Talmud Bavli · Massechet Oholot · Perek Tet-Zayin
פֶּרֶק שִׁשָּׁה עָשָׂר

Mishná de Oholot, décimo sexto perek — adaptada à trilha Bavli

5 mishnayot · sem Guemará no Talmud Bavli
Nota

Massechet Oholot não possui Guemará no Talmud Bavli — apenas a Mishná é impressa/estudada nesta trilha. Esta página apresenta a Mishná adaptada ao formato da trilha Bavli; para o estudo devocional completo, com fontes da Torá, halachot dos códigos e o perush dos mefarshim, veja a versão completa na Mishná.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

Mishná 1O aguilhão de arar, a objeção de Rabi Tarfon e a correção de Rabi Akiva
Abre o Perek Yud-Vav com a regra dos objetos móveis que trazem impureza pela espessura de um marde'a, a objeção de Rabi Tarfon a partir do caso do lavrador e do túmulo, e a correção de Rabi Akiva em três graus de medida

1 Todos os objetos móveis trazem a impureza pela espessura do marde'a. Disse Rabi Tarfon: Que eu enterre meus filhos, se esta não é uma halachá mutilada — pois quem ouviu, ouviu e errou: que o lavrador passava, e o marde'a sobre seu ombro, e uma de suas pontas fez ohel sobre o túmulo, e o declararam impuro por causa dos utensílios que fazem ohel sobre o morto. Disse Rabi Akiva: Eu vou consertar, para que as palavras dos sábios permaneçam de pé: que todos os objetos móveis trazem a impureza sobre a pessoa que os carrega, pela espessura do marde'a; e sobre si mesmos, em qualquer quantidade; e sobre as demais pessoas e utensílios, com a largura de um palmo.

כָּל הַמִּטַּלְטְלִין מְבִיאִין אֶת הַטֻּמְאָה כָּעֳבִי הַמַּרְדֵּעַ. אָמַר רַבִּי טַרְפוֹן, אֲקַפַּח אֶת בָּנַי שֶׁזּוֹ הֲלָכָה מְקֻפַּחַת, שֶׁשָּׁמַע הַשּׁוֹמֵעַ, וְטָעָה, שֶׁהָאִכָּר עוֹבֵר וְהַמַּרְדֵּעַ עַל כְּתֵפוֹ, וְהֶאֱהִיל צִדּוֹ אֶחָד עַל הַקֶּבֶר, וְטִמְּאוּהוּ מִשּׁוּם כֵּלִים הַמַּאֲהִילִים עַל הַמֵּת. אָמַר רַבִּי עֲקִיבָא, אֲנִי אֲתַקֵּן שֶׁיְּהוּ דִבְרֵי חֲכָמִים קַיָּמִין, שֶׁיְּהוּ כָל הַמִּטַּלְטְלִין מְבִיאִין אֶת הַטֻּמְאָה עַל אָדָם הַנּוֹשְׂאָן בָּעֳבִי הַמַּרְדֵּעַ, וְעַל עַצְמָן בְּכָל שֶׁהֵן, וְעַל שְׁאָר אָדָם וְכֵלִים בְּפוֹתֵחַ טָפַח:
Mishná 2O fuso na parede, o oleiro e o túmulo, e os montículos próximos e antigos
Exemplifica a regra da mishná anterior: o fuso preso na parede que traz a impureza a si mesmo em qualquer quantidade, o oleiro cuja vara faz ohel sobre o túmulo, e os montículos próximos ou distantes da cidade e do caminho, com a definição de 'próximo' e 'antigo' segundo Rabi Meir e Rabi Yehuda

1 Como assim? Um fuso que está fincado na parede, com cerca de meio-azeitona abaixo dele e cerca de meio-azeitona sobre ele — ainda que não estejam alinhados —, é impuro; descobre-se, assim, que ele traz a impureza sobre si mesmo em qualquer quantidade. O oleiro que passa com a vara sobre o ombro, e uma de suas pontas fez ohel sobre o túmulo: os utensílios que estão do outro lado são puros. Se há na vara a largura de um palmo, são impuros. Os montículos próximos, seja da cidade, seja do caminho, tanto os novos quanto os antigos, são impuros. Os distantes: os novos são puros, e os antigos são impuros. Qual é considerado próximo? Cinquenta côvados. E antigo? Sessenta anos — palavras de Rabi Meir. Rabi Yehuda diz: próximo é aquele do qual não há mais próximo; e antigo é aquele que ninguém se lembra.

כֵּיצַד. כּוּשׁ שֶׁהוּא תָחוּב בַּכֹּתֶל, כַּחֲצִי זַיִת מִתַּחְתָּיו וְכַחֲצִי זַיִת מֵעַל גַּבָּיו, אַף עַל פִּי שֶׁאֵינָן מְכֻוָּנִין, טָמֵא. נִמְצָא מֵבִיא אֶת הַטֻּמְאָה לְעַצְמוֹ בְּכָל שֶׁהוּא. הַקַּדָּר שֶׁהוּא עוֹבֵר וְהַסַּל עַל כְּתֵפוֹ וְהֶאֱהִיל צִדּוֹ אַחַת עַל הַקֶּבֶר, הַכֵּלִים שֶׁבַּצַּד הַשֵּׁנִי טְהוֹרִין. אִם יֵשׁ בַּסַּל פּוֹתֵחַ טֶפַח, טְמֵאִים. הַתְּלוּלִיּוֹת הַקְּרוֹבוֹת בֵּין לָעִיר בֵּין לַדֶּרֶךְ, אֶחָד חֲדָשׁוֹת וְאֶחָד יְשָׁנוֹת, טְמֵאוֹת. הָרְחוֹקוֹת, חֲדָשׁוֹת טְהוֹרוֹת וִישָׁנוֹת טְמֵאוֹת. אֵיזוֹ הִיא קְרוֹבָה, חֲמִשִּׁים אַמָּה. וִישָׁנָה, שִׁשִּׁים שָׁנָה, דִּבְרֵי רַבִּי מֵאִיר. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, קְרוֹבָה, שֶׁאֵין קְרוֹבָה מִמֶּנָּה. וִישָׁנָה, שֶׁאֵין אָדָם זוֹכְרָהּ:
Mishná 3Quem encontra um morto no campo, a terra ensopada e o bairro de sepulturas
Muda de assunto e abre a série de halachot sobre quem encontra um morto desconhecido no campo: a regra de tomar o corpo com sua terra ensopada, e a definição de bairro de sepulturas a partir de três corpos espaçados de quatro a oito côvados, com a busca sucessiva de vinte côvados em vinte côvados

1 Aquele que encontra um morto pela primeira vez, deitado do seu modo natural, toma-o e a sua terra ensopada. Se encontrou dois, toma-os e a sua terra ensopada. Se encontrou três, se há entre um e outro de quatro a oito côvados — como o comprimento de um leito e de seus carregadores —, eis que este é um bairro de sepulturas. Ele examina, a partir dali, vinte côvados adiante. Se encontrou um outro morto ao final dos vinte côvados, examina, a partir dali, vinte côvados adiante, pois há fundamento para o receio; visto que, se o tivesse encontrado no início, tomaria a ele e a sua terra ensopada.

הַמּוֹצֵא מֵת בַּתְּחִלָּה מֻשְׁכָּב כְּדַרְכּוֹ, נוֹטְלוֹ וְאֶת תְּבוּסָתוֹ. מָצָא שְׁנַיִם, נוֹטְלָן וְאֶת תְּבוּסָתָן. מָצָא שְׁלשָׁה, אִם יֵשׁ בֵּין זֶה לָזֶה מֵאַרְבַּע אַמּוֹת וְעַד שְׁמֹנֶה כִּמְלֹא מִטָּה וְקוֹבְרֶיהָ, הֲרֵי זוֹ שְׁכוּנַת קְבָרוֹת. בּוֹדֵק מִמֶּנּוּ וּלְהַלָּן עֶשְׂרִים אַמָּה. מָצָא אֶחָד בְּסוֹף עֶשְׂרִים אַמָּה, בּוֹדֵק מִמֶּנּוּ וּלְהַלָּן עֶשְׂרִים אַמָּה, שֶׁרַגְלַיִם לַדָּבָר. שֶׁאִלּוּ מִתְּחִלָּה מְצָאוֹ, נוֹטְלוֹ וְאֶת תְּבוּסָתוֹ:
Mishná 4O método da escavação côvado por côvado e a teruma de quem examina o campo
Detalha o método da busca por côvado, deixando um côvado intacto entre cada escavação, até alcançar a rocha ou a terra virgem, e distingue quem retira terra de um lugar já reconhecido como impuro de quem desobstrui um monte de escombros sem saber se há ali um morto

1 Aquele que examina, examina um côvado por um côvado, e deixa um côvado, até chegar à rocha ou à terra virgem. Aquele que retira a terra de um lugar de impureza pode comer de sua dema. Aquele que desobstrui um monte não pode comer de sua dema.

הַבּוֹדֵק, בּוֹדֵק אַמָּה עַל אַמָּה וּמַנִּיחַ אַמָּה, עַד שֶׁהוּא מַגִּיעַ לְסֶלַע אוֹ לִבְתוּלָה. הַמוֹצִיא אֶת הֶעָפָר מִמְּקוֹם טֻמְאָה, אוֹכֵל בְּדִמְעוֹ. הַמְפַקֵּחַ בַּגַּל, אֵינוֹ אוֹכֵל בְּדִמְעוֹ:
Mishná 5Os limites da busca, os ossos colhidos sem terra ensopada, encerramento do Perek Yud-Vav
Fecha o Perek Yud-Vav com os limites naturais que interrompem a busca por vinte côvados — rio, canal de irrigação ou caminho público —, e três casos em que se colhem apenas os ossos, sem terra ensopada, por não se tratar de sepultura intencional desde o início, com a ressalva de Rabi Shimon

1 Se ele estava examinando, e chegou a um rio, ou a um canal de irrigação, ou a um caminho público, ele interrompe. Um campo no qual foram mortos assassinados, colhe-se osso por osso, e tudo é puro. Aquele que remove seu túmulo de dentro de seu campo, colhe-se osso por osso, e tudo é puro. Um poço no qual se lançam fetos abortados ou assassinados, colhe-se osso por osso, e tudo é puro. Rabi Shimon diz: se o preparou como túmulo desde o início, ele tem terra ensopada.

הָיָה בוֹדֵק, הִגִּיעַ לְנַחַל אוֹ לִשְׁלוּלִית, אוֹ לְדֶרֶךְ הָרַבִּים, מַפְסִיק. שָׂדֶה שֶׁנֶּהֶרְגוּ בָהּ הֲרוּגִים, מְלַקֵּט עֶצֶם עֶצֶם וְהַכֹּל טָהוֹר. הַמְפַנֶּה קִבְרוֹ מִתּוֹךְ שָׂדֵהוּ, מְלַקֵּט עֶצֶם עֶצֶם וְהַכֹּל טָהוֹר. בּוֹר שֶׁמַּטִּילִים לְתוֹכוֹ נְפָלִים אוֹ הֲרוּגִים, מְלַקֵּט עֶצֶם עֶצֶם וְהַכֹּל טָהוֹר. רַבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר, אִם הִתְקִינוֹ לְקֶבֶר מִתְּחִלָּה, יֶשׁ לוֹ תְבוּסָה: