כְּדֵי שֶׁלֹּא יְהֵא בְמָקוֹם אֶחָד כַּבֵּיצָה:
Mishná 2"Uma seá de teruma impura que caiu em cem de produto comum puro"
Uma seá de teruma impura que caiu em cem de produto comum puro: Rabi Eliezer diz que se separa uma seá e se queima, pois sustenta que a seá que caiu é a mesma que se eleva; mas os sábios permitem que a seá separada seja comida em pedaços secos, torrada, ou amassada com suco de frutas

Uma seá de teruma impura que caiu dentro de cem (seá) de produto comum puro: Rabi Eliezer diz: separa-se (uma seá da mistura) e queima-se (como se faz com toda teruma impura), pois eu digo que a seá que caiu é a seá que se eleva (Rabi Eliezer sustenta que, uma vez que a proporção de cem e mais permite retirar uma seá para tratá-la como se fosse a teruma original, essa mesma seá retirada continua sendo, em essência, aquela teruma impura — e por isso deve ser tratada com todo o rigor de teruma impura, isto é, queimada, sem qualquer benefício). Mas os sábios dizem: separa-se e come-se (a seá retirada, pelos cohanim) em pedaços secos, ou torrada, ou amassa-se com suco de frutas, ou se distribui em massas, de modo que não haja em nenhum lugar o tamanho de um ovo (os sábios discordam de Rabi Eliezer, sustentando que a seá retirada não precisa ser tratada como teruma impura certa e proibida a todo uso — bastando os mesmos cuidados de pureza já descritos na mishná anterior, ela pode ser comida pelos cohanim).

סְאָה תְרוּמָה טְמֵאָה שֶׁנָּפְלָה לְתוֹךְ מֵאָה חֻלִּין טְהוֹרִין, רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר, תֵּרוֹם וְתִשָּׂרֵף, שֶׁאֲנִי אוֹמֵר, סְאָה שֶׁנָּפְלָה הִיא סְאָה שֶׁעָלְתָה. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים, תַּעֲלֶה וְתֵאָכֵל נִקּוּדִים אוֹ קְלָיוֹת, אוֹ תִלּוֹשׁ בְּמֵי פֵרוֹת, אוֹ תִתְחַלֵּק לְעִסּוֹת, כְּדֵי שֶׁלֹּא יְהֵא בְמָקוֹם אֶחָד כַּבֵּיצָה:
Mishná 3"Uma seá de teruma pura que caiu em cem de produto comum impuro"
Uma seá de teruma pura que caiu em cem de produto comum impuro: sem qualquer disputa, eleva-se e come-se em pedaços secos, torrada, amassada com suco de frutas, ou distribuída em massas, de modo que não haja em nenhum lugar o tamanho de um ovo

Uma seá de teruma pura que caiu em cem (seá) de produto comum impuro, eleva-se e come-se em pedaços secos, ou torrada, ou amassa-se com suco de frutas, ou se distribui em massas, de modo que não haja em nenhum lugar o tamanho de um ovo (este caso — o inverso do anterior, com a teruma pura caindo, e não o produto comum — é aceito sem qualquer discordância entre Rabi Eliezer e os sábios: como será explicado pelos comentadores, aqui até Rabi Eliezer concorda que a seá retirada é comida, e não queimada, pois sua opinião mais severa aplicava-se apenas ao caso em que a própria teruma que caiu era impura).

סְאָה תְרוּמָה טְהוֹרָה שֶׁנָּפְלָה לְמֵאָה חֻלִּין טְמֵאִין, תַּעֲלֶה וְתֵאָכֵל נִקּוּדִים אוֹ קְלָיוֹת, אוֹ תִלּוֹשׁ בְּמֵי פֵרוֹת, אוֹ תִתְחַלֵּק לְעִסּוֹת, כְּדֵי שֶׁלֹּא יְהֵא בְמָקוֹם אֶחָד כַּבֵּיצָה:
Mishná 4"Uma seá de teruma impura que caiu em cem de teruma pura"
Uma seá de teruma impura que caiu em cem seá de teruma pura: Bet Shamai proíbe e Bet Hilel permite; Bet Hilel argumenta por analogia com produto comum, Bet Shamai responde que a comparação é falha, mas depois concorda; então Rabi Eliezer ainda exige separar e queimar, enquanto os sábios dizem que a impura se perde por ser minoria

Uma seá de teruma impura que cai em cem seá de teruma pura: Bet Shamai proíbe, e Bet Hilel permite (o debate diz respeito a se a proporção padrão de cem e mais se aplica também quando ambos os lados da mistura são teruma — uma impura e outra pura — e não apenas quando um lado é produto comum). Disse Bet Hilel a Bet Shamai: já que a pura é proibida aos que não são cohanim e a impura é proibida aos cohanim, assim como a pura se eleva, também a impura deveria se elevar (Bet Hilel argumenta por uma analogia lógica: se o bittul funciona para tornar permitida uma teruma pura que caiu em produto comum — apesar de também ser proibida a um grupo, os não-cohanim —, o mesmo princípio deveria valer para a teruma impura, que é proibida a outro grupo, os cohanim). Disseram-lhe Bet Shamai: não! Se o produto comum leve, que é permitido aos que não são cohanim, eleva a pura, elevaria a teruma grave, que é proibida aos que não são cohanim, a impura? (Bet Shamai rejeita a analogia: o produto comum tem um status "leve" — é permitido de forma ampla a quem quer que seja não-cohen —, e é justamente essa leveza que lhe permite absorver e neutralizar a teruma pura; já a teruma pura, sendo ela mesma "grave" — proibida à maioria das pessoas —, não teria essa mesma capacidade de neutralizar a teruma impura). Depois que concordaram (Bet Shamai, ao final, aceitou a posição de Bet Hilel, um caso raro de reversão), Rabi Eliezer diz: separa-se e queima-se (mantendo sua posição rigorosa já vista nas mishnayot anteriores, de que a seá retirada continua sendo tratada como a teruma impura original). Mas os sábios dizem: perde-se por ser minoria (os sábios vão além até de Bet Hilel: não é necessário sequer separar formalmente uma seá para queimar — a teruma impura simplesmente se anula, sem exigir nenhuma ação adicional, pois não há aqui a preocupação de roubo à tribo sacerdotal que existe quando produto comum se mistura com teruma).

סְאָה תְרוּמָה טְמֵאָה שֶׁנָּפְלָה לְמֵאָה סְאָה תְרוּמָה טְהוֹרָה, בֵּית שַׁמַּאי אוֹסְרִים, וּבֵית הִלֵּל מַתִּירִין. אָמְרוּ בֵית הִלֵּל לְבֵית שַׁמַּאי, הוֹאִיל וּטְהוֹרָה אֲסוּרָה לְזָרִים וּטְמֵאָה אֲסוּרָה לְכֹהֲנִים, מַה טְּהוֹרָה עוֹלָה, אַף טְמֵאָה תַּעֲלֶה. אָמְרוּ לָהֶם בֵּית שַׁמַּאי, לֹא, אִם הֶעֱלוּ הַחֻלִּין הַקַּלִּין הַמֻּתָּרִין לְזָרִים אֶת הַטְּהוֹרָה, תַּעֲלֶה תְרוּמָה הַחֲמוּרָה הָאֲסוּרָה לְזָרִים אֶת הַטְּמֵאָה. לְאַחַר שֶׁהוֹדוּ, רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר, תֵּרוֹם וְתִשָּׂרֵף. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים, אָבְדָה בְמִעוּטָהּ:
Mishná 5"Uma seá de teruma que caiu em cem; ele a levantou"
Uma seá de teruma que caiu em cem, e ele a levantou e ela caiu em outro lugar: Rabi Eliezer diz que torna a nova mistura medumá como se fosse teruma certa; os sábios dizem que só a torna medumá na proporção real de teruma contida nela

Uma seá de teruma que caiu em cem (seá de produto comum, sendo então retirada uma seá da mistura, como se ensinou nas mishnayot anteriores), e ele a levantou (essa seá retirada) e ela caiu em outro lugar (em outro monte de produto comum, em quantidade menor que cem): Rabi Eliezer diz: torna medumá como teruma certa (Rabi Eliezer, fiel ao seu princípio de que "a seá que caiu é a seá que se eleva", trata a seá retirada como se fosse, integralmente, uma seá de teruma verdadeira e completa — de modo que, ao cair em menos de cem no segundo lugar, torna toda aquela nova mistura medumá por completo, como se uma seá inteira de teruma tivesse caído ali). Mas os sábios dizem: só torna medumá na proporção (os sábios, consistentes com sua posição anterior de que a seá retirada não é a teruma original, mas apenas uma seá "representativa" contendo, na realidade, só uma centésima parte de teruma verdadeira — calculam o efeito da segunda queda proporcionalmente a essa fração real, e não como se fosse uma seá inteira de teruma).

סְאָה תְרוּמָה שֶׁנָּפְלָה לְמֵאָה, הִגְבִּיהָהּ וְנָפְלָה לְמָקוֹם אַחֵר, רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר, מְדַמַּעַת כִּתְרוּמָה וַדָּאי. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים, אֵינָהּ מְדַמַּעַת אֶלָּא לְפִי חֶשְׁבּוֹן:
Mishná 6"Uma seá de teruma que caiu em menos de cem e ficou tudo medumá"
Uma seá de teruma que caiu em menos de cem, e ficou tudo medumá, e parte desse medumá caiu em outro lugar: Rabi Eliezer diz que torna medumá como teruma certa; os sábios dizem que só torna medumá pela proporção — e o mesmo vale para massa fermentada e água tirada que desqualifica o mikvê

Uma seá de teruma que caiu em menos de cem (de produto comum) e ficou tudo medumá, e caiu do medumá para outro lugar: Rabi Eliezer diz: torna medumá como teruma certa (assim como na mishná anterior, Rabi Eliezer trata a porção retirada da primeira mistura medumá como se fosse ela mesma teruma pura e integral, capaz de tornar medumá qualquer nova mistura de menos de cem em que caia). Mas os sábios dizem: o medumá não torna medumá senão pela proporção (calculando exatamente qual fração de teruma verdadeira estava contida na porção que caiu, com base na proporção original da primeira mistura), e o fermentado não torna fermentado senão pela proporção (o mesmo princípio de cálculo proporcional se aplica a uma massa que foi fermentada com fermento de teruma: se uma porção dessa massa cai em outra massa de produto comum, o efeito de torná-la proibida aos não-cohanim é calculado proporcionalmente à quantidade real de fermento de teruma nela contida, e não como se fosse fermento puro), e a água tirada (com um utensílio, que desqualifica um mikvê ritual se em quantidade de três logs) não desqualifica o mikvê senão pela proporção (os sábios estendem o mesmo princípio de cálculo proporcional a um terceiro contexto totalmente distinto — as leis de pureza ritual da água —, demonstrando que este é um princípio geral da halachá, e não uma regra exclusiva das leis de teruma).

סְאָה תְרוּמָה שֶׁנָּפְלָה לְפָחוֹת מִמֵּאָה וְנִדַּמְּעוּ, וְנָפַל מִן הַמְדֻמָּע לְמָקוֹם אַחֵר, רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר, מְדַמַּעַת כִּתְרוּמָה וַדָּאי. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים, אֵין הַמְדֻמָּע מְדַמֵּעַ אֶלָּא לְפִי חֶשְׁבּוֹן, וְאֵין הַמְחֻמָּץ מַחְמִיץ אֶלָּא לְפִי חֶשְׁבּוֹן, וְאֵין הַמַּיִם שְׁאוּבִים פּוֹסְלִים אֶת הַמִּקְוֶה אֶלָּא לְפִי חֶשְׁבּוֹן:
Mishná 7"Uma seá de teruma que caiu em cem, e ele a levantou e caiu outra"
Uma seá de teruma que caiu em cem, e ele a levantou, e caiu outra, e ele a levantou, e caiu outra: eis que isto é permitido, contanto que a teruma não exceda o produto comum

Uma seá de teruma que caiu em cem (seá de produto comum, e uma seá foi retirada como se ensinou), e caiu outra (seá de teruma no mesmo monte de cem), e ele a levantou, e caiu outra (este processo se repete: cada vez que uma nova seá de teruma cai, retira-se novamente uma seá), eis que isto é permitido (o produto comum continua permitido a cada repetição desse ciclo — desde que, a cada vez, se retire a seá correspondente antes que caia a próxima), até que a teruma exceda o produto comum (o limite deste processo repetido é que a quantidade total de teruma que já caiu, ao longo de todas as repetições, não ultrapasse cem seá — isto é, não se torne maior do que o próprio monte de produto comum; quando isso acontece, toda a lógica do bittul se inverte, e a mistura passa a ser considerada majoritariamente teruma).

סְאָה תְרוּמָה שֶׁנָּפְלָה לְמֵאָה, הִגְבִּיהָהּ וְנָפְלָה אַחֶרֶת, הִגְבִּיהָהּ וְנָפְלָה אַחֶרֶת, הֲרֵי זוֹ מֻתֶּרֶת, עַד שֶׁתִּרְבֶּה תְרוּמָה עַל הַחֻלִּין:
Mishná 8"Uma seá de teruma que caiu em cem, e não deu tempo de a levantar"
Uma seá de teruma que caiu em cem, e não deu tempo de a levantar antes que caísse outra: eis que isto é proibido; Rabi Shimon permite

Uma seá de teruma que caiu em cem (seá de produto comum), e não deu tempo de a levantar (o dono não conseguiu retirar a seá correspondente a tempo) até que caiu outra (uma segunda seá de teruma caiu no mesmo monte antes que a primeira fosse retirada): eis que isto é proibido (diferentemente da mishná anterior, em que cada seá era retirada antes da próxima cair, permitindo repetir o ciclo — aqui, como as duas seá de teruma se acumularam simultaneamente no monte sem que nenhuma fosse retirada, o efeito é como se ambas tivessem caído ao mesmo tempo: duas seá de teruma em cem de produto comum, uma proporção que já ultrapassa o limite padrão de bittul de uma para cem, tornando toda a mistura proibida). E Rabi Shimon permite (Rabi Shimon discorda, sustentando que, mesmo sem a retirada física, a primeira seá já deveria ser considerada como se tivesse sido retirada — bastando que fosse elegível para retirada no momento da segunda queda — permitindo assim que o processo continue como no caso anterior).

סְאָה תְרוּמָה שֶׁנָּפְלָה לְמֵאָה, וְלֹא הִסְפִּיק לְהַגְבִּיהָהּ עַד שֶׁנָּפְלָה אַחֶרֶת, הֲרֵי זוֹ אֲסוּרָה. וְרַבִּי שִׁמְעוֹן מַתִּיר:
Mishná 9"Uma seá de teruma que caiu em cem, e as moeram e diminuíram"
Encerra-se o Perek Heh: uma seá de teruma que caiu em cem e as moeram e diminuíram — a teruma diminui na mesma proporção do produto comum, e é permitido; uma seá que caiu em menos de cem e aumentaram na moagem — a teruma aumenta também, e é proibido, salvo se sabido que o trigo do produto comum era melhor; e uma seá que caiu em menos de cem, e depois caiu ali mais produto comum — depende de ter sido acidental ou deliberado

Uma seá de teruma que caiu em cem, e as moeram (juntas, teruma e produto comum, transformando-as em farinha) e diminuíram (o volume total da farinha resultante é menor que o volume original dos grãos, por causa do farelo separado no processo de moagem): assim como diminuiu o produto comum, também diminuiu a teruma, e é permitido (a proporção de um para cem entre teruma e produto comum se mantém estável durante a moagem, pois ambos diminuem proporcionalmente, permitindo continuar a considerar a farinha resultante como bittul válido). Uma seá de teruma que caiu em menos de cem, e as moeram e aumentaram (o processo de moagem, em certos casos, pode fazer com que o volume total pareça aumentar, por exemplo pela incorporação de ar na farinha): assim como aumentou o produto comum, também aumentou a teruma, e é proibido (mesmo com o aumento de volume, a proporção original insuficiente para o bittul — menos de cem para um — permanece a mesma, e todo o princípio de que a mistura permanece proibida no caso de menos de cem continua valendo, apesar do aumento de volume aparente). Se é sabido que o trigo do produto comum era melhor que o da teruma, é permitido (quando se sabe com certeza que o produto comum, sendo de melhor qualidade, produz proporcionalmente mais farinha e menos farelo do que a teruma de qualidade inferior, o cálculo se altera: o produto comum efetivamente aumenta em proporção à teruma, alcançando ou ultrapassando a proporção de cem para um, tornando a mistura permitida). Uma seá de teruma que caiu em menos de cem, e depois caiu ali produto comum (adicional, que completou ou ultrapassou a proporção de cem para um): se foi por engano, é permitido (pois não se anula uma proibição de propósito, mas um erro involuntário que resulta no cumprimento da proporção correta é aceito); mas se foi de propósito, é proibido (os sábios penalizaram quem deliberadamente tenta "resolver" uma mistura já proibida acrescentando mais produto comum de propósito, para que ninguém se beneficie de contornar intencionalmente uma proibição já estabelecida).

סְאָה תְרוּמָה שֶׁנָּפְלָה לְמֵאָה, וּטְחָנָן וּפָחֲתוּ, כְּשֵׁם שֶׁפָּחֲתוּ הַחֻלִּין, כָּךְ פָּחֲתָה הַתְּרוּמָה, וּמֻתָּר. סְאָה תְרוּמָה שֶׁנָּפְלָה לְפָחוֹת מִמֵּאָה, וּטְחָנָן וְהוֹתִירוּ, כְּשֵׁם שֶׁהוֹתִירוּ הַחֻלִּין, כָּךּ הוֹתִירָה הַתְּרוּמָה, וְאָסוּר. אִם יָדוּעַ שֶׁהַחִטִּים שֶׁל חֻלִּין יָפוֹת מִשֶּׁל תְּרוּמָה, מֻתָּר. סְאָה תְרוּמָה שֶׁנָּפְלָה לְפָחוֹת מִמֵּאָה, וְאַחַר כֵּן נָפְלוּ שָׁם חֻלִּין, אִם שׁוֹגֵג, מֻתָּר, וְאִם מֵזִיד, אָסוּר: