Sem transição sintática com o final de 67a, a Guemará passa a uma nova sequência de "caminhos do emorreu": quem diz "Gad, minha sorte! Não estejas cansada, dia e noite" invoca o próprio nome do ídolo da fortuna, segundo Rabi Yehuda, que traz o versículo de Isaías sobre os que preparam mesa para o Gad; da mesma forma, "Dunu Danai", dito aos barris de vinho, evoca o nome do ídolo erguido em Dan. Seguem-se, em sucessão rápida, uma série de outras práticas proibidas por serem superstição: o marido e a mulher que trocam seus nomes à noite; falar ao corvo e à corva pedindo bons agouros; mandar abater o galo ou a galinha que cantaram fora do padrão esperado; dizer "beberei e sobrará" como fórmula de bênção sobre o vinho; quebrar cascas de ovo na parede diante dos pintos recém-nascidos; mexer a comida diante deles; dançar e contar setenta e um pintos para que não morram; dançar ao preparar o cutach, silenciar os presentes ao cozinhar lentilhas, gritar ao cozinhar grãos partidos; e urinar diante da própria panela para que cozinhe mais depressa. Em contraste, permite-se colocar um graveto de amoreira ou cacos de vidro na panela para acelerar o cozimento — pois têm eficácia real, não superstição —, embora os sábios proíbam os cacos de vidro pelo perigo de serem engolidos. Uma baraita acrescenta duas práticas permitidas por eficácia real e não superstição: um punhado de sal dentro da lâmpada, que faz o azeite aderir ao pavio, e barro ou argila sob a lâmpada, que resfria o azeite e prolonga sua queima. Rav Zutra, então, censura quem cobre a lâmpada de azeite (fazendo-a queimar mais depressa) e descobre a de nafta (deixando o fogo alcançá-la e consumi-la), por transgredir o "não destruirás". Por fim, "vinho e vida para os sábios" não é caminho do emorreu — o que se demonstra pelo caso de Rabi Akiva, que, no banquete de seu filho, dizia sobre cada copo servido: "vinho e vida para os sábios; vida e vinho para os sábios e para seus discípulos". Com isso, encerra-se o Perek Vav, Bameh Isha Yotzah, com a fórmula tradicional do hadran — "voltaremos a ti". Abre-se então o Perek Zayin, cujo título vem de sua primeira palavra, Klal Gadol ("uma grande regra"): quem esquece o princípio do Shabat e realiza muitos trabalhos em muitos Shabatot é responsável por uma única oferenda; quem conhece o princípio do Shabat, mas o esquece dia a dia, é responsável por cada Shabat; e quem sabe que é Shabat, mas não sabe que os trabalhos realizados são proibidos... — a mishná é cortada exatamente aqui, no meio da terceira cláusula, e sua continuação (com a distinção sobre a responsabilidade por cada categoria de trabalho) só aparece já em Shabat 68a.
Quem diz "Gad, minha sorte! E não estejas cansada, de dia e de noite" — tem em si os caminhos do emorreu. Rabi Yehuda diz: "Gad" não é senão termo de idolatria, como está dito: "os que preparam mesa para o Gad" (Isaías 65:11).
Abre-se uma nova série de casos classificados como "caminhos do emorreu" (superstições proibidas), sem qualquer transição sintática com o que fechou 67a. O primeiro caso é uma fórmula dirigida à sorte, invocando-a pelo nome "Gad" e pedindo que ela não se canse de trazer fortuna, de dia e de noite. Rabi Yehuda vai além da simples superstição: para ele, "Gad" é literalmente o nome de um ídolo, tornando quem o pronuncia nessa fórmula culpado de idolatria propriamente dita, não apenas de costume proibido.
"Quem diz: Gad, minha sorte" — isto é: "minha sorte se fez fortuna". "E não estejas cansada" — não estejas fatigada. "De dia e de noite" — dia e noite. "Tem em si os caminhos do emorreu" — e assim, em todas as demais práticas listadas até o fim do perek, lemos "isto é dos caminhos do emorreu"; e assim está ensinado na Tosefta.
Ele chamado pelo nome dela, e ela chamada pelo nome dele — tem em si os caminhos do emorreu.
O segundo caso: marido e mulher que, à noite, trocam entre si os próprios nomes — ele passa a responder pelo nome dela, e ela pelo dele — como prática supersticiosa, é também proibido.
"Ele pelo nome dela, e ela pelo nome dele" — ele e sua mulher trocam seus nomes entre si, à noite, por causa de superstição.
"Fortalecei-vos, meus barris!" — tem em si os caminhos do emorreu. Rabi Yehuda diz: "Dan" não é senão termo de idolatria, como está dito: "os que juram pela culpa de Shomron, e dizem: vive teu deus, Dan" (Amós 8:14).
Assim como no primeiro caso, também aqui Rabi Yehuda identifica na própria palavra usada — "Dan" — o nome do ídolo erguido na cidade de Dan (o bezerro de ouro de Yeravam), tornando essa fórmula, dirigida aos barris de vinho para que não azedem, uma invocação literal de idolatria.
"Fortalecei-vos, meus barris" — isto é: fortalecei-vos, meus barris de vinho, para que não azedeis. "Dan" — não é mero costume do emorreu, mas idolatria propriamente dita, e quem a pronuncia é culpado por invocar o nome de ídolos.
Quem diz ao corvo "grasna!", e à corva "assobia e volta para mim tua cauda para o bem" — tem em si os caminhos do emorreu.
Como o corvo era tido por anunciar novidades, dirige-se a ele um pedido para que grasne, e à corva um pedido de que assobie e vire a cauda de um jeito favorável — ambos entendidos como tentativas de extrair um augúrio favorável do comportamento da ave, e por isso proibidos.
"Quem diz ao corvo: grasna" — quando o corvo grasna, diz-lhe assim, porque ele é tido por anunciar novidades, e murmura-lhe este encantamento.
Quem diz "abatei este galo que cantou à noite" e "esta galinha que cantou como macho" — tem em si os caminhos do emorreu.
Um galo que canta fora do horário esperado, ou uma galinha cujo canto imita o do galo, eram vistos como maus presságios a serem eliminados pelo abate — prática que a Guemará também classifica como caminho do emorreu, e não medida racional.
"Que cantou à noite" — que cantou mais tarde do que os demais galos, seus companheiros; e a mim parece que significa: que cantou como um corvo. "Que cantou como macho" — como um galo, como em "cantou o macho" (Yoma 20b).
"Beberei e sobrará, beberei e sobrará" — tem em si os caminhos do emorreu.
Uma fórmula repetida ao beber vinho, pedindo que a bebida nunca se esgote, é também considerada superstição proibida.
"Beberei e sobrará" — para que haja bênção presente em seu vinho.
A que quebra cascas de ovo na parede, e a que as afixa diante dos pintos — tem em si os caminhos do emorreu. E a que mexe a comida diante dos pintos — tem em si os caminhos do emorreu.
Depois que os pintos nascem, junta-se as cascas dos ovos e afixa-se na parede diante deles, ou mexe-se a comida à sua frente, como sinal supersticioso para que não morram — prática também proibida como caminho do emorreu.
"A que quebra cascas de ovo na parede" — e há quem leia "afixa cascas de ovo": depois que saem os pintos, ela recolhe as cascas com um bastão e as afixa na parede diante deles, e isso é feito como superstição, para que não morram.
A que dança, e a que conta setenta e um pintos, para que não morram — tem em si os caminhos do emorreu.
Dançar diante dos pintos, ou contá-los especificamente até o número de setenta e um, como fórmula supersticiosa de proteção contra a morte, é também caminho do emorreu proibido.
A que dança para o cutach, e a que faz calar os presentes para as lentilhas, e a que grita para os grãos partidos — tem em si os caminhos do emorreu.
Novos gestos supersticiosos ligados ao preparo de alimentos: dançar diante do cutach (um condimento à base de leite azedo) para que fique mais forte; impor silêncio a todos os presentes ao cozinhar lentilhas; e gritar ao cozinhar grãos partidos — todos proibidos como caminhos do emorreu.
"A que dança para o cutach" — quando prepara o cutach, dança diante dele, e isso é superstição, para que fique forte. "A que faz calar os presentes para as lentilhas" — quando as coloca na panela, faz calar todos os que estão presentes, para que cozinhem; e, para os grãos partidos, grita.
A que urina diante da própria panela, para que o alimento cozinhe depressa — tem em si os caminhos do emorreu. Mas coloca-se um graveto de amoreira e cacos de vidro na panela, para que cozinhe depressa (e isso é permitido, pois têm eficácia real); e os sábios proíbem o uso dos cacos de vidro por causa do perigo de serem engolidos.
Urinar diante da panela como suposto acelerador do cozimento é caminho do emorreu proibido; mas o graveto de amoreira e os cacos de vidro têm eficácia culinária real e reconhecível — não são superstição —, de modo que sua permissão não depende da regra de Abaye e Rava sobre "caminhos do emorreu". Ainda assim, os sábios proíbem especificamente os cacos de vidro, não por superstição, mas pelo perigo real de alguém os engolir.
Assim se lê: "mas coloca-se um graveto de amoreira" — árvore chamada, em francês antigo, mûrier, e é forte como o vinagre, e ajuda a cozinhar, e isso não é superstição. Assim se lê: "mas os sábios proibiram o uso dos cacos de vidro" — embora, quanto aos caminhos do emorreu, não haja proibição neles, os sábios os proibiram por causa do perigo, para que não sejam engolidos.
Ensinaram os sábios: coloca-se um punhado de sal dentro da lâmpada, para que ilumine e queime bem. E coloca-se barro e argila sob a lâmpada, para que o azeite se demore e queime por mais tempo.
Como o graveto e os cacos de vidro do caso anterior, estas duas práticas também têm eficácia física real, e não são superstição: o sal faz o azeite aderir ao pavio, fazendo a chama brilhar melhor; e o barro ou argila sob a lâmpada esfria o azeite, retardando sua combustão e prolongando a duração da luz.
"Um punhado de sal" — uma quantidade equivalente a um punho fechado de sal, para que a lâmpada ilumine e queime bem; pois isso não é superstição, mas ajuda real, já que o sal faz o azeite afundar e ser puxado atrás do pavio. "Barro e argila" — esfriam o azeite, e ele não queima depressa.
Disse Rav Zutra: aquele que cobre a lâmpada de azeite e descobre a lâmpada de nafta, transgride por causa de "não destruirás" (Deuteronômio 20:19).
Cobrir a lâmpada de azeite faz o azeite queimar mais depressa, gastando-o sem necessidade; e descobrir a lâmpada de nafta permite que o fogo alcance e consuma o próprio líquido volátil de uma vez. Rav Zutra classifica ambos os gestos, feitos ao contrário do que se deveria, como transgressão do princípio de não destruir sem propósito.
"Que cobre a lâmpada de azeite" — pois, ao fazer-lhe uma cobertura por cima, o azeite queima mais depressa. "Nafta" — quando a lâmpada de nafta é descoberta, o fogo se estende e se puxa até ela, e a incendeia por inteiro.
"Vinho e vida para os sábios" — não tem em si os caminhos do emorreu. Houve um caso com Rabi Akiva, que fez um banquete para seu filho, e sobre cada copo e copo que trazia, dizia: "vinho e vida para os sábios; vida e vinho para os sábios e para seus discípulos".
Ao contrário das fórmulas anteriores, esta bênção dita sobre o vinho — desejando vida e prosperidade aos sábios — não é considerada superstição, mas uma bênção legítima, como demonstra o precedente de Rabi Akiva, que a repetia sobre cada copo servido no banquete de casamento de seu filho.
"Vinho e vida" — quando se mistura o vinho com água e se serve o copo, diz-se assim, como simples bênção.
Com o caso de Rabi Akiva e o "vinho e vida para os sábios", encerra-se toda a lista dos caminhos do emorreu e, com ela, o Perek Vav inteiro, Bameh Isha Yotzah ("Com que a mulher sai"), que se abrira no daf 57a com a Mishná dos adornos e enfeites proibidos no Shabat. O texto talmúdico tradicional marca esse encerramento com a fórmula "Hadran Alach Bameh Isha" ("Retornaremos a você, Bameh Isha"), dita ao concluir o estudo de um capítulo. Sem qualquer interrupção no texto original, o daf prossegue imediatamente com a Mishná de abertura do capítulo seguinte.
Mishná. Disseram uma grande regra a respeito do Shabat: todo aquele que esquece o princípio do Shabat, e realiza muitos trabalhos em muitos Shabatot — não é responsável senão por uma única oferenda pelo pecado. Aquele que conhece o princípio do Shabat, e realiza muitos trabalhos em muitos Shabatot — é responsável por cada Shabat e Shabat. Aquele que sabe que é Shabat, e realiza muitos trabalhos em muitos Shabatot — é responsável por cada...
Encerrado o Perek Vav com a fórmula do hadran, abre-se o Perek Zayin, cujo nome tradicional, Klal Gadol ("uma grande regra"), vem de sua primeira expressão. A nova mishná distingue três graus de esquecimento em relação ao Shabat: quem esquece por completo que existe a instituição do Shabat, e por isso realiza muitos trabalhos proibidos em muitos Shabatot sem que, nesse ínterim, lhe seja revelado o erro, é responsável por apenas uma única oferenda pelo pecado, pois todo o período conta como um só erro; quem sabe que existe o Shabat, mas esquece dia a dia que aquele dia específico é Shabat, é responsável por uma oferenda para cada Shabat em que transgrediu, já que o conhecimento intermediário de que aquele dia era Shabat lhe é atribuído; e quem sabe que é Shabat, mas não sabe que os trabalhos realizados são proibidos, tem sua responsabilidade dividida de outra forma — mas a mishná é cortada exatamente neste ponto, no meio da terceira cláusula, sua continuação (distinguindo a responsabilidade por cada categoria de trabalho proibido) aparecendo apenas no início de Shabat 68a.
Mishná: "uma grande regra" — a Guemará explica, mais adiante, por que a chama de "grande". "Aquele que esquece o princípio do Shabat" — que pensa que não há Shabat na Torá. "Não é responsável senão por uma oferenda" — a Guemará, mais adiante (Shabat 69b), deriva daí que há uma só guarda do Shabat exigida para muitos Shabatot, e uma guarda para cada Shabat separadamente; e é razoável que, onde está escrito "uma só guarda para muitos Shabatot", seja precisamente neste caso — em que tudo é um único erro, e a oferenda vem por causa do erro. "Aquele que conhece o princípio do Shabat" — que sabe que há Shabat na Torá, e que nele foram proibidos os trabalhos. "E realiza muitos trabalhos em muitos Shabatot" — por erro quanto ao Shabat, tendo esquecido que aquele dia era Shabat; pois, visto que a cláusula final ensina "aquele que sabe que é Shabat", deduz-se que a cláusula inicial trata de quem não sabe que aquele dia é Shabat, e realizou muitos trabalhos em muitos Shabatot dessa maneira, sem que, nesse ínterim, lhe fosse revelado que havia pecado. "É responsável por cada Shabat e Shabat" — uma oferenda para cada Shabat; e ainda que não lhe tenha sido revelado nesse meio-tempo, sendo um único esquecimento contínuo, dizemos que os dias intermediários contam como conhecimento suficiente para dividir a responsabilidade, pois é impossível que ele não tenha ouvido, nesse ínterim, que aquele dia era Shabat — apenas não se lembrou, ao realizar os trabalhos, de que era Shabat; e o primeiro erro foi quanto ao Shabat, mas isso lhe foi revelado nos intervalos; por isso, cada Shabat separado é um único erro próprio. Mas, quanto aos muitos trabalhos realizados em cada Shabat, ele não é responsável senão por um único sacrifício, pois todo aquele Shabat é um único erro — já que ele não errou quanto aos próprios trabalhos, sabendo que são proibidos, mas errou apenas quanto ao fato de ser Shabat. "Aquele que sabe que é Shabat, e realiza muitos trabalhos" — sem saber que esses trabalhos são proibidos, e os realizou muitas vezes em muitos Shabatot: é responsável por uma oferenda para cada categoria principal de trabalho, e mesmo que a tenha repetido em muitos Shabatot, tudo é um único erro, pois não lhe foi revelado nesse ínterim; e apenas quanto ao erro sobre o Shabat se pode dizer que os dias intermediários contam como conhecimento para dividir a responsabilidade, mas quanto ao erro sobre os próprios trabalhos não se diz o mesmo, pois, pela mera passagem dos dias, ele não teria como saber que são proibidos, a menos que se tivesse sentado a estudar as leis do Shabat diante dos sábios; mas, ainda assim, não fica isento com uma única oferenda para cada Shabat, pois o erro não foi quanto ao Shabat, mas quanto aos trabalhos, e há muitos erros distintos num único Shabat. E a Guemará, mais adiante (Shabat 70a), deriva que às vezes ele é responsável por cada trabalho separadamente, e às vezes não é responsável senão por um único sacrifício para cada Shabat; e é razoável que a responsabilidade múltipla se dê quando há intenção quanto ao Shabat e erro quanto aos trabalhos — pois então há muitos erros distintos —, e a isenção única se dê quando há erro quanto ao Shabat e intenção quanto aos trabalhos — pois então tudo é um único erro.