Massechet Negaim não possui Guemará no Talmud Bavli — apenas a Mishná é impressa/estudada nesta trilha. Esta página apresenta a Mishná adaptada ao formato da trilha Bavli; para o estudo devocional completo, com fontes da Torá, halachot dos códigos e o perush dos mefarshim, veja a versão completa na Mishná.
São dez as categorias (batim) das casas: a que se esmaece na primeira semana e desaparece por completo — raspa-se o lugar, e ela é pura. A que se esmaece na segunda semana e desaparece por completo — raspa-se o lugar, e ela requer os pássaros. A que alastra na primeira semana — esvazia as pedras, raspa a parede, reboca e dá-se-lhe uma semana; se retornou, será demolida; se não retornou, requer os pássaros. A que permaneceu como estava na primeira semana e alastrou na segunda — esvazia, raspa, reboca e dá-se-lhe uma semana; se retornou, será demolida; se não retornou, requer os pássaros. A que permaneceu como estava nesta e nesta — esvazia, raspa, reboca e dá-se-lhe uma semana; se retornou, será demolida; se não retornou, requer os pássaros. Se, antes de purificá-la com os pássaros, apareceu nela uma marca, eis que ela será demolida; e se, depois de purificá-la com os pássaros, apareceu nela uma marca, será examinada como no início.
Esta mishná abre o novo capítulo retomando, em forma de sumário, todo o processo já descrito no Perek Yud-Bet, organizando-o em dez categorias distintas conforme o comportamento da marca (nega) ao longo das duas semanas de observação previstas pela Torá. A palavra batim aqui não designa as casas em si, mas as próprias categorias ou rubricas do julgamento — um uso técnico paralelo ao das "casas" empregadas para classificar leis noutros contextos. As primeiras quatro categorias tratam da marca que se esmaece ou desaparece por completo, ao fim da primeira ou da segunda semana, bastando então raspar o local: se isso ocorreu já na primeira semana, a casa é pura sem mais exigências; se somente na segunda, é exigida a purificação com os pássaros, como no caso de quem chegou ao processo de arrancar as pedras. As seis categorias seguintes tratam do alastramento — seja na primeira semana, seja apenas na segunda, seja em ambas —, para as quais se aplica sempre o mesmo procedimento: arrancar as pedras marcadas, raspar a parede ao redor, rebocá-la e conceder mais uma semana de observação; se a marca retornar, a casa inteira é demolida, e se não retornar, purifica-se com os pássaros. A mishná fecha distinguindo o momento em que uma nova marca aparece: antes da purificação completa com os pássaros, ela é tratada como um retorno que exige demolição; depois da purificação, é como uma marca inteiramente nova, que recomeça o processo de isolamento desde o início.
A pedra que está no canto: quando se arranca, arranca-se toda ela; e quando se demole, demole-se a sua parte e deixa-se a parte do próximo. Segue-se, portanto, que há maior rigor no arrancar do que na demolição. Rabi Elazar diz: uma casa construída de cabeças e de encaixes — se a marca apareceu na cabeça, tira-se toda ela; se apareceu nos encaixes, tira-se a sua parte e deixa-se a parte do próximo.
Esta mishná trata do caso da pedra situada no canto que une duas casas vizinhas, construída em parceria entre os dois proprietários e pertencente a ambos por igual. Quando essa pedra é marcada por tzaraat na fase do arrancamento das pedras — etapa em que a casa ainda pode ser salva —, exige-se que ela seja retirada por inteiro, mesmo que metade pertença ao vizinho, pois a Torá exige que "arranquem" as pedras, no plural, ensinando que ambos os donos participam do arrancamento da mesma pedra inteira. Já na fase final da demolição, quando a casa marcada precisa ser derrubada por completo, cada proprietário demole apenas a sua própria parte da parede, incluindo a sua porção da pedra do canto, e deixa intacta a parte pertencente ao vizinho, pois o versículo sobre a demolição fala de "suas pedras e suas madeiras" — as pedras e madeiras que pertencem ao dono da casa marcada, não as do vizinho. Daí a conclusão da mishná: há maior rigor na lei do arrancamento do que na lei da demolição. Rabi Elazar acrescenta uma distinção adicional para casas construídas com fileiras de pedras grandes ("cabeças") que atravessam toda a espessura da parede e pequenas pedras ("encaixes") que preenchem os espaços: se a marca aparece numa pedra-cabeça, que pertence de fato às duas casas por atravessar a divisa, ela deve ser retirada inteira; se aparece num encaixe, que pertence apenas a um dos lados, cada um retira somente o seu.
A casa em que apareceu uma marca, se havia um sótão sobre ela, dão-se as vigas ao sótão; se a marca apareceu no sótão, dão-se as vigas à casa. Se não havia sótão sobre ela, suas pedras, suas madeiras e sua terra são demolidas com ela; mas salva-se o que pertence aos caixilhos e às grades das janelas. Rabi Yehudá diz: o caixilho construído sobre ela é demolido com ela. Suas pedras, suas madeiras e sua terra contaminam no tamanho de uma azeitona; Rabi Elazar Chisma diz: no que quer que sejam.
Esta mishná trata da distribuição das vigas entre a casa marcada e um sótão eventualmente construído sobre ela: se a marca apareceu na casa de baixo, as vigas do teto são consideradas parte do sótão, e não são demolidas junto com a casa; se, ao contrário, a marca apareceu no próprio sótão, as vigas passam a ser consideradas parte da casa de baixo, e escapam da demolição do sótão. Quando não há sótão algum, porém, tudo o que compõe a casa — suas pedras, suas madeiras e sua terra — deve ser demolido junto com ela e levado para fora da cidade, com exceção dos caixilhos de madeira apoiados sobre a parede para sustentar as pontas das vigas e evitar que apodreçam com a umidade, e das grades ornamentais das janelas, que não são consideradas parte estrutural da casa e por isso se salvam da demolição. Rabi Yehudá discorda quanto ao caixilho, sustentando que, por estar construído sobre a própria casa, ele deve ser demolido junto com ela. A mishná fecha com uma disputa sobre a medida mínima que torna impuras as pedras, madeiras e terra da casa demolida: segundo a opinião anônima, elas contaminam apenas a partir do tamanho de uma azeitona — a medida-padrão associada à impureza de cadáver, à qual a tzaraat é comparada; Rabi Elazar Chisma, porém, sustenta que contaminam em qualquer quantidade, por menor que seja, como os membros de um cadáver, que não têm medida mínima.
A casa isolada contamina por dentro; e a certificada, por dentro e por fora. Esta e aquela contaminam por entrada.
Esta mishná estabelece uma distinção fundamental entre os dois estágios de impureza pelos quais uma casa marcada pode passar. A casa que está apenas isolada — ou seja, aguardando o resultado da primeira ou da segunda semana de observação, sem ainda ter sido certificada como definitivamente impura — contamina apenas quem entra em seu interior, conforme o versículo que fala de "quem entrar na casa todos os dias em que ela estiver isolada" (Vayikrá 14:46). Já a casa certificada como definitivamente impura, depois de a marca ter retornado ou alastrado sem solução, contamina de duas formas: tanto por dentro, como a casa isolada, quanto por fora, de modo que até mesmo tocar a parede externa da casa certificada, sem entrar nela, já transmite impureza — um rigor adicional derivado da expressão "impura é ela" (14:44), que a tradição interpreta como uma adição de impureza além da simples entrada. A mishná fecha esclarecendo que, apesar dessa diferença, ambas as casas — a isolada e a certificada — compartilham a mesma regra quanto à entrada: quem entra em qualquer uma delas torna-se impuro.
Aquele que constrói, com pedras da casa isolada, em pureza, e a marca retornou à casa — arranca as pedras. Se a marca retornou às pedras — a primeira casa será demolida, e as pedras servirão à segunda casa sob observação dos sinais.
Esta mishná trata de um caso especial: depois que as pedras marcadas foram arrancadas de uma casa isolada, na etapa intermediária do processo — antes de se saber se a marca voltará ou não ao final da semana concedida —, alguém toma essas pedras e as utiliza para construir uma parte de outra casa, ainda pura. Se, ao fim da semana, a marca retornar à primeira casa — a que foi isolada —, isso não afeta diretamente a segunda casa: apenas se retiram dela as pedras que vieram da primeira, pois elas carregam a mesma condição de impureza da casa de onde foram tiradas. Mas se, em vez disso, a própria marca aparecer nas pedras transplantadas, já incorporadas à segunda casa, o julgamento se torna mais severo: a primeira casa, de onde as pedras vieram, deve ser demolida por completo, como se as pedras ainda estivessem nela; e as próprias pedras, agora servindo à segunda casa, ficam sujeitas ao mesmo processo de isolamento e observação dos sinais que qualquer casa em que uma marca apareceu pela primeira vez.
Uma casa que sombreia sobre uma casa marcada, e assim também uma árvore que sombreia sobre uma casa marcada — quem entra na (casa) externa é puro, palavras de Rabi Elazar ben Azariá. Disse Rabi Elazar: se uma única pedra dela contamina por entrada, ela mesma não haveria de contaminar por entrada?
Esta mishná trata de um caso incomum, em que uma casa marcada por tzaraat está construída dentro de outra casa, ou sob uma árvore cuja copa se estende sobre ela como uma cobertura. Rabi Elazar ben Azariá sustenta que quem entra apenas na estrutura externa — a casa maior que envolve a casa marcada, ou a árvore que a sombreia — sem entrar de fato na própria casa marcada, permanece puro, pois cada uma das duas estruturas é considerada independente da outra, de modo semelhante ao caso de uma casa com um andar superior, em que a impureza de baixo não se propaga automaticamente para cima. Rabi Elazar discorda com um argumento a fortiori: se uma única pedra retirada da casa marcada já contamina por entrada quem se abriga sob a mesma cobertura que ela, tanto mais a casa marcada inteira, cobrindo tudo o que está sob a estrutura externa, deveria contaminar por entrada a quem entra nesta última. A lei segue a opinião de Rabi Elazar.
O impuro que está parado sob a árvore, e o puro que passa — impuro. O puro que está parado sob a árvore, e o impuro que passa — puro. Se parou, impuro. E assim também com a pedra marcada — puro. E se a pousou, eis que este é impuro.
Esta mishná aplica ao caso da árvore o princípio segundo o qual "o lugar" de um metzorá se torna impuro, derivado do versículo que descreve a morada do metzorá fora do acampamento (Vayikrá 13:46). Quando uma pessoa impura permanece parada sob uma árvore, o próprio espaço sob a copa passa a ser considerado "seu lugar", contaminando qualquer pessoa pura que ali passe, mesmo sem tocar o impuro diretamente. Mas se, ao contrário, é a pessoa pura que está parada sob a árvore, e o impuro apenas passa por ali sem se deter, o espaço não chega a se tornar "lugar" do impuro, e a pessoa pura permanece pura — a menos que o impuro também pare ali, ainda que por um instante, caso em que o lugar se torna impuro e contamina quem estiver parado. A mishná estende exatamente o mesmo princípio ao caso de uma pedra marcada por tzaraat: se alguém a carrega passando sob a árvore, sem detê-la, quem está parado ali permanece puro; mas se a pedra for pousada no chão, ainda que momentaneamente, o lugar se torna impuro, contaminando quem ali estiver.
O puro que introduziu a sua cabeça e a maior parte de si numa casa impura — tornou-se impuro. E o impuro que introduziu a sua cabeça e a maior parte de si numa casa pura — tornou-a impura. Um manto puro do qual se introduziu três (dedos) por três numa casa impura — tornou-se impuro. E um (manto) impuro do qual se introduziu ainda que o tamanho de uma azeitona numa casa pura — tornou-a impura.
Esta mishná fixa a medida mínima de entrada que basta para que se aplique a regra de que a casa marcada "contamina por entrada", estabelecida já na mishná 4. Para uma pessoa, essa medida é a cabeça e a maior parte do corpo: introduzir menos do que isso não é considerado "entrar" de fato. Assim, uma pessoa pura que introduz a cabeça e a maior parte do corpo numa casa impura torna-se impura, e, inversamente, uma pessoa impura que faz o mesmo numa casa pura transmite-lhe a impureza. A mesma lógica se aplica, com medidas próprias, a uma peça de roupa: um manto puro que ainda não atingiu o tamanho mínimo sujeito à impureza (três dedos por três) só se torna impuro se essa porção mínima for introduzida na casa impura, pois medida menor não é sequer considerada suscetível à impureza. Já um manto que já é impuro por si mesmo — tendo sido tocado por uma marca, por exemplo — contamina a casa pura com a introdução de apenas o tamanho de uma azeitona dele, a medida mínima de transmissão de impureza por entrada, comparável à impureza de cadáver, à qual a tzaraat é equiparada pela tradição.
Aquele que entrou numa casa marcada com as suas roupas ao ombro, e as suas sandálias e os seus anéis nas mãos — ele e eles são impuros de imediato. Se estava vestido com as suas roupas, e as suas sandálias nos pés, e os seus anéis nas mãos — ele é impuro de imediato, mas eles são puros até que se demore o tempo de comer meio pão — pão de trigo, e não pão de cevada — reclinado, comendo-o com um acompanhamento.
Esta mishná distingue dois modos de portar objetos ao entrar numa casa marcada, com consequências jurídicas opostas. Quando a pessoa carrega suas roupas dobradas sobre o ombro, como carga, ou traz suas sandálias e anéis soltos nas mãos, sem os usar como vestimenta, esses objetos são considerados como se estivessem entrando por si mesmos, de modo independente do corpo de quem os carrega — e por isso se tornam impuros imediatamente, junto com a própria pessoa, no mesmo instante da entrada. Mas quando a pessoa está de fato vestida com suas roupas, calçada com suas sandálias e usando seus anéis como adornos normais, esses objetos são considerados anexos ao próprio corpo, e sua impureza depende de uma medida de tempo: embora a pessoa se torne impura no mesmo instante em que entra, as roupas e os demais objetos que traz vestidos só se tornam impuros se a pessoa permanecer na casa pelo tempo necessário para comer meio pão de trigo — e não de cevada, que é mais lento de mastigar —, numa postura reclinada e acompanhado de um molho ou condimento que apressa a refeição. Essa medida de tempo deriva do versículo que fala de quem "come" ou "se deita" na casa marcada, tomado pela tradição como uma indicação da duração mínima de permanência, e não como exigência literal de comer ou deitar-se.
Se estava parado dentro, e estendeu a sua mão para fora, com os seus anéis na mão — se demorou o tempo de comer meio pão, são impuros. Se estava parado fora, e estendeu a sua mão para dentro, com os seus anéis na mão — Rabi Yehudá torna impuro de imediato; e os sábios dizem: até que se demore o tempo de comer meio pão. Disseram a Rabi Yehudá: se quando todo o seu corpo é impuro não tornou impuro o que está sobre ele até que se demore o tempo de comer meio pão, quando nem todo o seu corpo é impuro, não é lógico que não torne impuro o que está sobre ele até que se demore o tempo de comer meio pão?
Esta mishná examina um caso intermediário: uma pessoa cujo corpo está apenas parcialmente dentro da casa marcada, com a mão estendida para o lado oposto. No primeiro caso, a pessoa está de fato dentro da casa — portanto já impura por inteiro — e apenas a mão, com o anel, está estendida para fora; aqui todos concordam que o anel só se torna impuro depois de decorrido o tempo de comer meio pão, exatamente como no caso da mishná anterior, pois ele é tratado como parte do corpo já impuro. No segundo caso, porém, a pessoa está parada fora da casa, e apenas a mão com o anel penetra para dentro, sem que a cabeça e a maior parte do corpo tenham entrado — de modo que a pessoa, como um todo, permanece pura. Aqui surge a disputa: Rabi Yehudá sustenta que o anel se torna impuro imediatamente, pois, por menor que seja a parte introduzida, ela está de fato dentro da casa marcada; os sábios discordam, exigindo a mesma medida de tempo do caso anterior. Os sábios argumentam por um raciocínio a fortiori: se mesmo quando todo o corpo da pessoa já está impuro, o objeto que traz consigo só se torna impuro depois do tempo de comer meio pão, com muito mais razão isso deveria valer quando o corpo da pessoa ainda não está impuro por inteiro. A lei segue os sábios.
Um metzorá que entrou numa casa — todos os utensílios que ali há tornam-se impuros, mesmo até as vigas. Rabi Shimon diz: até quatro côvados. Os utensílios tornam-se impuros de imediato. Rabi Yehudá diz: se demorou o tempo de acender uma vela.
Esta mishná trata de um caso distinto do da casa marcada: não uma casa cujas próprias paredes contraíram tzaraat, mas uma casa comum, ainda pura, na qual entra uma pessoa já certificada como metzorá. A lei aqui deriva do princípio de que "a morada" do metzorá é impura, aplicado agora não a uma árvore, como na mishná 7, mas a um teto inteiro: uma vez que o metzorá entra sob o mesmo teto, toda a casa é considerada sua morada, e todos os utensílios que ali se encontram — até mesmo os pousados junto às vigas do teto, na altura máxima da casa — tornam-se impuros. Rabi Shimon discorda quanto à extensão, limitando essa impureza a uma altura de quatro côvados a partir do chão, por entender que, acima dessa altura, o espaço já não é considerado "domínio" do metzorá, já que uma pessoa de estatura mediana, com os braços e pernas estendidos, não alcança além dessa medida. Quanto ao tempo, a mishná esclarece que os utensílios tornam-se impuros de imediato, sem exigir a medida de tempo vista nas mishnayot anteriores — que se aplicava apenas aos objetos vestidos ou carregados pela própria pessoa que entra, não aos utensílios já presentes na casa. Rabi Yehudá discorda também neste ponto, exigindo que o metzorá permaneça o tempo necessário para acender uma vela antes que os utensílios se tornem impuros, ao menos quando ele entra sem permissão do dono da casa.
Se entrou na sinagoga, fazem para ele uma partição de dez palmos de altura por quatro côvados de largura; entra primeiro e sai por último. Todo o que protege por tampa fechada na tenda do morto protege por tampa fechada na casa marcada. E todo o que protege coberto na tenda do morto protege coberto na casa marcada — palavras de Rabi Meir. Rabi Yosé diz: todo o que protege por tampa fechada na tenda do morto protege coberto na casa marcada; e todo o que protege coberto na tenda do morto, mesmo descoberto na casa marcada, é puro.
Esta última mishná do Perek Yud-Guimel trata primeiro do metzorá que deseja entrar na sinagoga: para que sua impureza não se espalhe aos demais presentes, constrói-se para ele uma partição de dez palmos de altura — a medida mínima para que algo seja considerado uma divisória eficaz — e quatro côvados de largura, o espaço mínimo correspondente ao lugar de uma pessoa. Ele deve entrar antes de todos os demais e sair depois de todos, de modo a nunca cruzar o caminho de quem já ocupa a sinagoga, evitando que, ao passar, se detenha por um instante e torne impuro o lugar onde os demais estão parados, como visto na mishná 7. A mishná fecha com uma comparação entre a impureza da casa marcada e a impureza da tenda de um cadáver, quanto aos utensílios que escapam da contaminação estando dentro delas: segundo Rabi Meir, a equivalência entre as duas é total — tudo o que protege por ter uma tampa bem ajustada (tzamid patil) na tenda do morto também protege da mesma forma na casa marcada, e tudo o que basta cobrir, sem tampa ajustada, para proteger na tenda do morto, basta igualmente cobrir para proteger na casa marcada. Rabi Yosé discorda, sustentando que a impureza da casa marcada é mais leve do que a impureza de cadáver — pois esta dura sete dias, enquanto aquela dura apenas até a tarde — e por isso rebaixa um grau a exigência: o que exige tampa ajustada na tenda do morto basta que esteja simplesmente coberto na casa marcada, e o que já bastava cobrir na tenda do morto permanece puro na casa marcada mesmo descoberto. A lei segue Rabi Yosé.