O daf abre com uma segunda resposta de Rav Ashi à questão do dorso dos utensílios de vidro: em vez da distinção entre impureza rabínica e impureza da Torá, ele propõe que o vidro é, na verdade, plenamente comparável ao barro, e a razão de não se tornar impuro por trás é que, sendo transparente, seu interior é visível através das próprias paredes — de modo que o "dorso" já se considera "dentro". A Guemará passa então a uma nova sugya, ainda sobre a impureza de utensílios de metal: Shimon ben Shatach, ao instituir a ketubá para a mulher, também decretou impureza sobre esses utensílios — o que gera perplexidade, pois a impureza dos metais já é da própria Torá. A resposta é que seu decreto visava apenas a instituição da "impureza antiga", ilustrada pelo caso da rainha Shlome Tzion, cujos utensílios de metal, quebrados e refundidos por um ourives, foram declarados pelos sábios como retornando à impureza anterior. A razão de todo esse decreto é a preocupação de que se desacreditasse a prática de aguardar os sete dias de purificação com as águas de purificação (mei chatat) — o que gera uma discussão entre quem restringe o decreto à impureza do morto e quem o estende a toda impureza, com as razões complementares de Abaie (medo de não furar o suficiente antes de refundir) e Rava (medo de dizerem que uma imersão no mesmo dia basta). O daf fecha com uma nova baraita sobre utensílios — grandes, pequenos, até de pedra, barro ou esterco — deixados sob a calha para recolher água de chuva, que desqualificam o mikvê por serem água "puxada"; a disputa entre Bet Shamai e Bet Hillel sobre o caso de esquecimento; e o início de uma nova baraita sobre bens móveis que trazem impureza de contato com um cadáver pela espessura de um mardea (aguilhão de boi), que Rabi Tarfon começa a comentar, prosseguindo em 17a.
Rav Ashi disse: na verdade, (os utensílios de vidro) são comparáveis aos utensílios de barro (em tudo); e quanto ao que te é difícil — que não deveriam tornar-se impuros por (contato em) seu dorso (como o barro, e no entanto se equipararam ao metal apenas quanto ao conserto) — (a resposta é): visto que seu interior aparece como seu exterior (por ser transparente, o vidro não tem, propriamente, um "dorso" distinto do "dentro").
Rav Ashi discorda da resposta anterior (que distinguia impureza rabínica de impureza da Torá) e propõe uma solução mais simples: o vidro não foi, de fato, equiparado ao metal quanto ao conserto — ele permanece comparável ao barro em todos os aspectos, inclusive em não se tornar impuro pelo dorso. A objeção inicial (a partir da Mishná de barro e nêter) supunha que, por ser o vidro transparente, seu "dorso" externo deveria ser tratado como uma superfície distinta do "dentro", tal como ocorre no barro opaco. Mas Rav Ashi explica que, precisamente por ser transparente, o vidro não tem essa distinção: como se pode enxergar o conteúdo do lado de fora através das paredes, o próprio dorso externo já se considera, para efeitos de impureza, parte do "interior" do utensílio — e não uma superfície externa separada. Com isso, a resposta anterior de "equipararam-nos ao metal" quanto ao conserto deixa de ser necessária.
"Na verdade, são comparáveis aos utensílios de barro" — visto que sua origem é da areia, por isso os simples deles são puros, e não há neles impureza antiga.
"Visto que seu interior aparece" — de fora, através de suas paredes, (o dorso) não se considera dorso, mas sim interior.
(Ensinou-se numa baraita:) Shimon ben Shatach instituiu a ketubá (o documento de casamento) para a mulher, e decretou impureza sobre os utensílios de metal. (Pergunta:) mas os utensílios de metal já são (impuros por lei) da Torá! Pois está escrito (Bemidbar 31:22-23): "Somente o ouro e a prata (etc., que passar pelo fogo, o fareis passar pelo fogo e será puro)". (Resposta:) não se precisou (do decreto de Shimon ben Shatach) senão para (instituir) a impureza antiga, pois disse Rav Yehudá, disse Rav: aconteceu com a (rainha) Shlome Tzion a Rainha, que fez um banquete para seu filho, e todos os seus utensílios (de metal) se tornaram impuros, e ela os quebrou e os entregou a um ourives, que os soldou e fez deles utensílios novos. E disseram os sábios: voltam à sua impureza antiga.
A Guemará traz uma baraita que atribui a Shimon ben Shatach — figura central da época dos primeiros pares (zugot) — dois feitos: a instituição da ketubá (o documento que garante à esposa uma soma em caso de divórcio ou viuvez, protegendo-a de um divórcio impulsivo) e um decreto de impureza sobre utensílios de metal. Isso causa perplexidade imediata: a impureza dos utensílios de metal já é estabelecida pela própria Torá, no verso sobre a purificação dos despojos de Midian, que menciona explicitamente ouro, prata e outros metais como suscetíveis a se tornarem impuros e precisarem de purificação. Como, então, atribuir a Shimon ben Shatach um "decreto" sobre algo que já é lei bíblica? A resposta é que seu decreto não criou a impureza básica dos metais — que já existia — mas sim a instituição adicional da "impureza antiga" (mencionada em 16a): a regra de que um utensílio de metal impuro, quebrado e depois refundido em um novo utensílio, retorna automaticamente à sua condição de impureza anterior, sem necessitar de novo contato com uma fonte de impureza. Isso é ilustrado pelo episódio da rainha Shlome Tzion (identificada por muitos comentaristas com a rainha Salomé Alexandra, Shlomtzion, que reinou sobre a Judeia): tendo seus utensílios de banquete se tornado impuros, ela os quebrou (purificando-os por completo) e os entregou a um ourives para soldar e reconstituir em utensílios novos — mas os sábios declararam que eles retornavam à impureza que tinham antes da quebra.
"Da (rainha) Tzion" — foi nos dias de Shimon ben Shatach.
"Todos os seus utensílios" — (tornaram-se impuros) por (contato com) um morto, de modo que precisaria aguardar a aspersão do terceiro e do sétimo (dia); por isso ela os quebrou, para apressar sua purificação, no mesmo dia.
"E os soldou" — soldar, em francês antigo: unir prata no lugar da quebra.
Qual é a razão (do decreto)? Por causa da cerca (proteção) das águas de purificação (mei chatat, as águas com cinzas da vaca vermelha) tocaram nisso (os sábios, isto é, decretaram por essa razão).
A Guemará explica o motivo por trás do decreto de Shimon ben Shatach. A purificação de um utensílio impuro por contato com um morto exige aguardar sete dias, com aspersão das águas de purificação (contendo cinzas da vaca vermelha) no terceiro e no sétimo dia. O receio dos sábios era que, ao ver que basta quebrar e refundir um utensílio de metal para purificá-lo instantaneamente — sem precisar esperar os sete dias nem usar as águas de purificação —, as pessoas passassem a preferir esse atalho, abandonando na prática o uso das águas de purificação e desacreditando todo o procedimento. Ao decretar que o utensílio refundido retorna à sua impureza antiga, Shimon ben Shatach eliminou esse atalho, preservando o valor e o uso da purificação apropriada.
"A cerca das águas de purificação" — do contrário, as águas de purificação seriam anuladas na prática, pois não haveria ninguém que aguardasse sete dias, mas (todos) os quebrariam (os utensílios), e se esqueceria a lei das águas de purificação.
Isso está bem para quem diz (que a impureza antiga) não se disse a respeito de todas as impurezas, mas apenas a respeito da impureza do morto se disse — bem (explicado, pois a razão da cerca das águas de purificação se aplica exatamente a esse caso). Mas para quem diz que se disse a respeito de todas as impurezas, o que há para dizer (qual seria a razão nesse caso mais amplo)? Disse Abaie: (é um) decreto, para que não (aconteça de alguém) não o furar (o utensílio quebrado) na medida de sua purificação (um buraco do tamanho exigido para que deixe de ser considerado um utensílio). Rava disse: (é um) decreto, para que não digam (as pessoas, por engano, que) uma imersão feita no mesmo dia (sem aguardar o anoitecer) lhe é válida (suficiente para purificá-lo). Qual é a diferença prática entre eles (entre a razão de Abaie e a de Rava)? Há diferença entre eles quando (alguém) os esmagou completamente, um por um (de modo que ficou evidente que cada peça deixou de ser utensílio).
A Guemará observa que a razão da "cerca das águas de purificação" explica perfeitamente a opinião de quem limita a instituição da impureza antiga apenas aos casos de impureza por contato com um morto (a única impureza que exige as águas de purificação e o período de sete dias). Mas há também uma opinião de que essa instituição da impureza antiga se aplica a qualquer tipo de impureza no metal, não somente à do morto — e para esses outros tipos de impureza (que não envolvem as águas de purificação nem os sete dias), a razão da "cerca" não se aplica diretamente. Por isso a Guemará busca razões alternativas: Abaie teme que alguém, ao quebrar o utensílio para purificá-lo, não faça um buraco suficientemente grande (a medida exigida para que a peça deixe de ser considerada um "utensílio" e, portanto, se purifique de fato) — e ao refazer o utensílio, pensaria erroneamente que ele está puro, quando na verdade nunca chegou a se purificar de verdade. Rava, por sua vez, teme que as pessoas vejam alguém usar no mesmo dia um utensílio recém-imerso (antes do anoitecer, quando tecnicamente a purificação completa só se dá com o pôr do sol) e concluam, por engano, que essa imersão diurna já basta para qualquer purificação. A diferença prática entre as duas razões aparece no caso de alguém que esmaga completamente as peças, uma por uma, deixando claro, sem qualquer dúvida, que cada peça deixou de ser um utensílio — ali o receio de Abaie (não fazer o buraco suficiente) não se aplica, mas o receio de Rava (confundir-se quanto à imersão) permanece.
"Para quem diz, etc." — não sei onde (essa opinião se encontra explicitamente formulada).
"Disseram" — que voltariam (à impureza antiga).
"Na medida de sua purificação" — (um buraco do tamanho suficiente para deixar) passar uma romã.
"No mesmo dia" — sem (esperar) o pôr do sol; pois quem vê que (os utensílios) se tornaram impuros e são usados naquele mesmo dia, e não sabe que se quebraram (e foram refeitos), pensa que os imergiram (e que essa imersão sozinha já bastou).
"É válida" — (quer dizer) é eficaz.
"Que os esmagou completamente" — esvaziou-os e os quebrou todos, como (se diz) "praga contínua" (referindo-se a uma destruição completa e minuciosa): aí o receio "que não o fure" não existe, mas o receio "que digam (que a imersão do mesmo dia basta)" existe. E há quem diga o oposto: o receio "que não o fure" existe, mas o receio "que digam, etc." não existe, pois se reconhece pela própria feitura que tudo foi refeito (de modo que ninguém se confundiria quanto à imersão) — e isto (a segunda versão) me parece (a correta).
E qual é a outra (baraita, que também caberia trazer aqui como exemplo semelhante)? Pois se ensinou: quem deixa utensílios sob a calha para recolher neles águas de chuva — tanto utensílios grandes quanto utensílios pequenos, e até utensílios de pedra, utensílios de terra (barro cru, não cozido) e utensílios de esterco (bosta seca endurecida) — desqualificam o mikvê (caso a água deles caia nele, por ser considerada água "puxada", she'uvin). Tanto quem (os) deixa (deliberadamente) quanto quem se esquece (deles ali) — (desqualificam; estas são) palavras de Bet Shamai. Mas Bet Hillel purificam (isto é, não desqualificam o mikvê) no caso de quem se esquece. Disse Rabi Meir: contaram-se (os votos) e prevaleceu Bet Shamai sobre Bet Hillel. Mas Bet Shamai concordam, no caso de quem se esquece (os utensílios) no pátio (não sob a calha), que (a água) é pura (não desqualifica). Disse Rabi Yossei: ainda a disputa permanece em seu lugar (não houve, de fato, votação decisiva).
A Guemará traz outra baraita paralela ao caso da rainha Shlome Tzion — outro exemplo em que um decreto rabínico "empresta" a severidade de uma proibição da Torá, aqui no contexto do mikvê (banho ritual de imersão). Um mikvê válido precisa ser composto de água que se acumulou naturalmente, nunca de água "puxada" (she'uva) — carregada em um recipiente. Se alguém deixa utensílios sob uma calha para recolher água de chuva, essa água passou, tecnicamente, por dentro de um recipiente, tornando-se she'uva; se ela cair no mikvê, desqualifica-o. A baraita ensina que isso vale para qualquer tipo e tamanho de utensílio, mesmo os improvisados de pedra, barro cru ou esterco — mesmo que tais objetos normalmente nem sejam considerados "utensílios" para fins de impureza, aqui, quanto a desqualificar o mikvê, eles contam como recipientes. Bet Shamai sustentam que isso vale tanto se a pessoa colocou os utensílios ali de propósito quanto se apenas os esqueceu ali (sem intenção de recolher água); Bet Hillel discordam quanto ao esquecido, pois falta a intenção deliberada. Rabi Meir relata que uma votação final decidiu a favor de Bet Shamai nesse ponto — mas mesmo Bet Shamai concordam que, se os utensílios foram simplesmente esquecidos no pátio aberto (não posicionados sob a calha), a água que neles se acumula não desqualifica, por faltar ali qualquer indício de intenção. Rabi Yossei, por fim, contesta que tenha havido votação decisiva, mantendo a disputa original em aberto.
"Sob a calha" — que fixou e depois entalhou para conduzir águas ao mikvê — que (nesse caso, quando a calha em si conduz a água diretamente) não mais desqualifica; mas os utensílios (colocados sob ela) desqualificam, por causa de (constituírem) água puxada.
"E tanto utensílios pequenos" — para que não digas que (os pequenos) não são considerados (relevantes).
"E até utensílios de esterco" — que não se chamam utensílios para efeito de receber impureza, (ainda assim) são considerados utensílios para efeito de (constituir) água puxada.
"Esterco" — bosta (seca e endurecida).
"Utensílios de terra" — que não é feito por amassamento (e cozimento), ao contrário dos utensílios de nêter e dos utensílios de barro.
"Purificam" — pois (no caso de) quem se esquece, não se considera (a água resultante) água puxada, visto que não teve essa intenção.
"No pátio" — não sob a calha, e (o utensílio) se encheu das (gotas) que gotejam (do telhado, não diretamente da calha), e caíram no mikvê, que é puro; pois é (apenas) quanto a quem deixa sob a calha, e quando os deixou no momento em que as nuvens estavam se formando e depois se dispersaram e ele se esqueceu deles — como se estabelecerá adiante — que discordam, pois (o próprio ato) revela sua intenção, que quis que (as águas) caíssem ali dentro, e por causa da dispersão das nuvens não se anula sua intenção original. Mas no (caso de utensílio) deixado no pátio, mesmo que no momento da formação (das nuvens) e (depois) se dispersaram, não se comprova bem a intenção original desde o início; por isso (nesse caso) se anula.
Disse Rav Mesharshiya: na casa de estudo de Rav diziam: todos concordam que, quando os deixou (os utensílios sob a calha) no momento em que as nuvens estavam se agrupando (prenunciando chuva), (a água resultante é) impura (puxada, desqualificando o mikvê). No momento em que as nuvens estavam se dispersando (sem previsão de chuva) — palavras de todos, (a água é) pura. Não discordaram senão quando os deixou no momento em que as nuvens estavam se agrupando, e (depois) se dispersaram, e (depois) voltaram a se agrupar. Um mestre entende (que, com a dispersão) se anulou seu pensamento (sua intenção original de recolher água), e um mestre entende (que) não se anulou seu pensamento.
Rav Mesharshiya esclarece precisamente em que ponto Bet Shamai e Bet Hillel discordam quanto ao "esquecido". O fator decisivo é o estado do céu no momento em que os utensílios foram colocados: se havia nuvens carregadas se agrupando, indicando chuva iminente, é claro que a pessoa teve a intenção de recolher água — e mesmo que depois se esqueça deles ali, todos concordam que a água resultante é puxada e desqualifica o mikvê. Se, ao contrário, as nuvens estavam se dispersando (sem previsão de chuva), fica claro que a pessoa não tinha essa intenção ao colocar os utensílios ali — e todos concordam que a água é pura. A disputa real ocorre apenas no caso intermediário: a pessoa colocou os utensílios com nuvens se agrupando (com intenção clara), depois as nuvens se dispersaram (o que poderia sugerir que ela desistiu e "esqueceu" os utensílios ali) e, por fim, as nuvens voltaram a se agrupar e choveu. Um mestre entende que a dispersão temporária anulou a intenção original, tornando o caso um "esquecimento" genuíno (que, segundo Bet Hillel, purifica); o outro entende que a intenção original permanece válida, ininterrupta, tornando o caso equivalente a "deixar deliberadamente" (que, para todos, desqualifica).
"Deixou-os" — sob a calha no momento da formação das nuvens, e as chuvas tardaram a vir, e ele saiu para seu trabalho e se esqueceu deles — palavras de todos (concordam que é impuro), pois, tendo desde o início tido essa intenção, não se anula seu pensamento por seu esquecimento.
"Palavras de todos, puros" — pois não há (ali) revelação de intenção.
"Anulou-se seu pensamento" — pois, quando (as nuvens) se dispersaram, ele desviou sua mente, achando que não cairia mais chuva.
E para Rabi Yossei, que disse que a disputa ainda permanece em seu lugar (isto é, que os dezoito decretos — mencionados em 13b-15a — não incluem este entre os itens contados como decisivos), (isso os) reduziria (o número de dezoito para menos)! Disse Rav Nachman bar Yitzchak: também (o decreto de que) as filhas dos cutim (samaritanos) são (consideradas) nidá desde seu berço (isto é, desde o nascimento) — (foi) no mesmo dia que (o) decretaram (junto com os outros dezoito, preenchendo a lacuna que Rabi Yossei deixaria).
A Guemará levanta uma dificuldade textual: se, segundo Rabi Yossei, a disputa entre Bet Shamai e Bet Hillel sobre os utensílios esquecidos sob a calha nunca foi de fato resolvida por votação (permanecendo "em seu lugar", isto é, sem decisão final), então esse item não poderia ser contado entre os famosos "dezoito decretos" daquele dia histórico (discutidos extensamente em 13b-15a), pois um decreto que segue em disputa aberta não é um decreto fechado e completo. Isso deixaria a lista de dezoito decretos com um item a menos — uma dificuldade, pois a lista é tradicionalmente fixa em dezoito. A resposta de Rav Nachman bar Yitzchak resgata o número completo ao apontar outro decreto — o de que as filhas dos samaritanos (cutim) são consideradas em estado de impureza de nidá desde o nascimento (por receio de que, mesmo quando crianças, tenham já visto sangue e os samaritanos não seguissem as leis detalhadas de pureza) — como tendo sido promulgado naquele mesmo dia, preenchendo assim a lacuna deixada pela exclusão do item da calha segundo Rabi Yossei.
"(Isso os) reduziria" — os dezoito itens, pois este não entraria na contagem, já que, enquanto não se contaram (os votos) e prevaleceu (um lado), a lei segue Bet Hillel, e (portanto) é puro (não sendo, então, um decreto de fato estabelecido).
"Nidá desde seu berço" — desde o dia em que nasceu, pois decretamos, por receio de que tenham visto (sangue de) nidá; pois, quanto à (pergunta): donde (se sabe que) uma menina com um dia de vida (pode transmitir impureza) de nidá? — ensina-se: "e a mulher (que tiver fluxo de sangue...)" (inclui até a recém-nascida); mas os cutim não interpretam essa exegese, e, quando veem (sangue), não a distinguem (como impureza de nidá); por isso os sábios decretaram a respeito delas.
E qual é a outra (baraita, trazida agora como novo exemplo)? Pois se ensinou: todos os bens móveis trazem a impureza (de um cadáver, na forma de um "toldo" que cobre ao mesmo tempo o morto e a pessoa ou objeto do outro lado) pela espessura do mardea (o aguilhão usado para guiar bois, mesmo sem ter um palmo de largura). Disse Rabi Tarfon (a continuação prossegue em Shabbat 17a): …
O daf fecha com o início de uma nova baraita, que a Guemará também traz como exemplo de decreto rabínico relevante para a mesma discussão. A regra de base é que um objeto se torna "impuro por toldo" (tumat ohel) quando forma uma espécie de cobertura contínua entre um cadáver e outra pessoa ou utensílio — normalmente essa cobertura precisa ter uma abertura ou espessura mínima de um palmo (tefach) para transmitir a impureza dessa forma. A baraita ensina que, no caso específico de bens móveis (como o aguilhão usado para guiar o boi, o mardea), essa impureza se transmite mesmo que a espessura do objeto seja bem menor que um palmo — basta a espessura característica do próprio mardea. Rabi Tarfon começa a comentar essa lei com uma afirmação severa (introduzida com um juramento sobre seus próprios filhos, indicando sua convicção de que uma tradição foi mal compreendida por um erro de transmissão) — mas o texto do daf 16b termina exatamente neste ponto, e a explicação completa de Rabi Tarfon, bem como a resposta de Rabi Akiva, prosseguem apenas no início de Shabbat 17a.
"Todos os bens móveis trazem a impureza" — por causa de (constituírem um) toldo: pois, se uma de suas extremidades faz toldo sobre o morto e a outra extremidade sobre os utensílios, trazem a eles a impureza de toldo do morto, tornando-os impuros por sete dias e sendo (considerados) fonte primária de impureza, conforme a lei do toldo impuro.
"Pela espessura do mardea" — mesmo que não haja neles (a abertura mínima de) um palmo, mas apenas (a espessura equivalente à) do mardea; e mais adiante se explica que, havendo em sua circunferência um palmo — é preciso que um fio de um palmo o circunde. E ainda que (a regra geral seja que um) toldo (cuja abertura seja) menor que um palmo não seja (considerado toldo) por lei da Torá — pois essa é uma lei transmitida a Moshé no Sinai, como todas as demais medidas —, aqui os sábios decretaram (que basta) sua circunferência, por causa de sua espessura.