Talmud Bavli · Massechet Negaim · Perek Zayin
פֶּרֶק שְׁבִיעִי

Mishná de Negaim, sétimo perek — adaptada à trilha Bavli

5 mishnayot · sem Guemará no Talmud Bavli
Nota

Massechet Negaim não possui Guemará no Talmud Bavli — apenas a Mishná é impressa/estudada nesta trilha. Esta página apresenta a Mishná adaptada ao formato da trilha Bavli; para o estudo devocional completo, com fontes da Torá, halachot dos códigos e o perush dos mefarshim, veja a versão completa na Mishná.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

Mishná 1Manchas puras por origem ou por reversão
Abre o Perek Zayin com o catálogo das manchas puras por causa do momento ou do lugar em que surgiram — antes da Torá, no convertido, no recém-nascido, na dobra oculta, na cabeça, na barba e nas feridas ainda abertas — e a disputa entre Rabi Eliezer ben Yaakov e os sábios sobre o caso em que início e fim coincidem em impureza

Estas são manchas puras: as que ele tinha antes de ser dada a Torá; no não-judeu, e converteu-se; na criança, e nasceu; na dobra, e foi descoberta; na cabeça e na barba; na chaga, na queimadura, no kédach e nas rebeldes. Se a cabeça e a barba voltaram e ficaram carecas, e a chaga, a queimadura e o kédach formaram cicatriz — são puras. A cabeça e a barba, antes de terem criado pelo, criaram pelo e ficaram carecas; a chaga, a queimadura e o kédach, antes de formarem cicatriz, formaram cicatriz e sararam — Rabi Eliezer ben Yaakov declara impuro, pois seu início e seu fim foram impuros. Mas os sábios declaram puro.

Esta primeira mishná do Perek Zayin abre uma nova série de casos em que uma mancha, apesar de ter a aparência exigida, permanece pura — não por sua cor, mas por causa do momento ou do lugar em que surgiu. A Torá exige que a praga “seja” na pele da carne de um homem já apto ao sistema (Vayikrá 13:2); por isso, uma mancha que já existia antes de a Torá ser dada, ou num não-judeu antes de ele se converter, ou numa criança antes de nascer, nunca chega a contaminar por si mesma, ainda que permaneça inalterada depois desses marcos. O mesmo vale para a mancha que surgiu oculta numa dobra do corpo — um “lugar oculto” (beit ha-storim) — e só depois foi exposta. A esses casos a mishná soma um grupo estruturalmente semelhante: a cabeça e a barba, enquanto cobertas de pelo, e a chaga, a queimadura e o kédach, enquanto ainda “rebeldes” (não cicatrizados), não são regidos pelo sistema de pragas de pele da carne — a cabeça e a barba pelas regras próprias do nétek, as feridas abertas por não serem consideradas pele exposta. Se, depois, a cabeça e a barba ficam carecas, ou a chaga, a queimadura e o kédach formam cicatriz — tornando-se agora pele comum —, a mancha que já existia ali continua pura, pois nunca “nasceu” como praga de pele da carne. A mishná então examina o caso inverso e mais complexo: cabeça e barba que começaram sem pelo (portanto sob o regime de pele da carne), depois criaram pelo (saindo desse regime) e por fim voltaram a ficar carecas (retornando a ele) — e, paralelamente, a chaga, a queimadura e o kédach que começaram sob o regime de pele da carne, depois se tornaram feridas abertas (saindo dele) e por fim sararam formando cicatriz (retornando a ele). Como o início e o fim dessa sequência estão ambos sob o regime que permitiria a impureza, Rabi Eliezer ben Yaakov declara impuro, sem se deixar impressionar pela interrupção intermediária; os sábios, porém, declaram puro, pois consideram que essa interrupção — o período em que o lugar esteve isento — basta para cortar a continuidade da mancha original. A lei segue os sábios.

אֵלּוּ בֶהָרוֹת טְהוֹרוֹת. שֶׁהָיוּ בוֹ קֹדֶם לְמַתַּן תּוֹרָה, בְּנָכְרִי וְנִתְגַּיֵּר, בְּקָטָן וְנוֹלַד, בְּקֶמֶט וְנִגְלָה, בָּרֹאשׁ וּבַזָּקָן, בַּשְּׁחִין וּבַמִּכְוָה וְקֶדַח וּבַמּוֹרְדִין. חָזַר הָרֹאשׁ וְהַזָּקָן וְנִקְרְחוּ, הַשְּׁחִין וְהַמִּכְוָה וְהַקֶּדַח וְנַעֲשׂוּ צָרֶבֶת, טְהוֹרִים. הָרֹאשׁ וְהַזָּקָן עַד שֶׁלֹּא הֶעֱלוּ שֵׂעָר, הֶעֱלוּ שֵׂעָר וְנִקְרְחוּ, הַשְּׁחִין וְהַמִּכְוָה וְהַקֶּדַח עַד שֶׁלֹּא נַעֲשׂוּ צָרֶבֶת, נַעֲשׂוּ צָרֶבֶת וְחָיוּ, רַבִּי אֱלִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב מְטַמֵּא, שֶׁתְּחִלָּתָן וְסוֹפָן טָמֵא. וַחֲכָמִים מְטַהֲרִים:
Mishná 2Mudanças de cor: lenientes e rigorosas
Trata das manchas puras da mishná anterior cuja cor muda dentro da escala das quatro tonalidades da tzaraat — para mais clara (“lenientemente”) ou para mais escura (“rigorosamente”) — e a disputa entre Rabi Elazar ben Azariá, Rabi Elazar Hisma e Rabi Akiva sobre se essas mudanças exigem novo exame

Se suas cores mudaram, seja lenientemente, seja rigorosamente: como é “lenientemente”? Se era como a neve e se tornou como a cal do Templo, como lã branca e como a película do ovo; tornou-se derivada da se’et, ou derivada da intensa. Como é “rigorosamente”? Se era como a película do ovo e se tornou como lã branca, como a cal do Templo e como a neve. Rabi Elazar ben Azariá declara puro. Rabi Elazar Hisma diz: lenientemente, é puro; rigorosamente, deve ser examinada como no início. Rabi Akiva diz: seja lenientemente, seja rigorosamente, deve ser examinada como no início.

Esta mishná continua o tema da anterior — as manchas que permaneceram puras por não terem “nascido” num momento apto à impureza — e pergunta o que ocorre quando, enquanto puras, elas mudam de cor dentro das quatro tonalidades da tzaraat: neve (a mais forte), cal do Templo, lã branca e película do ovo (a mais fraca), cada uma podendo tornar-se ainda mais clara — sua “derivada” (mispachat). A mudança “lenientemente” é a que caminha da tonalidade mais forte para a mais fraca, tornando a mancha mais próxima da película do ovo, o limite mínimo do sistema; a mudança “rigorosamente” caminha na direção oposta, tornando-a mais próxima da neve, a tonalidade mais intensa. A disputa entre os três sábios diz respeito ao efeito dessa mudança sobre o estatuto de pureza que a mancha já tinha: Rabi Elazar ben Azariá sustenta que ela permanece pura em qualquer caso, pois a mancha original nunca contaminou e sua identidade não se altera pela simples variação tonal. Rabi Elazar Hisma distingue: se a mudança foi lenientemente, a mancha continua pura, pois não há razão para suspeitar de uma nova praga quando a cor apenas enfraqueceu; mas, se foi rigorosamente — tornando-se mais escura —, ela deve ser examinada como se fosse uma mancha nova, pois o escurecimento levanta a suspeita de uma praga distinta, agora nascida em condições aptas à impureza. Rabi Akiva é o mais rigoroso dos três: para ele, qualquer mudança de cor, em qualquer direção, basta para exigir um novo exame, pois a alteração em si já é motivo suficiente para não presumir a continuidade da pureza original.

נִשְׁתַּנּוּ מַרְאֵיהֶן, בֵּין לְהָקֵל בֵּין לְהַחְמִיר. כֵּיצַד לְהָקֵל. הָיְתָה כַשֶּׁלֶג וְנַעֲשָׂה כְסִיד הַהֵיכָל כְּצֶמֶר לָבָן וְכִקְרוּם בֵּיצָה, נַעֲשֵׂית מִסְפַּחַת שְׂאֵת, אוֹ מִסְפַּחַת עַזָּה. כֵּיצַד לְהַחְמִיר. הָיְתָה כִקְרוּם בֵּיצָה וְנַעֲשֵׂית כְּצֶמֶר לָבָן כְּסִיד הַהֵיכָל וּכְשֶׁלֶג, רַבִּי אֶלְעָזָר בֶּן עֲזַרְיָה מְטַהֵר. רַבִּי אֶלְעָזָר חִסְמָא אוֹמֵר, לְהָקֵל, טָהוֹר, וּלְהַחְמִיר, תֵּרָאֶה בַתְּחִלָּה. רַבִּי עֲקִיבָא אוֹמֵר, בֵּין לְהָקֵל בֵּין לְהַחְמִיר, תֵּרָאֶה בַתְּחִלָּה:
Mishná 3Isolar, isentar ou certificar
Fixa o momento processual exato em que o sacerdote deve isolar, isentar ou certificar como impura uma mancha, conforme os sinais de impureza surgem ou desaparecem no instante mesmo em que ele se prepara para pronunciar o veredicto

Uma mancha sem nada nela: no início, ou ao fim da primeira semana, ele isola. Ao fim da segunda semana, ou depois da isenção, ele isenta. Se, enquanto ele ainda o está isolando ou isentando, nasceram nele sinais de impureza, ele certifica. Uma mancha em que há sinais de impureza, ele certifica. Se, enquanto ele ainda o está certificando, os sinais de impureza se foram: no início, ao fim da primeira semana, ele isola. Ao fim da segunda semana, ou depois da isenção, ele isenta.

Esta mishná deixa de lado a questão da origem e da cor das manchas para fixar, com precisão quase cronométrica, o momento processual em que o veredicto do sacerdote se torna definitivo. Uma mancha da cor exigida, mas sem nenhum dos três sinais secundários — pelo branco, carne viva ou alastramento —, leva o sacerdote a isolar o portador por uma semana, se o exame ocorre no início ou ao fim da primeira semana de isolamento anterior; mas, ao fim da segunda semana — ou já depois de uma isenção anterior —, ele o isenta definitivamente, pois o sistema não permite um terceiro isolamento. O caso interessante surge quando, entre o momento em que o sacerdote decide isolar ou isentar e o momento em que pronuncia essa decisão, nascem na mancha sinais de impureza: nesse caso, o veredicto muda no ato, e ele certifica como impuro — pois o sacerdote julga pelo que vê diante de si no instante da fala, não pelo que via um momento antes. Do mesmo modo, uma mancha que já apresenta sinais de impureza leva de imediato à certificação; mas, se esses sinais desaparecem exatamente enquanto o sacerdote se prepara para certificá-lo, o veredicto recua para isolamento ou isenção, seguindo as mesmas regras do início do capítulo — isolamento se ainda é a primeira semana, isenção se já é a segunda ou posterior. O princípio subjacente, esclarecido pelos comentadores, é que aquilo que impede o isolamento de quem já foi certificado como impuro não se aplica aqui, pois a certificação ainda não havia sido pronunciada quando os sinais desapareceram.

בַּהֶרֶת וְאֵין בָּהּ כְּלוּם, בַּתְּחִלָּה, בְּסוֹף שָׁבוּעַ רִאשׁוֹן, יַסְגִּיר. בְּסוֹף שָׁבוּעַ שֵׁנִי, לְאַחַר הַפְּטוּר, יִפְטֹר. עוֹדֵהוּ מַסְגִּירוֹ וּפוֹטֵר וְנוֹלְדוּ לוֹ סִימָנֵי טֻמְאָה, יַחְלִיט. בַּהֶרֶת וּבָהּ סִימָנֵי טֻמְאָה, יַחְלִיט. עוֹדֵהוּ מַחְלִיטוֹ וְהָלְכוּ לָהֶן סִימָנֵי טֻמְאָה, בַּתְּחִלָּה, בְּסוֹף שָׁבוּעַ רִאשׁוֹן, יַסְגִּיר. בְּסוֹף שָׁבוּעַ שֵׁנִי, לְאַחַר הַפְּטוּר, יִפְטֹר:
Mishná 4Quem arranca os sinais de impureza
Distingue a proibição de arrancar sinais de impureza da questão da pureza que resulta desse ato, e relata a pergunta de Rabi Akiva a Rabán Gamliel e Rabi Yehoshua a caminho de Gadvad sobre o caso de quem os arranca durante o isolamento

Quem arranca sinais de impureza, e quem queima a carne viva, transgride um mandamento negativo. E, quanto à pureza: se foram arrancados antes de ele vir ao sacerdote, é puro; depois de sua certificação, é impuro. Disse Rabi Akiva: perguntei a Rabán Gamliel e a Rabi Yehoshua, indo a Gadvad, dentro de seu isolamento, o que é? Disseram-me: não ouvimos. Mas ouvimos que, antes de ele vir ao sacerdote, é puro; depois de sua certificação, é impuro. Comecei a trazer-lhes provas: tanto o que está diante do sacerdote quanto o que está dentro de seu isolamento são puros, até que o sacerdote o declare impuro. A partir de quando é sua purificação? Rabi Eliezer diz: quando nascer nele outra praga e ele se purificar dela. Mas os sábios dizem: até que floresça em todo o seu corpo, ou até que sua mancha diminua para menos que um grão.

Esta mishná separa dois planos que, à primeira vista, poderiam parecer o mesmo: a proibição bíblica de remover deliberadamente um sinal de tzaraat — arrancando o pelo branco ou queimando a carne viva —, que é sempre transgressão, e a questão puramente ritual de qual é o estatuto de pureza do portador depois desse ato, que depende inteiramente do momento em que ele ocorreu. Se o sinal foi removido antes de o portador chegar ao sacerdote, ele é puro — pois o sacerdote nunca viu o sinal de impureza e, sem o veredicto sacerdotal, não há impureza; mas, se já foi certificado como impuro antes da remoção, ele permanece impuro, pois um veredicto já pronunciado não se desfaz pelo desaparecimento posterior do sinal que o gerou. O caso intermediário — a remoção durante o período de isolamento, depois de o sacerdote já ter visto o portador mas antes de qualquer certificação — é justamente a dúvida que Rabi Akiva relata ter levado pessoalmente a Rabán Gamliel e a Rabi Yehoshua, numa viagem a Gadvad; eles não tinham uma tradição direta sobre esse caso específico, mas Rabi Akiva argumentou, por raciocínio próprio, que o princípio é o mesmo: tanto quem está diante do sacerdote quanto quem está dentro do isolamento permanecem puros até que o sacerdote pronuncie a certificação de impureza — pois é essa fala que constitui a impureza, e não a mera presença do sinal. A mishná fecha com uma questão distinta: uma vez que alguém foi certificado como impuro e depois arrancou os sinais, quando ele volta a ser puro? Rabi Eliezer exige que surja nele uma praga inteiramente nova, da qual ele então se purifique regularmente; os sábios são mais lenientes, permitindo a purificação quando a tzaraat se espalha por todo o corpo — tornando-o “todo branco” e puro por essa via —, ou quando a mancha original diminui para menos que a medida mínima de um grão.

הַתּוֹלֵשׁ סִימָנֵי טֻמְאָה, וְהַכּוֹוֶה אֶת הַמִּחְיָה, עוֹבֵר בְּלֹא תַעֲשֶׂה. וּלְטָהֳרָה, עַד שֶׁלֹּא בָא אֵצֶל הַכֹּהֵן, טָהוֹר. לְאַחַר הֶחְלֵטוֹ, טָמֵא. אָמַר רַבִּי עֲקִיבָא, שָׁאַלְתִּי אֶת רַבָּן גַּמְלִיאֵל וְאֶת רַבִּי יְהוֹשֻׁעַ הוֹלְכִין לְגַדְוָד, בְּתוֹךְ הֶסְגֵּרוֹ, מַה הוּא. אָמְרוּ לִי, לֹא שָׁמַעְנוּ. אֲבָל שָׁמַעְנוּ, עַד שֶׁלֹּא בָא אֵצֶל הַכֹּהֵן, טָהוֹר, לְאַחַר הֶחְלֵטוֹ, טָמֵא. הִתְחַלְתִּי מֵבִיא לָהֶם רְאָיוֹת. אֶחָד עוֹמֵד בִּפְנֵי הַכֹּהֵן וְאֶחָד בְּתוֹךְ הֶסְגֵּרוֹ, טָהוֹר, עַד שֶׁיְּטַמְּאֶנּוּ הַכֹּהֵן. מֵאֵימָתַי הִיא טָהֳרָתוֹ, רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר, לִכְשֶׁיִּוָּלֶד לוֹ נֶגַע אַחֵר וְיִטְהַר מִמֶּנּוּ. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים, עַד שֶׁתִּפְרַח בְּכֻלּוֹ, אוֹ עַד שֶׁתִּתְמַעֵט בַּהַרְתּוֹ מִכַּגְּרִיס:
Mishná 5A mancha cortada e a circuncisão
Encerra o Perek Zayin com o caso de quem corta fora a própria mancha — sem querer ou intencionalmente — e a disputa entre Rabi Eliezer e os sábios sobre quando ele volta a purificar-se; e fecha com o caso da mancha na ponta do prepúcio, que deve ser circuncidado

Quem tinha uma mancha e ela foi cortada, é puro. Se a cortou intencionalmente: Rabi Eliezer diz: quando nascer nele outra praga e ele se purificar dela. Mas os sábios dizem: até que floresça em todo o seu corpo. Se estava na ponta do prepúcio, deve ser circuncidado.

A última mishná do Perek Zayin fecha o capítulo com o caso mais radical de remoção de um sinal de impureza: não apenas o pelo branco ou a carne viva, mas a própria mancha, cortada inteiramente fora do corpo. Se ela foi removida sem intenção — por exemplo, junto com um ferimento acidental —, o portador é puro de imediato, pois a Torá impõe impureza apenas “todos os dias em que a praga estiver nele” (Vayikrá 13:46), e não há mais praga nenhuma sobre a qual julgar. Mas, se ele a cortou intencionalmente — buscando deliberadamente escapar do veredicto sacerdotal —, os sábios impõem uma penalidade: ele não se purifica de imediato, ainda que a mancha tenha desaparecido por completo. A disputa entre Rabi Eliezer e os sábios sobre o momento exato dessa purificação retardada retoma os termos da mishná anterior: Rabi Eliezer exige que surja nele uma praga inteiramente nova, da qual ele então se purifique regularmente; os sábios contentam-se com que a tzaraat se espalhe por todo o seu corpo, tornando-o “todo branco” e puro por essa via — mas, como não resta mais nenhuma mancha original cuja medida possa diminuir, a alternativa de reduzir-se a menos que um grão, mencionada na mishná anterior, não se aplica aqui. A mishná fecha com um caso à parte: se a mancha estava sobre a ponta do prepúcio de um menino ainda não circuncidado, ele deve ser circuncidado normalmente, ainda que isso implique cortar fora a própria praga — pois o mandamento positivo da circuncisão prevalece sobre a proibição negativa de remover sinais de tzaraat, segundo o princípio geral de que, quando não é possível cumprir ambos, o mandamento positivo afasta o negativo.

מִי שֶׁהָיְתָה בוֹ בַהֶרֶת וְנִקְצְצָה, טְהוֹרָה. קְצָצָהּ מִתְכַּוֵּן, רַבִּי אֱלִיעֶזֶר אוֹמֵר, לִכְשֶׁיִּוָּלֶד לוֹ נֶגַע אַחֵר וְיִטְהַר מִמֶּנּוּ. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים, עַד שֶׁתִּפְרַח בְּכֻלּוֹ. הָיְתָה בְרֹאשׁ הָעָרְלָה, יִמֹּל: