Talmud Bavli · Massechet Shabat · Perek Chet (Hamotzi Yayin)
נְיָיר מָחוּק

Nova Mishná: papel apagado, couro, duchsustos, pergaminho, tinta, kachol, cola, piche, cera, argila, farelo e cal; a Guemará sobre corda, junco, fibras e gordura; a medida do papel para o recibo de imposto; e a disputa paralela sobre o documento de dívida pago

Shabbat 78b — a folha abre com uma nova Mishná (não continuação de 78a), que prossegue a lista de medidas mínimas de responsabilidade: papel apagado, couro, duchsustos, pergaminho e tinta; depois kachol, cola, piche e enxofre, cera, argila (com a posição de Rabi Yehuda sobre o pitput), farelo e cal (com as posições de Rabi Yehuda sobre o kilkul e de Rabi Nechemia sobre o undefei). A Guemará então questiona por que a corda não é responsável também pela medida de um laço de peneira, respondendo que ela corta o utensílio; traz uma baraita sobre as fibras de palmeira, a fibra siv (segundo Acherim), a gordura (com a medida contraditória de sela ou figo seco, harmonizada) e os fiapos de lã. Segue-se a medida do papel para o recibo de imposto, com a disputa entre Rav Sheshet e Rava sobre o que significam "duas letras", e uma objeção que se resolve bem para Rav Sheshet mas permanece sem resposta ("kashya") para Rava. Uma baraita trata de quem transporta o próprio recibo de imposto antes e depois de mostrá-lo ao cobrador, com a disputa entre Rabi Yehuda e os sábios, e três respostas sucessivas de Abaye, Rava e Rav Ashi sobre a diferença prática entre eles. Uma baraita paralela trata do documento de dívida antes e depois de pago, com a mesma disputa entre Rabi Yehuda e os sábios; Rav Yosef propõe que a diferença esteja na proibição de manter um documento já pago, mas Abaye responde que todos concordam com essa proibição, e que a disputa real é sobre se o devedor que reconhece ter escrito o documento precisa ratificá-lo em juízo. A folha se encerra com uma pergunta aberta — o que significam exatamente "antes de pagá-lo" e "depois de pagá-lo"? —, respondida apenas no início de 79a.

A folha abre sem qualquer continuação de frase cortada: 78a havia se encerrado com a Mishná completa sobre corda, junco e papel para o recibo de imposto, e 78b começa com uma Mishná inteiramente nova (a terceira deste perek), que prossegue a mesma lista de materiais e suas medidas mínimas de responsabilidade no Shabat. Papel apagado — já não serve para escrever, por isso sua medida é grande: o suficiente para envolver a boca de um pequeno frasco de perfume. Couro — o suficiente para fazer um amuleto. Duchsustos (uma camada do couro) — o suficiente para escrever uma mezuzá. Pergaminho — o suficiente para escrever a porção mais curta dos tefilin, a de "Shemá Yisrael". Tinta — o suficiente para escrever duas letras. Kachol (colírio escuro) — o suficiente para pintar um olho. Cola — o suficiente para colocar na ponta de um shafshaf. Piche e enxofre — o suficiente para fazer um pequeno orifício selado num utensílio que guarda mercúrio. Cera — o suficiente para tapar a boca de um pequeno orifício. Argila — o suficiente para fazer a boca de um forno de ourives de ouro, ou, segundo Rabi Yehuda, um pequeno pé de apoio (pitput) para o forno. Farelo — o suficiente para colocar na boca do mesmo forno, onde falta carvão. Cal — o suficiente para depilar a menor das meninas, ou, segundo Rabi Yehuda, para alisar o pelo sobre a têmpora (kilkul), ou, segundo Rabi Nechemia, para remover os pelos finos da têmpora (undefei). Encerrada a Mishná, a Guemará questiona por que a própria corda, já discutida na Mishná anterior, não é responsável também pela medida de um laço para pendurar a peneira e o crivo, como o junco; responde que, por ser dura, a corda corta e danifica o utensílio, e por isso ninguém faz esse uso dela. Segue uma baraita: fibras de palmeira, o suficiente para uma alça de cesto de junco egípcio; a fibra siv, segundo Acherim, o suficiente para colocar na boca de um pequeno funil, para filtrar o vinho; gordura, o suficiente para untar debaixo de um pequeno bolo esponjoso, medida de uma sela — uma medida aparentemente contraditória com a de um figo seco, ensinada em outra baraita, mas ambas são reconhecidas como uma única medida; e fiapos de lã, o suficiente para fazer uma bola pequena, do tamanho de uma noz. A Guemará retorna então ao papel da Mishná anterior, medido pelo suficiente para escrever um recibo de imposto: uma Tosefta ensina que essa medida é de duas letras "de recibo de imposto" — maiores que as letras comuns —, o que parece contradizer a regra geral de que papel liso se mede por duas letras comuns; Rav Sheshet resolve identificando as "duas letras" da Tosefta com as letras maiores do recibo de imposto, e Rava propõe alternativamente que sejam duas letras comuns mais o espaço para segurar o papel, que equivale à medida do recibo. Uma objeção é levantada a partir de outra baraita, sobre papel apagado ou documento de dívida pago, cuja medida de responsabilidade é o espaço em branco suficiente para duas letras, ou o papel inteiro suficiente para envolver um frasco de perfume — o que se ajusta bem à posição de Rav Sheshet, mas é difícil para Rava, pois, nesse caso, não seria necessário nenhum espaço adicional para segurar o papel (podendo-se segurá-lo pela parte apagada ou pelo próprio texto do documento); a dificuldade permanece sem resposta. Uma baraita trata então de quem transporta um recibo de imposto no Shabat: antes de mostrá-lo ao cobrador, é responsável; depois de mostrá-lo, é isento, segundo os sábios — mas Rabi Yehuda o considera responsável mesmo depois, pois ainda pode precisar dele. Três amoraim propõem, cada um, uma diferença prática distinta entre as duas posições: Abaye, o caso dos corredores do cobrador, que verificam depois se o imposto foi realmente pago; Rava, o caso de um cobrador maior e outro menor, ao qual talvez seja preciso mostrar o recibo de novo; Rav Ashi, o caso de um único cobrador, ao qual convém mostrar o recibo para provar, no futuro, que se é homem de confiança. Uma baraita paralela trata de quem transporta um documento de dívida: antes de pagá-la, é responsável; depois de pagá-la, é isento, segundo os sábios — mas Rabi Yehuda o considera responsável mesmo depois. A pergunta pela diferença prática entre as posições recebe, primeiro, a resposta de Rav Yosef: ela está em se é proibido, ou permitido, manter em posse um documento já pago; mas Abaye rejeita essa resposta, afirmando que todos concordam ser proibido manter tal documento, e que a disputa real está em saber se, quando o devedor reconhece ter escrito o documento, o credor ainda precisa ratificá-lo em juízo para poder cobrá-lo — o primeiro tanaíta exige a ratificação, e Rabi Yehuda a dispensa. A folha se encerra com uma pergunta que permanece em aberto: o que significam exatamente, então, "antes de pagá-lo" e "depois de pagá-lo"? A resposta só vem no início de 79a: "até que o devedor diga 'paguei' e 'não paguei'".

Nota — início de folha, não continuação

78a se encerrara com a Mishná completa sobre transportar corda, junco (com a posição de Rabi Yehuda sobre a medida de sapato de criança) e papel para o recibo de imposto — uma frase inteiramente fechada, sem corte. Verificado o texto de Sefaria, confirma-se que 78b não retoma nenhuma frase interrompida: abre com uma Mishná inteiramente nova, a terceira deste perek, que continua a mesma lista de materiais domésticos e suas medidas mínimas de responsabilidade no Shabat.

A Mishná: papel apagado, couro, duchsustos, pergaminho, tinta, kachol, cola, piche, cera, argila, farelo e cal · נְיָיר מָחוּק, עוֹר, קְלָף, כְּחוֹל, סִיד

01Mishná: papel apagado (para envolver um frasco), couro (amuleto), duchsustos (mezuzá), pergaminho (Shemá Yisrael) e tinta (duas letras); kachol, cola, piche e enxofre, cera, argila (ou pitput, segundo Rabi Yehuda), farelo e cal (ou kilkul, segundo Rabi Yehuda; ou undefei, segundo Rabi Nechemia)
Mishná
נְיָיר מָחוּק — כְּדֵי לִכְרוֹךְ עַל צְלוֹחִית קְטַנָּה שֶׁל פִּלְיָיטוֹן. עוֹר — כְּדֵי לַעֲשׂוֹת קָמֵיעַ. דּוּכְסוּסְטוֹס — כְּדֵי לִכְתּוֹב מְזוּזָה. קְלָף — כְּדֵי לִכְתּוֹב עָלָיו פָּרָשָׁה קְטַנָּה שֶׁבַּתְּפִילִּין, שֶׁהִיא ״שְׁמַע יִשְׂרָאֵל״. דְּיוֹ — כְּדֵי לִכְתּוֹב שְׁתֵּי אוֹתִיּוֹת.

Papel apagado — o suficiente para envolver a boca de um frasco pequeno de perfume. Couro — o suficiente para fazer um amuleto. Duchsustos (uma camada do couro) — o suficiente para escrever uma mezuzá. Pergaminho — o suficiente para escrever nele a pequena porção que está nos tefilin, que é "Shemá Yisrael". Tinta — o suficiente para escrever duas letras.

כְּחוֹל — כְּדֵי לִכְחוֹל עַיִן אַחַת. דֶּבֶק — כְּדֵי לִיתֵּן בְּרֹאשׁ הַשַּׁפְשָׁף. זֶפֶת וְגׇפְרִית — כְּדֵי לַעֲשׂוֹת נֶקֶב. שַׁעֲוָה — כְּדֵי לִיתֵּן עַל פִּי נֶקֶב קָטָן. חַרְסִית — כְּדֵי לַעֲשׂוֹת פִּי כוּר שֶׁל צוֹרְפֵי זָהָב. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר: כְּדֵי לַעֲשׂוֹת פִּיטְפּוּט. סוּבִּין — כְּדֵי לִיתֵּן עַל פִּי כוּר שֶׁל צוֹרְפֵי זָהָב. סִיד — כְּדֵי לָסוּד קְטַנָּה שֶׁבַּבָּנוֹת. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר: כְּדֵי לַעֲשׂוֹת כִּלְכּוּל. רַבִּי נְחֶמְיָה אוֹמֵר: כְּדֵי לָסוּד אוּנְדִּפֵי.

Kachol — o suficiente para pintar um olho. Cola — o suficiente para colocar na ponta do shafshaf. Piche e enxofre — o suficiente para fazer um orifício selado num utensílio que guarda mercúrio. Cera — o suficiente para colocar sobre a boca de um pequeno orifício. Argila — o suficiente para fazer a boca de um forno de ourives de ouro. Rabi Yehuda diz: o suficiente para fazer um pitput (pequeno pé de apoio para o forno). Farelo — o suficiente para colocar na boca de um forno de ourives de ouro. Cal — o suficiente para depilar a menor das meninas. Rabi Yehuda diz: o suficiente para fazer um kilkul. Rabi Nechemia diz: o suficiente para depilar o undefei.

Nota

A Mishná prossegue a lista iniciada na Mishná anterior (encerrada em 78a com corda, junco e papel para o recibo de imposto), agora com materiais ligados à escrita e a usos domésticos diversos. Papel apagado precisa de uma medida grande, pois já não serve para escrever, apenas para embrulhar. Couro, duchsustos, pergaminho e tinta seguem seus usos religiosos específicos (amuleto, mezuzá, tefilin). Depois vêm o kachol para colírio, a cola para o shafshaf (explicado na Guemará), o piche e enxofre e a cera para selar orifícios, a argila e o farelo para o forno de ourives (com a alternativa de Rabi Yehuda sobre o pitput, um pequeno apoio para o forno), e a cal para depilação, com as alternativas de Rabi Yehuda (o kilkul, ligado ao cabelo da têmpora) e de Rabi Nechemia (o undefei, a remoção de pelos finos da têmpora).

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "nyair machuk", "klaf kedei lichtov parasha ketana" e "dyo lichtov shtei otiyot"
נייר מחוק - שוב אינו ראוי לכתוב לפיכך צריך שיעור גדול לכרוך ע"פ צלוחית: קלף כדי לכתוב פרשה קטנה - דאיידי דדמיו יקרים לא עבדי מיניה קשרי מוכסין אלא תפילין ומזוזות ולא מיחייב בשיעורא זוטא: דיו לכתוב שתי אותיות - לרושם על שתי חוליות של כלי או על קרשים לזווגן:

"'Papel apagado'" — já não serve mais para escrever, por isso precisa de uma medida grande, para envolver a boca de um frasco. "'Pergaminho, o suficiente para escrever a pequena porção'" — pois, já que seu preço é caro, não se fazem dele recibos de imposto, mas apenas tefilin e mezuzot, e não se é responsável por uma medida pequena. "'Tinta, o suficiente para escrever duas letras'" — para marcar em duas peças de um utensílio, ou em tábuas, para uni-las.

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "kedei lichchol ayin achat", "devek", "kedei litein berosh hashafshaf", "kedei laasot nekev katan", "charsit", "laasot pi chur", "pitput", "subin" e "lasud ketana shebabanot"
כדי לכחול עין אחת - לקמן פריך עין אחת הא לא כחלי: דבק - גליד: כדי ליתן בראש השפשף - בגמרא מפרש לה: כדי לעשות נקב קטן - כלי שנותנין בו כסף חי סותם פיו בזפת או בגפרית ונוקב בתוך הסתימה נקב דק להוציא בו: חרסית - לבינה כתושה: לעשות פי כור - שהמפוח נכנס בו: פטפוט - רגל למקום מושב הכור שהיו מושיבין על כן העשוי לכך כגון טרפייד לשפות הקדירה: סובין כדי ליתן ע"פ כור של צורפי זהב - במקום שאין פחמין צורפין זהב באש של סובין: לסוד קטנה שבבנות - טופלות סיד להשיר את השיער:

"'O suficiente para pintar um olho'" — mais adiante a Guemará questiona: um olho? Mas não se pinta apenas um olho! "'Cola'" — substância que endurece. "'O suficiente para colocar na ponta do shafshaf'" — a Guemará explica isso adiante. "'O suficiente para fazer um pequeno orifício'" — refere-se a um utensílio em que se coloca mercúrio; tapa-se sua boca com piche ou enxofre, e faz-se, dentro da vedação, um orifício fino, para o mercúrio sair por ele. "'Argila'" — tijolo triturado. "'Para fazer a boca de um forno'" — por onde entra o fole. "'Pitput'" — um pé de apoio para o lugar onde se assenta o forno, que se colocava sobre uma base feita para isso, como um tripé para sustentar a panela. "'Farelo, o suficiente para colocar na boca de um forno de ourives de ouro'" — no lugar onde não há carvão, refinam o ouro com fogo de farelo. "'Para depilar a menor das meninas'" — aplicam cal para remover o pelo.

A Guemará sobre corda, fibras, siv e gordura · חֶבֶל, הוּצִין, סִיב, רְבָב

02Por que a corda não conta também para o laço da peneira? Fibras de palmeira, a fibra siv, a gordura e os fiapos de lã
A Guemará; Acherim
גְּמָ׳ חֶבֶל נָמֵי לִיחַיֵּיב כְּדֵי לַעֲשׂוֹת תְּלַאי לַנָּפָה וְלַכְּבָרָה! כֵּיוָן דְּחָרֵיק בְּמָנָא לָא עָבְדִי אִינָשֵׁי. תָּנוּ רַבָּנַן: הוּצִין כְּדֵי לַעֲשׂוֹת אוֹזֶן לְסַל כְּפִיפָה מִצְרִית. סִיב — אֲחֵרִים אוֹמְרִים: כְּדֵי לִיתֵּן עַל פִּי מַשְׁפֵּךְ קָטָן לְסַנֵּן אֶת הַיַּיִן. רְבָב — כְּדֵי לָסוּךְ תַּחַת אֶסְפּוֹגִית קְטַנָּה. וְכַמָּה שִׁיעוּרָהּ? — כְּסֶלַע. וְהָתַנְיָא כִּגְרוֹגֶרֶת! אִידֵּי וְאִידֵּי חַד שִׁיעוּרָא הוּא. מוֹכִין כְּדֵי לַעֲשׂוֹת כַּדּוּר קְטַנָּה, וְכַמָּה שִׁיעוּרוֹ? — כֶּאֱגוֹז.

GUEMARÁ. Corda também deveria ser responsável pelo suficiente para fazer um laço para a peneira e para o crivo! Já que a corda corta ao roçar no utensílio, as pessoas não fazem esse uso dela. Ensinaram os sábios: fibras de palmeira — o suficiente para fazer uma alça para um cesto de junco egípcio. Siv (a fibra ao redor da palmeira) — Acherim dizem: o suficiente para colocar na boca de um funil pequeno, para filtrar o vinho. Gordura — o suficiente para untar debaixo de um pequeno bolo esponjoso. E qual é sua medida? Como uma sela. Mas não foi ensinado: como um figo seco! Esta medida e aquela medida são uma única medida. Fiapos de lã — o suficiente para fazer uma bola pequena; e qual é sua medida? Como uma noz.

Nota

A Guemará questiona a Mishná anterior (encerrada em 78a): se a corda serve tão bem para amarrar quanto o junco, por que sua medida não conta também para fazer o laço de uma peneira ou crivo? A resposta é técnica: por ser dura, a corda corta e danifica o utensílio ao qual é amarrada, de modo que ninguém a usa para esse fim — daí a corda ter apenas a medida da alça de cesto. Uma baraita então acrescenta materiais afins: as fibras de palmeira para a alça de um cesto egípcio, a fibra siv (segundo Acherim) para filtrar vinho, a gordura para untar um bolo esponjoso — cuja medida, dada ora como uma sela ora como um figo seco, é harmonizada como uma única medida —, e os fiapos de lã para fazer uma bola pequena.

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "chevel nami lichayev", "dacharik", "hutzin", "kefifa mitzrit", "siv", "al pi mashpech", "lesanen et hayayin", "revav", "aspogin", "vechama shiura" e "kadur"
גמ' חבל נמי ליחייב - בשיעורא זוטא: דחזי נמי לתלאי דנפה וכברה: דחריק - כעין חרקי מתוך שהוא קשה פוגם את העץ: הוצא - של לולבי דקל: כפיפה מצרית - סל העשוי מצורי דקל: סיב - ודילי"ת שגדל סביב הדקל כעין מלבוש ונכרך סביבותיו ועולה: על פי משפך - אונטודיי"ר: לסנן את היין - שמעכב הפסולת והקמחים מליכנס לפי הכלי: רבב - שומן או שמן: אספוגין - רקיק שנותנין בתנור וטחין תחתיו אליה: וכמה שיעורא - של איספוגין: כדור - פלוט"א:

GUEMARÁ. "'Corda também deveria ser responsável'" — por uma medida pequena, pois a corda também serve para fazer um laço de peneira e crivo. "'Corta ao roçar'" — como um entalhe; visto que a corda é dura, danifica a madeira. "'Fibras de palmeira'" — dos ramos (lulavim) da palmeira. "'Cesto de junco egípcio'" — cesto feito de ramos trançados de palmeira. "'Siv'" — em francês antigo, vodile, fibra que cresce ao redor da palmeira como uma espécie de vestimenta, e se enrola ao seu redor, subindo. "'Na boca de um funil'" — em francês antigo, entonedoir. "'Para filtrar o vinho'" — pois a fibra retém os resíduos e as partículas, impedindo-os de entrar na boca do utensílio. "'Gordura'" — sebo ou óleo. "'Bolo esponjoso'" — um pão fino que se coloca no forno, untando-se por baixo com gordura. "'E qual é sua medida?'" — a medida do bolo esponjoso. "'Bola'" — em francês antigo, pelote.

A medida do papel para o recibo de imposto · נְיָיר, קֶשֶׁר מוֹכְסִין

03"Duas letras": Rav Sheshet diz que são letras do recibo de imposto; Rava, duas letras comuns mais espaço para segurar
A Guemará; Rav Sheshet; Rava
נְיָיר — כְּדֵי לִכְתּוֹב עָלָיו קֶשֶׁר מוֹכְסִין. תָּנָא: כַּמָּה קֶשֶׁר מוֹכְסִין? שְׁתֵּי אוֹתִיּוֹת שֶׁל קֶשֶׁר מוֹכְסִין. וּרְמִינְהוּ: הַמּוֹצִיא נְיָיר חָלָק, אִם יֵשׁ בּוֹ כְּדֵי לִכְתּוֹב שְׁתֵּי אוֹתִיּוֹת — חַיָּיב, וְאִם לָאו — פָּטוּר. אָמַר רַב שֵׁשֶׁת: מַאי שְׁתֵּי אוֹתִיּוֹת? שְׁתֵּי אוֹתִיּוֹת שֶׁל קֶשֶׁר מוֹכְסִין. רָבָא אָמַר: שְׁתֵּי אוֹתִיּוֹת דִּידַן וּבֵית אֲחִיזָה, דְּהַיְינוּ קֶשֶׁר מוֹכְסִין.

Papel — o suficiente para escrever nele um recibo de imposto. Foi ensinado: quanto mede um recibo de imposto? Duas letras de recibo de imposto. E colocaram em contradição: quem transporta papel liso — se há nele o suficiente para escrever duas letras, é responsável; e se não, é isento. Disse Rav Sheshet: o que significam "duas letras"? Duas letras de recibo de imposto. Rava disse: duas letras comuns, das nossas, mais espaço para segurar — o que equivale à medida do recibo de imposto.

Nota

A Guemará retoma o papel da Mishná anterior a esta (encerrada em 78a), medido pelo suficiente para escrever um recibo de imposto. Uma Tosefta ensina que essa medida é de "duas letras de recibo de imposto" — letras maiores que as comuns —, o que parece contradizer a regra geral de que papel liso se mede por "duas letras". Rav Sheshet resolve identificando as "duas letras" da Tosefta com as letras maiores, próprias do recibo de imposto; Rava propõe, alternativamente, que sejam duas letras comuns mais o espaço necessário para segurar o papel com a mão, que juntos equivalem à medida do recibo de imposto.

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "shtei otiyot", "nyair chalak" e "kesher shel mochsin"
שתי אותיות - קס"ד שתי אותיות דידן דזוטרן: נייר חלק - שלא נכתב בו מעולם: קשר של מוכסין - לא בעי גליון לבית אחיזה שאוחזו כולו בכפו פשוט ורואה:

"'Duas letras'" — a suposição inicial é a de que se trata de duas letras nossas, comuns, que são pequenas. "'Papel liso'" — que nunca foi escrito. "'Recibo de imposto'" — não precisa de margem em branco para segurá-lo, pois o dono o segura todo na palma da mão, estendido, e o cobrador apenas o vê.

04Objeção do papel apagado e do documento pago: ajusta-se bem a Rav Sheshet, mas fica sem resposta para Rava
A Guemará
מֵיתִיבִי: הַמּוֹצִיא נְיָיר מָחוּק וּשְׁטָר פָּרוּעַ, אִם יֵשׁ בַּלּוֹבֶן שֶׁלּוֹ כְּדֵי לִכְתּוֹב שְׁתֵּי אוֹתִיּוֹת, אוֹ בְּכוּלּוֹ כְּדֵי לִכְרוֹךְ עַל פִּי צְלוֹחִית קְטַנָּה שֶׁל פִּלְיָיטוֹן — חַיָּיב, וְאִם לָאו — פָּטוּר. בִּשְׁלָמָא לְרַב שֵׁשֶׁת דְּאָמַר מַאי ״שְׁתֵּי אוֹתִיּוֹת״, שְׁתֵּי אוֹתִיּוֹת שֶׁל קֶשֶׁר מוֹכְסִין — שַׁפִּיר. אֶלָּא לְרָבָא דְּאָמַר שְׁתֵּי אוֹתִיּוֹת דִּידַן וּבֵית אֲחִיזָה, דְּהַיְינוּ קֶשֶׁר מוֹכְסִין — הָכָא בֵּית אֲחִיזָה לָא צְרִיךְ! קַשְׁיָא.

Levantaram uma objeção: quem transporta papel apagado ou documento de dívida pago — se há em seu espaço branco o suficiente para escrever duas letras, ou em todo ele o suficiente para envolver a boca de um frasco pequeno de perfume, é responsável; e se não, é isento. Está bem, segundo Rav Sheshet, que disse: o que significam "duas letras"? Duas letras de recibo de imposto — isso se ajusta bem. Mas, segundo Rava, que disse: duas letras comuns, das nossas, mais espaço para segurar, o que equivale ao recibo de imposto — aqui, o espaço para segurar não é necessário (pois pode-se segurar pela parte apagada, ou pelo próprio texto do documento)! É uma dificuldade sem resposta.

Nota

Uma baraita paralela, sobre papel apagado ou documento de dívida já pago, mede a responsabilidade pelo espaço em branco suficiente para duas letras, ou pelo papel inteiro suficiente para envolver um frasco de perfume. Essa medida se ajusta perfeitamente à posição de Rav Sheshet (duas letras maiores, de recibo de imposto), mas é difícil para Rava: se sua explicação exige duas letras comuns mais espaço extra para segurar o papel, aqui esse espaço extra seria desnecessário, pois pode-se segurar o papel apagado pela própria parte apagada, ou o documento pago pelo próprio texto escrito. A Guemará admite a dificuldade sem resolvê-la.

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "balaven" e "hacha beit achiza lo tzarich"
בלובן - גליון: הכא בית אחיזה לא צריך - שיכול לאוחזו במקום המחק והשטר במקום הכתב:

"'Em seu espaço branco'" — a margem sem escrita. "'Aqui o espaço para segurar não é necessário'" — pois pode-se segurá-lo pelo lugar apagado, e o documento, pelo lugar onde há o texto.

05Baraita: quem transporta o recibo de imposto antes e depois de mostrá-lo ao cobrador; três respostas — Abaye, Rava e Rav Ashi
Baraita; Rabi Yehuda; Abaye; Rava; Rav Ashi
תָּנוּ רַבָּנַן: הַמּוֹצִיא קֶשֶׁר מוֹכְסִין, עַד שֶׁלֹּא הֶרְאָהוּ לַמּוֹכֵס — חַיָּיב. מִשֶּׁהֶרְאָהוּ לַמּוֹכֵס — פָּטוּר. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר: אַף מִשֶּׁהֶרְאָהוּ לַמּוֹכֵס חַיָּיב מִפְּנֵי שֶׁצָּרִיךְ לוֹ. מַאי בֵּינַיְיהוּ? אָמַר אַבָּיֵי: אִיכָּא בֵּינַיְיהוּ רָהִיטֵי מוֹכְסָא. רָבָא אָמַר: מוֹכֵס גָּדוֹל וּמוֹכֵס קָטָן אִיכָּא בֵּינַיְיהוּ. רַב אָשֵׁי אָמַר: חַד מוֹכֵס אִיכָּא בֵּינַיְיהוּ, מִפְּנֵי שֶׁצָּרִיךְ לוֹ לְהַרְאוֹת לְמוֹכֵס שֵׁנִי, דְּאָמַר לֵיהּ: חֲזִי, גַּבְרָא דְמוֹכֵס אֲנָא.

Ensinaram os sábios: quem transporta um recibo de imposto — antes de mostrá-lo ao cobrador, é responsável; depois de mostrá-lo ao cobrador, é isento. Rabi Yehuda diz: mesmo depois de mostrá-lo ao cobrador, é responsável, porque ainda precisa dele. Qual é a diferença entre eles? Disse Abaye: há entre eles o caso dos corredores do cobrador. Rava disse: há entre eles o caso do cobrador maior e do cobrador menor. Rav Ashi disse: há entre eles, mesmo no caso de um único cobrador, porque o dono do recibo precisa dele para mostrar a um segundo cobrador, pois lhe diz: veja, sou homem de confiança do cobrador.

Nota

Uma baraita trata de quem transporta no Shabat o recibo que comprova o pagamento (ou o perdão) do imposto: antes de mostrá-lo ao cobrador, é responsável, pois ainda o utilizará; depois de mostrá-lo, os sábios o consideram isento, por já não ter valor; Rabi Yehuda o considera responsável mesmo depois, por poder ainda precisar dele. Três amoraim propõem, cada um, uma diferença prática distinta entre as duas posições: Abaye aponta o caso dos corredores do cobrador, que verificam depois se o imposto foi realmente pago; Rava, o caso de um cobrador maior e outro menor, ao qual talvez seja preciso mostrar o recibo de novo; Rav Ashi, o caso de um único cobrador, ao qual convém mostrar o recibo no futuro, para provar que se é homem de confiança do fisco.

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "mishehereahu lamoches", "mai beinayhu", "rahitei mochsa", "moches gadol" e "lemoches sheni"
משהראהו למוכס - ורואה שמחל לו ראש הנהר את המכס שוב אין צריך לו ולא חזי למידי: מאי בינייהו - כלומר במאי פליגי ולמאי קאמר רבי יהודה דצריך לו: רהיטי מוכסא - קוראנ"ש שרצין אחר העוברים להעליל עליהם שלא נתנו המכס וטורח לעוברים לחזור למוכס ומצניע החותם להראות לאלו ולת"ק לא מצנע ליה להכי דכי רהטי בתריה הדר לגבי מוכס: מוכס קטן - פעמים שיש מוכס גדול שטורח לו לעמוד על הגשר כל היום וממנה מוכס קטן וזה מתחלה אינו מראה החותם של מלך אלא לגדול ולרבי יהודה צריך לו שהרי הקטן ימנענו מלעבור ולת"ק אין צריך לו שהגדול מוסר לו סימן דברים ואומר לקטן ועובר: למוכס שני - של מעבר אחר ולא לפוטרו מן המכס אלא להראות שהוא נאמן וחשוב ואינו מבריח עצמו מן המכס כדי שלא יעליל עליו לאחר זמן:

"'Depois de mostrá-lo ao cobrador'" — e o cobrador vê que o chefe encarregado do posto do rio lhe perdoou o imposto; o recibo já não lhe é mais necessário, e não serve para nada. "'Qual é a diferença entre eles?'" — isto é, em que discordam, e por que Rabi Yehuda diz que o dono do recibo ainda precisa dele. "'Corredores do cobrador'" — em francês antigo, coranz, que correm atrás dos que já passaram, para acusá-los de não terem pago o imposto; e é trabalhoso para os que passam voltar ao cobrador; por isso o dono guarda o selo, para mostrá-lo a esses corredores; e, segundo o primeiro tanaíta, ele não o guarda para isso, pois, quando correrem atrás dele, ele volta ao cobrador, e lá se resolve. "'Cobrador menor'" — às vezes há um cobrador maior a quem é trabalhoso ficar de pé na ponte o dia todo, e ele nomeia um cobrador menor; e este viajante, de início, só mostra o selo do rei ao cobrador maior; e, segundo Rabi Yehuda, ele precisa dele, pois o cobrador menor poderá impedi-lo de passar; e, segundo o primeiro tanaíta, não precisa dele, pois o cobrador maior lhe entrega um sinal combinado de palavras, e as diz ao cobrador menor, e o viajante passa. "'A um segundo cobrador'" — de outra passagem; e não para isentá-lo do imposto, mas para mostrar que ele é confiável e importante, e que não foge do imposto, para que esse segundo cobrador não o acuse depois.

A disputa paralela: o documento de dívida antes e depois de pago · שְׁטַר חוֹב, שְׁטָר פָּרוּעַ

06Baraita: o documento de dívida antes e depois de pago; Rav Yosef: a diferença está em se é proibido manter um documento pago
Baraita; Rabi Yehuda; Rav Yosef
תָּנוּ רַבָּנַן: הַמּוֹצִיא שְׁטַר חוֹב, עַד שֶׁלֹּא פְּרָעוֹ — חַיָּיב, מִשֶּׁפְּרָעוֹ — פָּטוּר. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר: אַף מִשֶּׁפְּרָעוֹ — חַיָּיב, מִפְּנֵי שֶׁצָּרִיךְ לוֹ. מַאי בֵּינַיְיהוּ? אָמַר רַב יוֹסֵף: אָסוּר לְשַׁהוֹת שְׁטָר פָּרוּעַ אִיכָּא בֵּינַיְיהוּ. רַבָּנַן סָבְרִי: אָסוּר לְשַׁהוֹת שְׁטָר פָּרוּעַ. וְרַבִּי יְהוּדָה סָבַר: מוּתָּר לְשַׁהוֹת שְׁטָר פָּרוּעַ.

Ensinaram os sábios: quem transporta um documento de dívida — antes de pagá-lo, é responsável; depois de pagá-lo, é isento. Rabi Yehuda diz: mesmo depois de pagá-lo, é responsável, porque ainda precisa dele. Qual é a diferença entre eles? Disse Rav Yosef: há entre eles a questão de se é proibido manter um documento pago. Os sábios entendem: é proibido manter um documento pago. E Rabi Yehuda entende: é permitido manter um documento pago.

Nota

Uma baraita paralela à do recibo de imposto trata do documento de dívida: antes de pago, quem o transporta é responsável; depois de pago, os sábios o isentam, e Rabi Yehuda o mantém responsável, por poder ainda precisar dele. Rav Yosef propõe uma primeira resposta para a diferença prática entre as posições: ela está na própria licitude de manter em posse um documento já pago — os sábios proíbem, considerando-o sem valor algum; Rabi Yehuda permite, e por isso ainda o considera um objeto de transporte responsável.

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "mishepera'o" e "mai beinayhu"
משפרעו - (לוה) פטור לקמיה מפרש להו: מאי בינייהו - כלומר מאי פלוגתייהו ומה טעם נותנין לדבריהם:

"'Depois de pagá-lo'" — o devedor é isento; adiante a Guemará explica essas posições. "'Qual é a diferença entre eles?'" — isto é, qual é sua disputa, e qual é a razão que dão a suas palavras.

07Abaye: todos proíbem manter documento pago; a disputa real é sobre ratificar em juízo o reconhecimento do devedor; a pergunta final fica em aberto
Abaye; o primeiro tanaíta; Rabi Yehuda
אַבָּיֵי אֲמַר: דְּכוּלֵּי עָלְמָא אָסוּר לְשַׁהוֹת שְׁטָר פָּרוּעַ, וְהָכָא בְּמוֹדֶה בִּשְׁטָר שֶׁכְּתָבוֹ שֶׁצָּרִיךְ לְקַיְּימוֹ קָמִיפַּלְגִי: תַּנָּא קַמָּא סָבַר מוֹדֶה בִּשְׁטָר שֶׁכְּתָבוֹ — צָרִיךְ לְקַיְּימוֹ. וְרַבִּי יְהוּדָה סָבַר מוֹדֶה בִּשְׁטָר שֶׁכְּתָבוֹ — אֵין צָרִיךְ לְקַיְּימוֹ. וּמַאי ״עַד שֶׁלֹּא פְּרָעוֹ״ וּ״מִשֶּׁפְּרָעוֹ״?

Abaye disse: para todos os sábios, é proibido manter um documento pago; e aqui, nisto discordam: se, quando o devedor reconhece ter escrito um documento, é necessário ratificá-lo em juízo. O primeiro tanaíta entende: quando o devedor reconhece ter escrito o documento, é necessário ratificá-lo. E Rabi Yehuda entende: quando o devedor reconhece ter escrito o documento, não é necessário ratificá-lo. E o que significam "antes de pagá-lo" e "depois de pagá-lo"?

Nota — a folha se encerra em aberto

Abaye rejeita a resposta de Rav Yosef, afirmando que todos concordam ser proibido manter em posse um documento já pago — não há aí disputa alguma. A verdadeira disputa, para Abaye, está em outro ponto: quando o devedor reconhece, perante o tribunal, ter escrito o documento (mas alega tê-lo pago), o primeiro tanaíta exige que o credor o ratifique formalmente em juízo para poder cobrá-lo, enquanto Rabi Yehuda dispensa essa ratificação, considerando o próprio reconhecimento do devedor suficiente. A folha então se encerra com uma pergunta que permanece sem resposta nestas linhas: se a disputa é essa, o que exatamente significam as expressões "antes de pagá-lo" e "depois de pagá-lo" na baraita? A resposta — "até que o devedor diga 'paguei' e 'não paguei'" — só é dada no início de 79a, confirmando que o raciocínio desta folha continua diretamente na próxima.

Rashi · רַשִׁ״י
Sobre "assur leshahot shtar parua", "mutar" e "bemodeh bishtar shecatvo"
אסור לשהות שטר פרוע - משום שנא' (איוב י"א:י"ד) אל תשכן באהליך עולה הלכך מלוה לא משהי ליה לצור ע"פ צלוחיתו משום איסור ולוה נמי לא משהי ליה שמא יבא לידי מלוה ויחזור ויתבענו: מותר - הלכך כי הוציאו מלוה חייב דצריך לו לכרוך ע"פ צלוחית: במודה בשטר שכתבו - הלוה מודה שכתבו צריך לקיימו ולומר לא פרעתי וכל כמה דלא אמר הכי לאו שטרא הוא אי לאו משכח סהדי להכיר החתימה דמאן קא משוי ליה שטרא לוה דאמר כתבתיו לוה נמי הא קאמר פרעתי הפה שאסר הוא הפה שהתיר הלכך משפרעו כלומר משיאמר פרעתי פטור דלא צריך ליה ור' יהודה סבר אין צריך לקיימו דכיון דמודה שכתבו ולוה בו הרי הוא כאלו קיימוהו חותמיו וגובה בו כ"ז שמוציאו:

"'É proibido manter um documento já pago'" — porque foi dito (Jó 11:14): "não deixes a injustiça habitar em tuas tendas"; por isso o credor não o mantém sequer para tapar a boca de seu frasco, por causa da proibição; e o devedor também não o mantém, para que não venha a cair nas mãos do credor, que voltaria a cobrá-lo com ele. "'É permitido'" — por isso, quando o credor o transporta, é responsável, pois ainda precisa dele para envolver a boca de um frasco. "'Quando o devedor reconhece ter escrito o documento'" — o devedor reconhece tê-lo escrito, mas ainda precisa ratificá-lo em juízo, dizendo ao mesmo tempo: "não paguei"; e enquanto não disser isso, o documento não vale como documento, a menos que se encontrem testemunhas que reconheçam a assinatura — pois quem o torna válido como documento? O próprio devedor, que diz "eu o escrevi"; mas o devedor também poderia dizer "paguei" — e "a boca que proibiu é a boca que permitiu" (o mesmo depoimento vale para ambos); por isso, "depois de pagá-lo", isto é, depois que o devedor diga "paguei", o credor é isento, pois já não precisa dele. E Rabi Yehuda entende que não é necessário ratificá-lo, pois, já que o devedor reconhece tê-lo escrito e ter tomado o empréstimo com ele, é como se suas testemunhas o tivessem ratificado, e o credor cobra com ele enquanto o mantiver.

A folha se encerra com a pergunta em aberto — "e o que significam 'antes de pagá-lo' e 'depois de pagá-lo'?" —, sem resposta nestas linhas. A resposta de Rava, "até que o devedor diga 'paguei' e 'não paguei'", é dada apenas no início de 79a, confirmando que o raciocínio prossegue diretamente na folha seguinte.