Talmud Bavli · Massechet Sheviit · Perek Tet
פֶּרֶק תְּשִׁיעִי

Mishná de Sheviit, nono perek — adaptada à trilha Bavli

9 mishnayot · sem Guemará no Talmud Bavli
Nota

Massechet Sheviit não possui Guemará no Talmud Bavli — apenas a Mishná é impressa/estudada nesta trilha. Esta página apresenta a Mishná adaptada ao formato da trilha Bavli; para o estudo devocional completo, com fontes da Torá, halachot dos códigos e o perush dos mefarshim, veja a versão completa na Mishná.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

Mishná 1"A arruda, e os yarbuzin selvagens"
Abre-se o Perek Tet com as ervas silvestres cujo caráter não guardado as isenta de dízimo e permite comprá-las de qualquer pessoa na shevi'it; e a disputa tannaítica sobre os ספיחים — rebentos espontâneos — de mostarda e de outras espécies

A arruda (erva medicinal amarga), e os yarbuzin selvagens (uma espécie de bredo-selvagem que cresce solto no campo, distinto do cultivado em hortas), e a beldroega, o coentro da montanha (distinto do coentro cultivado em horta), e o aipo dos rios (distinto do aipo cultivado em horta), e a orégano do desertosão isentos dos dízimos (mesmo fora do ano sabático, por não serem tipicamente objeto de cuidado e guarda), e podem ser comprados de qualquer pessoa na shevi'it (mesmo de quem é suspeito de guardar indevidamente frutos de shevi'it), pois o semelhante a eles não é guardado (por serem plantas de baixo valor comercial, seus donos costumam abandoná-las como propriedade sem dono, e por isso a compra delas não sustenta a transgressão de quem as guarda indevidamente). Rabi Yehudá diz: os rebentos de mostarda são permitidos (mesmo comprados de pessoa comum, sem receio de que venham de produto guardado), pois os transgressores não são suspeitos quanto a eles (a mostarda não é espécie que valha a pena guardar ilicitamente). Rabi Shimon diz: todos os rebentos são permitidos, exceto os rebentos de repolho, pois o semelhante a eles não existe entre as verduras do campo (o repolho silvestre não cresce espontaneamente como as demais verduras, e por isso todo repolho encontrado à venda presume-se guardado ilicitamente). Mas os sábios dizem: todos os rebentos são proibidos (por decreto rabínico geral contra os ספיחים, para não encorajar os que semeiam durante a shevi'it).

הַפֵּגָם, וְהַיַּרְבּוּזִין הַשּׁוֹטִים, וְהַחֲלַגְלוֹגִית, כֻּסְבָּר שֶׁבֶּהָרִים, וְהַכַּרְפַּס שֶׁבַּנְּהָרוֹת, וְהַגַּרְגֵּר שֶׁל אֲפָר, פְּטוּרִין מִן הַמַּעַשְׂרוֹת, וְנִלְקָחִין מִכָּל אָדָם בַּשְּׁבִיעִית, שֶׁאֵין כַּיּוֹצֵא בָהֶם נִשְׁמָר. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, סְפִיחֵי חַרְדָּל, מֻתָּרִין, שֶׁלֹּא נֶחְשְׁדוּ עֲלֵיהֶן עוֹבְרֵי עֲבֵרָה. רַבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר, כָּל הַסְּפִיחִין מֻתָּרִין, חוּץ מִסְּפִיחֵי כְרוּב, שֶׁאֵין כַּיּוֹצֵא בָהֶם בְּיַרְקוֹת שָׂדֶה. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים, כָּל הַסְּפִיחִין אֲסוּרִין:
Mishná 2"Três terras para o biur"
A divisão geográfica da Terra de Israel em três grandes regiões — Judeia, Além-Jordão e Galileia — cada qual subdividida em três subterritórios, estabelece o âmbito dentro do qual se calcula quando cessa um fruto no campo, obrigando o biur do que resta em casa

Três terras há para o biur (a remoção obrigatória de frutos de shevi'it guardados em casa, quando cessam no campo): Judeia, e Além-Jordão, e a Galileia. E três terras há para cada uma delas: a Galileia Superior, e a Galileia Inferior, e o Vale (de Tiberíades). De Kfar Chananyá e para cimatudo o que não cultiva sicômoros (pois este tipo de figueira só cresce em regiões mais quentes)é a Galileia Superior; e de Kfar Chananyá e para baixotudo o que cultiva sicômorosé a Galileia Inferior. E o território de Tiberíades é o Vale. E em Judeia: a Montanha, e a Planície, e o Vale. E a planície de Lod é como a planície do Sul (segue a mesma regra de biur), e sua montanha (a região montanhosa vizinha a Lod) é como a Montanha do Rei (a grande região montanhosa central, farta em frutos). De Bet Chorón até o mar é uma única província (considerada um só território para fins de biur).

שָׁלֹשׁ אֲרָצוֹת לַבִּעוּר, יְהוּדָה, וְעֵבֶר הַיַּרְדֵּן, וְהַגָּלִיל. וְשָׁלֹשׁ שָׁלֹשׁ אֲרָצוֹת לְכָל אַחַת וְאַחַת. גָּלִיל הָעֶלְיוֹן, וְגָלִיל הַתַּחְתּוֹן, וְהָעֵמֶק. מִכְּפַר חֲנַנְיָה וּלְמַעְלָן, כָּל שֶׁאֵינוֹ מְגַדֵּל שִׁקְמִין, גָּלִיל הָעֶלְיוֹן, וּמִכְּפַר חֲנַנְיָה וּלְמַטָּן, כָּל שֶׁהוּא מְגַדֵּל שִׁקְמִין, גָּלִיל הַתַּחְתּוֹן. וּתְחוּם טְבֶרְיָא, הָעֵמֶק. וּבִיהוּדָה, הָהָר וְהַשְּׁפֵלָה וְהָעֵמֶק. וּשְׁפֵלַת לוּד כִּשְׁפֵלַת הַדָּרוֹם, וְהָהָר שֶׁלָּהּ כְּהַר הַמֶּלֶךְ. מִבֵּית חוֹרוֹן וְעַד הַיָּם מְדִינָה אֶחָת:
Mishná 3"E por que disseram três terras"
A razão prática da divisão em três terras: comer em cada uma até que se acabe o último produto dentro dela; a opinião de Rabi Shimon restringindo essa regra apenas a Judeia; e a regra unificada, em toda a Terra de Israel, para azeitonas e tâmaras

E por que disseram três terras? Para que comam em cada uma delas até que se acabe o último (resto do fruto) que há nela (o biur de cada terra é calculado de modo independente das outras duas). Rabi Shimon diz: não disseram três terras senão a respeito de Judeia; e todas as demais terras (Galileia e Além-Jordão) são como a Montanha do Rei (consideradas uma única terra para o biur, sem subdivisão em três). E todas as terras são como uma só quanto às azeitonas e às tâmaras (mesmo segundo os sábios que sustentam a divisão em três: para essas duas espécies específicas, toda a Terra de Israel se conta como um único território).

וְלָמָּה אָמְרוּ שָׁלֹשׁ אֲרָצוֹת, שֶׁיִּהְיוּ אוֹכְלִין בְּכָל אַחַת וְאַחַת עַד שֶׁיִּכְלֶה הָאַחֲרוֹן שֶׁבָּהּ. רַבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר, לֹא אָמְרוּ שָׁלֹשׁ אֲרָצוֹת אֶלָּא בִיהוּדָה. וּשְׁאָר כָּל הָאֲרָצוֹת, כְּהַר הַמֶּלֶךְ. וְכָל הָאֲרָצוֹת, כְּאַחַת לַזֵּיתִים וְלַתְּמָרִים:
Mishná 4"Come-se sobre o abandonado"
Distinção entre o produto abandonado (mufkar) e o guardado (shamur) para efeito de continuar comendo em casa; a regra dos tefichin e das árvores de dupla frutificação; e o limite quanto às uvas de inverno

Come-se (do que está guardado em casa) sobre o abandonado (desde que a mesma espécie ainda seja encontrada em local sem dono no campo), mas não sobre o guardado (mesmo que ainda haja daquela espécie em local privado e cuidado, isso não basta para continuar comendo o que está em casa). Rabi Yosei permite mesmo sobre o guardado. Come-se sobre os tefichin (grãos duros que sobrevivem muito tempo na terra sem terem sido semeados) e sobre a árvore de segunda frutificação (uma árvore que produz frutos duas vezes ao ano — enquanto a segunda safra ainda está no campo, pode-se comer da primeira, guardada em casa), mas não sobre as uvas de inverno (um tipo de uva tardia; não servem de base para continuar comendo as uvas comuns guardadas em casa). Rabi Yehudá permite, contanto que tenham começado a amadurecer antes que se acabasse o verão (do próprio ano sabático).

אוֹכְלִין עַל הַמֻּפְקָר, אֲבָל לֹא עַל הַשָּׁמוּר. רַבִּי יוֹסֵי מַתִּיר אַף עַל הַשָּׁמוּר. אוֹכְלִין עַל הַטְּפִיחִין וְעַל הַדּוּפְרָא, אֲבָל לֹא עַל הַסִּתְוָנִיּוֹת. רַבִּי יְהוּדָה מַתִּיר כָּל זְמַן שֶׁבִּכְּרוּ עַד שֶׁלֹּא יִכְלֶה הַקָּיִץ:
Mishná 5"Quem conserva três conservas num só jarro"
A disputa tannaítica sobre conservas mistas de três legumes num só jarro para efeito de biur — se o biur de um afeta os demais pela mistura de sabores — decidida por Rabban Gamliel; a regra de Rabi Shimon de que todo legume é uma categoria única; e o limite prático da beldroega pelo Vale de Bet Netofá

Quem conserva três conservas (três tipos de legumes em salmoura ou vinagre) num só jarroRabi Eliezer diz: come-se sobre o primeiro (desde que o primeiro tipo ainda exista no campo, pode-se comer de todo o conteúdo do jarro, mesmo que os outros dois já tenham cessado). Rabi Yehoshua diz: mesmo sobre o último (enquanto qualquer um dos três tipos ainda existir no campo, come-se de todo o jarro). Rabban Gamliel diz: tudo cuja espécie se acaba do campo, remova-se sua espécie do jarro (cada tipo é removido individualmente conforme cessa no campo, sem afetar os demais), e a halachá é conforme suas palavras. Rabi Shimon diz: todo legume é uma única categoria para o biur (o biur de qualquer legume só se aplica quando todos os legumes, sem distinção de espécie, tiverem cessado no campo). Come-se a beldroega até que se acabem as beldroegas silvestres do Vale de Bet Netofá (uma região particularmente úmida, onde essa erva persiste mais tempo — servindo de referência para toda a Terra de Israel).

הַכּוֹבֵשׁ שְׁלֹשָׁה כְבָשִׁים בְּחָבִית אַחַת, רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר, אוֹכְלִין עַל הָרִאשׁוֹן. רַבִּי יְהוֹשֻׁעַ אוֹמֵר, אַף עַל הָאַחֲרוֹן. רַבָּן גַּמְלִיאֵל אוֹמֵר, כָּל שֶׁכָּלָה מִינוֹ מִן הַשָּׂדֶה, יְבַעֵר מִינוֹ מִן הֶחָבִית, וַהֲלָכָה כִדְבָרָיו. רַבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר, כָּל יָרָק, אֶחָד לַבִּעוּר. אוֹכְלִין בָּרְגִילָה עַד שֶׁיִּכְלוּ סִגָּרִיּוֹת מִבִּקְעַת בֵּית נְטוֹפָה:
Mishná 6"Quem colhe ervas úmidas"
Os limites de tempo para comer ervas colhidas úmidas ou secas, e folhas de cana e de vinha, até a queda da segunda chuva do outono — marco que substitui, para essas espécies, o critério de "cessar no campo"; e a opinião unificadora de Rabi Akiva

Quem colhe ervas úmidas (e as traz para casa)até que sequem as doces (as ervas ainda úmidas e doces que restam no campo; quando estas secam, cessa o critério de "cessar no campo" tradicional, e passa a vigorar outro limite). E quem varre (colhe restos) do secoaté que caia a segunda chuva (רְבִיעָה שְׁנִיָּה — a segunda grande chuva do outono, marco que encerra definitivamente a temporada de ervas). Folhas de canas e folhas de videirasaté que caiam de seus troncos (enquanto ainda presas ao caule, mesmo murchas, continuam permitidas). E quem varre do secoaté que caia a segunda chuva (repetição que introduz o caso de folhas já secas e caídas, recolhidas do chão). Rabi Akiva diz: em todos esses casos (ervas e folhas, úmidas ou secas)até que caia a segunda chuva (um único critério unificado para todos os casos da mishná).

הַמְלַקֵּט עֲשָׂבִים לַחִים, עַד שֶׁיִּיבַשׁ הַמָּתוֹק. וְהַמְגַבֵּב בַּיָּבֵשׁ, עַד שֶׁתֵּרֵד רְבִיעָה שְׁנִיָּה. עֲלֵי קָנִים וַעֲלֵי גְפָנִים, עַד שֶׁיִּשְּׁרוּ מֵאֲבִיהֶן. וְהַמְגַבֵּב בַּיָּבֵשׁ, עַד שֶׁתֵּרֵד רְבִיעָה שְׁנִיָּה. רַבִּי עֲקִיבָא אוֹמֵר, בְּכֻלָּן עַד שֶׁתֵּרֵד רְבִיעָה שְׁנִיָּה:
Mishná 7"Semelhante a isto: quem aluga uma casa a seu amigo"
A segunda chuva do outono, marco já estabelecido para o biur de ervas na mishná anterior, revela-se como marco jurídico geral: para contratos de aluguel "até as chuvas", para votos de proibição de benefício, para o direito dos pobres de entrar nos pomares, e para o início do uso da palha e do restolho de shevi'it como combustível

Semelhante a isto (paralelo ao critério da segunda chuva estabelecido na mishná anterior): quem aluga uma casa a seu amigo até as chuvas (um contrato de aluguel que termina "até as chuvas", sem especificar qual)é até que caia a segunda chuva. Quem faz voto de proibir-se do benefício de seu amigo até as chuvasé até que caia a segunda chuva. Até quando os pobres podem entrar nos pomares (para colher o que lhes cabe por direito, mesmo fora do ano sabático)? Até que caia a segunda chuva. A partir de quando é permitido desfrutar e queimar a palha e o restolho de shevi'it (sem violar a proibição de desperdiçar frutos com santidade de shevi'it)? A partir de quando cai a segunda chuva (pois só então a palha e o restolho deixam de ser considerados alimento potencial de animal, podendo ser usados livremente como combustível).

כַּיּוֹצֵא בוֹ, הַמַּשְׂכִּיר בַּיִת לַחֲבֵרוֹ עַד הַגְּשָׁמִים, עַד שֶׁתֵּרֵד רְבִיעָה שְׁנִיָּה. הַמֻּדַּר הֲנָאָה מֵחֲבֵרוֹ עַד הַגְּשָׁמִים, עַד שֶׁתֵּרֵד רְבִיעָה שְׁנִיָּה. עַד אֵימָתַי עֲנִיִּים נִכְנָסִים לַפַּרְדֵּסוֹת, עַד שֶׁתֵּרֵד רְבִיעָה שְׁנִיָּה. מֵאֵימָתַי נֶהֱנִין וְשׂוֹרְפִין בַּתֶּבֶן וּבַקַּשׁ שֶׁל שְׁבִיעִית, מִשֶׁתֵּרֵד רְבִיעָה שְׁנִיָּה:
Mishná 8"Quem tinha frutos de shevi'it e chegou a hora do biur"
O procedimento prático do biur — distribuir alimento de três refeições a cada pessoa — e a disputa sobre quem pode continuar comendo depois desse ato: apenas os pobres, segundo Rabi Yehudá, ou pobres e ricos igualmente, segundo Rabi Yosei, cuja opinião é a halachá

Quem tinha frutos de shevi'it (guardados em casa) e chegou a hora do biur (o momento em que a espécie cessa no campo, conforme os critérios das mishnayot anteriores)distribui alimento de três refeições a cada pessoa (o procedimento prático do biur: em vez de simplesmente destruir o produto, o dono o reparte publicamente, dando a cada pessoa que se aproxima uma porção equivalente a três refeições, esgotando assim sua posse exclusiva sobre ele). E os pobres comem depois do biur (mesmo após o ato de distribuição, os pobres continuam autorizados a consumir o que ainda resta em circulação), mas não os ricos — palavras de Rabi Yehudá. Rabi Yosei diz: tanto os pobres quanto os ricos comem depois do biur (sem distinção de classe social, uma vez realizado o biur).

מִי שֶׁהָיוּ לוֹ פֵּרוֹת שְׁבִיעִית וְהִגִּיעַ שְׁעַת הַבִּעוּר, מְחַלֵּק מְזוֹן שָׁלֹשׁ סְעֻדּוֹת לְכָל אֶחָד וְאֶחָד. וַעֲנִיִּים אוֹכְלִין אַחַר הַבִּעוּר, אֲבָל לֹא עֲשִׁירִים, דִּבְרֵי רַבִּי יְהוּדָה. רַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר, אֶחָד עֲנִיִּים וְאֶחָד עֲשִׁירִים אוֹכְלִין אַחַר הַבִּעוּר:
Mishná 9"Quem tinha frutos de shevi'it que lhe couberam em herança"
Encerra-se o Perek Tet com a disputa sobre frutos de shevi'it recebidos por herança ou presente — se devem ser dados a quem os comerá em conjunto, ou vendidos com o dinheiro repartido para que ninguém lucre com a transgressão de quem os guardou indevidamente — e a grave advertência sobre a massa de shevi'it e a separação da chalá

Quem tinha frutos de shevi'it que lhe couberam em herança (de um parente falecido) ou que lhe foram dados de presente (por outra pessoa, sabidamente já guardados de modo indevido, contrário à santidade de shevi'it)Rabi Eliezer diz: sejam dados a quem os come (deve entregá-los a outros para consumirem, em vez de comê-los sozinho, para não parecer que se beneficia pessoalmente do favor recebido). Mas os sábios dizem: o transgressor não deve lucrar (pois quem guardou os frutos indevidamente já cometeu uma falta, e não é justo que continue a se beneficiar comercialmente deles); antes, sejam vendidos a quem os come, e seu dinheiro seja repartido para todas as pessoas (o valor obtido com a venda é distribuído amplamente, e não fica com quem os herdou ou recebeu). Quem come da massa de shevi'it antes que se separe dela a chalá (a porção destinada ao sacerdote, obrigatória mesmo em produtos de shevi'it, apesar de isentos de outros dízimos)é culpado de morte (pena celestial, por transgredir uma obrigação da Torá que permanece válida mesmo sobre frutos de shevi'it).

מִי שֶׁהָיוּ לוֹ פֵּרוֹת שְׁבִיעִית שֶׁנָּפְלוּ לוֹ בִירֻשָּׁה אוֹ שֶׁנִּתְּנוּ לוֹ בְּמַתָּנָה, רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר, יִנָּתְנוּ לְאוֹכְלֵיהֶן. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים, אֵין הַחוֹטֵא נִשְׂכָּר, אֶלָּא יִמָּכְרוּ לְאוֹכְלֵיהֶן, וּדְמֵיהֶם יִתְחַלְּקוּ לְכָל אָדָם. הָאוֹכֵל מֵעִסַּת שְׁבִיעִית עַד שֶׁלֹּא הוּרְמָה חַלָּתָהּ, חַיָּב מִיתָה: