Talmud Bavli · Massechet Maasrot · Perek Gimel
פֶּרֶק שְׁלִישִׁי

Mishná de Maasrot, terceiro perek — adaptada à trilha Bavli

10 mishnayot · sem Guemará no Talmud Bavli
Nota

Massechet Maasrot não possui Guemará no Talmud Bavli — apenas a Mishná é impressa/estudada nesta trilha. Esta página apresenta a Mishná adaptada ao formato da trilha Bavli; para o estudo devocional completo, com fontes da Torá, halachot dos códigos e o perush dos mefarshim, veja a versão completa na Mishná.

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

Mishná 1"Quem leva figos por seu pátio para secar"
Abre-se o Perek Guimel com o direito bíblico do trabalhador de comer daquilo em que labuta: quem apenas transporta figos, sem completar-lhes o processamento, ainda não os fixou à obrigação — por isso seus filhos e sua casa comem livremente, e os trabalhadores que o acompanham comem isentos, salvo quando ele já lhes deve sustento contratado, caso em que comer do tevel seria pagar essa dívida com produto ainda não dizimado

Quem leva figos por seu pátio (a caminho de outro lugar) para secá-los (fazer deles kitziot, discos prensados; ainda não terminou o processamento, e por isso o pátio não fixa a obrigação), seus filhos e os membros de sua casa comem e estão isentos (mesmo fora do lugar próprio da secagem, pois não depende deles decidir o destino final da fruta). Os trabalhadores que estão com ele, quando não têm sobre ele (obrigação de) sustento, comem e estão isentos (pois o que recebem é como um dom, e o dom não fixa a obrigação). Mas se têm sobre ele sustento (contratado, isto é, se ele se comprometeu a alimentá-los como parte do salário), estes não comem (pois comer seria quitar uma dívida com tevel, o que não é permitido).

הַמַּעֲבִיר תְּאֵנִים בַּחֲצֵרוֹ לִקְצוֹת, בָּנָיו וּבְנֵי בֵיתוֹ אוֹכְלִין וּפְטוּרִין. הַפּוֹעֲלִים שֶׁעִמּוֹ, בִּזְמַן שֶׁאֵין לָהֶם עָלָיו מְזוֹנוֹת, אוֹכְלִין וּפְטוּרִין. אֲבָל אִם יֶשׁ לָהֶם עָלָיו מְזוֹנוֹת, הֲרֵי אֵלּוּ לֹא יֹאכֵלוּ:
Mishná 2"Quem tira seus trabalhadores para o campo"
Continua o tema do direito do trabalhador: aqui, trabalhadores levados ao campo para outro serviço qualquer — não para a colheita — e que, tendo sustento contratado, só podem comer figo por figo, diretamente da árvore, jamais reunindo-os em quantidade, pois reunir equivaleria a "fixar" a fruta à obrigação

Quem tira seus trabalhadores para o campo (para outro serviço, não para colher frutos), quando não têm sobre ele sustento, comem e estão isentos (pois o que recebem é como dom, que não fixa a obrigação). E se têm sobre ele sustento, comem um a um (diretamente) da figueira, mas não do cesto, nem da canastra, nem do monte reunido (pois juntar as frutas em quantidade equivaleria a fixá-las à obrigação, tornando proibido comê-las sem dizimar).

הַמּוֹצִיא פּוֹעֲלָיו לַשָּׂדֶה, בִּזְמַן שֶׁאֵין לָהֶם עָלָיו מְזוֹנוֹת, אוֹכְלִין וּפְטוּרִין. וְאִם יֶשׁ לָהֶם עָלָיו מְזוֹנוֹת, אוֹכְלִין אַחַת אַחַת מִן הַתְּאֵנָה, אֲבָל לֹא מִן הַסַּל וְלֹא מִן הַקֻּפָּה וְלֹא מִן הַמֻּקְצֶה:
Mishná 3"Quem contrata o trabalhador para lidar com azeitonas"
Conclui-se o tema do direito do trabalhador com o caso da condição expressa: quando o patrão contrata para um serviço que não dá direito bíblico de comer (lavrar sob as oliveiras, capinar cebolas), mas estipula explicitamente que o trabalhador poderá comer — este come uma unidade de cada vez e está isento; reunir várias equivale a fixar a obrigação

Quem contrata o trabalhador para lidar com azeitonas (lavrar ou capinar sob as oliveiras, não colher), e lhe disse: sob condição de que eu coma azeitonas (estipulando expressamente o direito de comer, já que por lei não o teria), come uma a uma e está isento. Mas se as reuniu, é obrigado (ao dízimo, pois reunir equivale a fixar a fruta à obrigação). Para capinar entre cebolas, e lhe disse: sob condição de que eu coma vegetais, arranca folha por folha e come. Mas se as reuniu, é obrigado (ao dízimo).

הַשּׂוֹכֵר אֶת הַפּוֹעֵל לַעֲשׂוֹת בְּזֵיתִים, אָמַר לוֹ עַל מְנָת לֶאֱכֹל זֵיתִים, אוֹכֵל אֶחָד אֶחָד וּפָטוּר. וְאִם צֵרַף, חַיָּב. לְנַכֵּשׁ בִּבְצָלִים, אָמַר לוֹ עַל מְנָת לֶאֱכֹל יָרָק, מְקַרְטֵם עָלֶה עָלֶה וְאוֹכֵל. וְאִם צֵרַף, חַיָּב:
Mishná 4"Quem acha figos cortados na estrada"
Muda-se o tema: agora, o que se encontra caído ou perdido na estrada. Figos, por se sujarem e se descaracterizarem ao cair, não são reconhecíveis quanto à árvore de origem — por isso são permitidos quanto ao roubo e isentos de dízimo; já azeitonas e alfarrobas, que não se descaracterizam, presumem-se da árvore sob a qual foram achadas, e por isso obrigam

Quem acha figos cortados na estrada, mesmo ao lado de um campo de figos cortados (onde é evidente que caíram dali), e também uma figueira que se inclina sobre a estrada, e achou embaixo dela figos, são permitidos quanto ao roubo e isentos de dízimos (pois se presume que o dono já os deu por perdidos, e além disso os figos, ao caírem, sujam-se e não se reconhece de qual árvore vieram). Mas em azeitonas e alfarrobas, são obrigados (pois estas não se descaracterizam ao cair, e se reconhece que vieram desta árvore). Quem acha figos secos (já processados), se a maioria das pessoas já pisou (seus figos, isto é, já completou seu processamento), é obrigado (pois se presume que estes também já foram processados), e se não, está isento. Quem acha fatias de disco de figo prensado, é obrigado, pois é sabido que vêm de algo já totalmente processado. E quanto às alfarrobas, antes de as reunir no topo do telhado (seu local de secagem final), pode descer delas para o gado, isento, pois isso é devolver o excedente (ao lugar de secagem, não retirando definitivamente do processo).

מָצָא קְצִיצוֹת בַּדֶּרֶךְ, אֲפִלּוּ בְצַד שְׂדֵה קְצִיצוֹת, וְכֵן תְּאֵנָה שֶׁהִיא נוֹטָה עַל דֶּרֶךְ, וּמָצָא תַחְתֶּיהָ תְּאֵנִים, מֻתָּרוֹת מִשּׁוּם גָּזֵל וּפְטוּרוֹת מִן הַמַּעַשְׂרוֹת. וּבְזֵיתִים וּבְחָרוּבִים, חַיָּבִים. מָצָא גְרוֹגָרוֹת, אִם דָּרְסוּ רוֹב בְּנֵי אָדָם, חַיָּב, וְאִם לָאו, פָּטוּר. מָצָא פִלְחֵי דְבֵלָה, חַיָּב, שֶׁיָּדוּעַ שֶׁהֵן מִדָּבָר גָּמוּר. וְהֶחָרוּבִין, עַד שֶׁלֹּא כְנָסָן לְרֹאשׁ הַגַּג, מוֹרִיד מֵהֶם לִבְהֵמָה, פָּטוּר, מִפְּנֵי שֶׁהוּא מַחֲזִיר אֶת הַמּוֹתָר:
Mishná 5"Qual é o pátio obrigado ao dízimo"
A partir daqui, o Perek Guimel retoma e aprofunda o tema do Perek Bet — os fatores que fixam a obrigação —, concentrando-se agora especificamente no chatzer (pátio): cinco sábios propõem cinco definições distintas do que faz um pátio "guardado" o bastante para fixar a produção nele introduzida à obrigação do dízimo

Qual é o pátio que é obrigado aos dízimos (isto é, que fixa a obrigação de quem nele introduz produtos)? Rabi Ishmael diz: o pátio "de Tzor" (guardado à maneira dos pátios da cidade de Tzor), no qual os utensílios ficam guardados (em segurança, sem risco de furto). Rabi Akiva diz: todo aquele em que um abre e outro fecha (dois moradores independentes, cada um com poder sobre a entrada), está isento (por não ser suficientemente guardado). Rabi Nechemiá diz: todo aquele em que ninguém se envergonha de comer dentro dele, é obrigado. Rabi Yossei diz: todo aquele em que, se alguém entra, não lhe dizem "o que estás buscando", está isento. Rabi Yehudá diz: dois pátios, um dentro do outro, o interno é obrigado, e o externo está isento.

אֵיזוֹ הִיא חָצֵר שֶׁהִיא חַיֶּבֶת בַּמַּעֲשְׂרוֹת, רַבִּי יִשְׁמָעֵאל אוֹמֵר, חָצֵר הַצּוֹרִית, שֶׁהַכֵּלִים נִשְׁמָרִים בְּתוֹכָהּ. רַבִּי עֲקִיבָא אוֹמֵר, כָּל שֶׁאֶחָד פּוֹתֵחַ וְאֶחָד נוֹעֵל, פְּטוּרָה. רַבִּי נְחֶמְיָה אוֹמֵר, כָּל שֶׁאֵין אָדָם בּוֹשׁ מִלֶּאֱכֹל בְּתוֹכָהּ, חַיֶּבֶת. רַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר, כָּל שֶׁנִּכְנָס לָהּ וְאֵין אוֹמֵר מָה אַתָּה מְבַקֵּשׁ, פְּטוּרָה. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, שְׁנֵי חֲצֵרוֹת זוֹ לִפְנִים מִזּוֹ, הַפְּנִימִית חַיֶּבֶת, וְהַחִיצוֹנָה פְּטוּרָה:
Mishná 6"Os telhados estão isentos"
Continua a delimitação do que conta, e do que não conta, como extensão do pátio: o telhado, mesmo de um pátio obrigado, não fixa a obrigação, pois quem sobe até lá geralmente ainda pretende secar ou processar o produto; já a portaria, a ácsedra e a varanda seguem exatamente o estatuto do pátio ao qual pertencem

Os telhados estão isentos (de fixar a obrigação do dízimo), ainda que sejam de um pátio obrigado (pois quem sobe ao telhado geralmente ainda pretende processar ou secar o produto ali, e não concluiu sua intenção de uso doméstico). A portaria, a ácsedra e a varanda são como o pátio (a que pertencem): se este é obrigado, elas são obrigadas, e se está isento, elas estão isentas.

הַגַּגּוֹת פְּטוּרִין, אַף עַל פִּי שֶׁהֵם שֶׁל חָצֵר הַחַיָּבֶת. בֵּית שַׁעַר, אַכְסַדְרָה וּמִרְפֶּסֶת, הֲרֵי אֵלּוּ כֶּחָצֵר, אִם חַיֶּבֶת, חַיָּבִין, וְאִם פְּטוּרָה, פְּטוּרִים:
Mishná 7"As cabanas, as guaritas e os toldos"
A mishná estende a lógica dos telhados a diversos tipos de abrigo sazonal e temporário — cabanas rústicas, guaritas, toldos de verão, a sucá dos pescadores de Guinossar e a dos oleiros — todos isentos por não constituírem moradia permanente (dirat keva); e discute-se o caso da sucá construída para a festa de Sucot

As cabanas (de galhos, sem paredes), as guaritas (estruturas simples para guardar produtos no campo) e os toldos (abrigos de verão para dar sombra) estão isentos (de fixar a obrigação). A sucá de Guinossar (cabana sazonal junto ao Mar da Galileia, onde se habitava durante a época da colheita), mesmo que tenha nela moinho e galinhas, está isenta (pois, apesar da aparência de uso permanente, não é moradia de fato fixa). A sucá dos oleiros (construída em duas partes, uma dentro da outra): a interna é obrigada, e a externa está isenta. Rabi Yossei diz: toda aquela que não é moradia de verão e moradia de inverno (isto é, que não serve de habitação ao longo de todo o ano) está isenta. A sucá da festa, na própria festa (de Sucot): Rabi Yehudá obriga, e os sábios isentam.

הַצְּרִיפִין וְהַבֻּרְגָּנִין וְהָאֶלְקָטִיּוֹת, פְּטוּרִין. סֻכַּת גִּנּוֹסַר, אַף עַל פִּי שֶׁיֶּשׁ בּוֹ רֵחַיִם וְתַרְנְגוֹלִים, פְּטוּרָה. סֻכַּת הַיּוֹצְרִים, הַפְּנִימִית חַיֶּבֶת, וְהַחִיצוֹנָה פְּטוּרָה. רַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר, כָּל שֶׁאֵינָהּ דִּירַת הַחַמָּה וְדִירַת הַגְּשָׁמִים, פְּטוּרָה. סֻכַּת הֶחָג בֶּחָג, רַבִּי יְהוּדָה מְחַיֵּב, וַחֲכָמִים פּוֹטְרִין:
Mishná 8"A figueira que está de pé no pátio"
Após definir o que é pátio obrigado, a mishná retoma a regra de "um a um" para a árvore que cresce dentro do próprio pátio: comer figo por figo direto da árvore não fixa a obrigação, mesmo estando no pátio; reunir vários, sim; e Rabi Shimon estende a permissão até três de uma vez — um em cada mão e um na boca — desde que não haja verdadeira reunião

A figueira que está de pé no pátio (plantada ali mesmo), come dela um a um e está isento. Mas se reuniu, é obrigado. Rabi Shimon diz: um (figo) em sua mão direita, um em sua mão esquerda e um em sua boca (ainda assim não constitui reunião, e permanece isento). Subiu ao topo dela (da árvore), enche o regaço e come (ali mesmo, no alto, mesmo em quantidade, pois o ar do pátio não se estende até lá).

תְּאֵנָה שֶׁהִיא עוֹמֶדֶת בֶּחָצֵר, אוֹכֵל אַחַת אַחַת וּפָטוּר. וְאִם צֵרַף, חַיָּב. רַבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר, אַחַת בִּימִינוֹ וְאַחַת בִּשְׂמֹאלוֹ וְאַחַת בְּפִיו. עָלָה לְרֹאשָׁהּ, מְמַלֵּא חֵיקוֹ וְאוֹכֵל:
Mishná 9"A videira que está plantada no pátio"
A mishná estende o tema da árvore no pátio a outras plantas — a videira, a romãzeira e a melancia — com um debate entre Rabi Tarfon, que permite comer a fruta inteira de uma vez, e Rabi Akiva, que exige comer aos poucos, como no caso da figueira; e trata de ervas espontâneas, que só obrigam se forem guardadas com cuidado

A videira que está plantada no pátio, toma-se o cacho inteiro (e come-se de uma vez, sem necessidade de desfiar bago a bago). E do mesmo modo na romã, e do mesmo modo na melancia (pode-se comer a fruta inteira sem dividir)palavras de Rabi Tarfon. Rabi Akiva diz: desfia-se (bago a bago) nos cachos, reparte-se (em gomos) na romã, e fatia-se (em pedaços) na melancia (mesmo tratamento restritivo dado à figueira na mishná anterior). O coentro que está semeado no pátio, arranca-se folha por folha e come-se. Mas se reuniu, é obrigado. A arruda, o hissopo e o tomilho que estão no pátio, se são guardados (cuidados, protegidos, como plantação cultivada), são obrigados (ao dízimo, ainda que cresçam espontaneamente).

גֶּפֶן שֶׁהִיא נְטוּעָה בֶחָצֵר, נוֹטֵל אֶת כָּל הָאֶשְׁכּוֹל. וְכֵן בְּרִמּוֹן, וְכֵן בַּאֲבַטִּיחַ, דִּבְרֵי רַבִּי טַרְפוֹן. רַבִּי עֲקִיבָא אוֹמֵר, מְגַרְגֵּר בָּאֶשְׁכּוֹלוֹת, וּפוֹרֵט בָּרִמּוֹן, וְסוֹפֵת בָּאֲבַטִּיחַ. כֻּסְבָּר שֶׁהִיא זְרוּעָה בֶחָצֵר, מְקַרְטֵם עָלֶה עָלֶה וְאוֹכֵל. וְאִם צֵרַף, חַיָּב. הַסֵּאָה וְהָאֵזוֹב וְהַקּוֹרָנִית שֶׁבֶּחָצֵר, אִם הָיוּ נִשְׁמָרִים, חַיָּבִין:
Mishná 10"A figueira que está de pé no pátio e se inclina para o jardim"
Encerra-se o Perek Guimel com a árvore cuja copa se inclina de um domínio a outro: em regra, o consumo segue o local físico onde se come — mas em três casos especiais e halachicamente significativos (bens de cidades muradas, cidades de refúgio, e Jerusalém), o critério se inverte, seguindo ora a raiz, ora a copa

A figueira que está de pé no pátio e se inclina para o jardim, come à sua maneira habitual e está isento (pois, ao comer no jardim, onde está a copa, aplica-se a regra do jardim — mais permissiva — mesmo que a raiz esteja no pátio). Estando de pé no jardim e inclinando-se para o pátio, come um a um, está isento. Mas se reuniu, é obrigado (pois ali se aplica a regra do pátio, mais restritiva, quando come no pátio). Estando de pé na Terra (de Israel) e inclinando-se para fora da Terra, ou estando fora da Terra e inclinando-se para a Terra, tudo segue a raiz (o tronco, o local de nutrição da árvore, determina o estatuto do fruto, e não o local da copa). E nas casas das cidades muradas, tudo segue a raiz. Mas nas cidades de refúgio, tudo segue a copa. E em Jerusalém, tudo segue a copa.

תְּאֵנָה שֶׁהִיא עוֹמֶדֶת בֶּחָצֵר וְנוֹטָה לַגִּנָּה, אוֹכֵל כְּדַרְכּוֹ וּפָטוּר. עוֹמֶדֶת בַּגִּנָּה וְנוֹטָה לֶחָצֵר, אוֹכֵל אַחַת אַחַת, פָּטוּר. וְאִם צֵרַף, חַיָּב. עוֹמֶדֶת בָּאָרֶץ וְנוֹטָה לְחוּצָה לָאָרֶץ, בְּחוּצָה לָאָרֶץ וְנוֹטָה לָאָרֶץ, הַכֹּל הוֹלֵךְ אַחַר הָעִקָּר. וּבְבָתֵּי עָרֵי חוֹמָה, הַכֹּל הוֹלֵךְ אַחַר הָעִקָּר. וּבְעָרֵי מִקְלָט, הַכֹּל הוֹלֵךְ אַחַר הַנּוֹף. וּבִירוּשָׁלַיִם, הַכֹּל הוֹלֵךְ אַחַר הַנּוֹף: