A décima e última mishná do capítulo — e do tratado inteiro — retorna aos períodos em que Tabernáculo e altares particulares coexistiam (Guilgal, Nov e Guivon) para estabelecer qual tipo de oferenda pertence a cada um: as oferendas da congregação sempre vão ao Tabernáculo, as do indivíduo normalmente ao altar particular, exceto quando consagradas explicitamente para o Tabernáculo. A mishná fecha com a longa lista de diferenças procedimentais entre o altar particular individual e o comunitário, encerrando Massechet Zevachim.
Estas são as consagrações que se oferecem no Tabernáculo: consagrações que foram consagradas para o Tabernáculo. As oferendas da congregação são oferecidas no Tabernáculo; e as oferendas do indivíduo, no altar particular. — Nos períodos em que Tabernáculo e altares particulares coexistiam lado a lado — Guilgal, Nov e Guivon —, a mishná estabelece a regra padrão de distribuição: as oferendas da congregação, por padrão, sempre vão ao Tabernáculo, o único lugar apto para elas; as oferendas de um indivíduo, por padrão, podem ser levadas ao altar particular mais próximo, sem necessidade de viajar até o Tabernáculo.
As oferendas do indivíduo que foram consagradas para o Tabernáculo serão oferecidas no Tabernáculo; e se as ofereceu no altar particular, é isento. — Se, ao consagrar sua oferenda, o indivíduo declarou explicitamente que ela se destina ao Tabernáculo, deve cumprir sua própria palavra e levá-la até lá, ainda que isso exija uma viagem mais longa. Mas, se apesar disso a ofereceu no altar particular mais próximo, não há responsabilidade penal por transgredir a proibição de oferecer fora — pois, sendo os altares particulares permitidos naquele período, a oferenda ali continua tecnicamente válida, ainda que contrarie o compromisso assumido.
Qual é a diferença entre o altar particular individual e o altar particular comunitário? A imposição de mãos, e o abate ao norte, e a colocação ao redor, e o movimento ritual, e a aproximação. Rabi Yehuda diz: não há oferenda de cereais no altar particular. — A mishná passa a comparar os dois tipos de altar particular entre si — o pequeno, individual, e o grande, comunitário (como os de Guilgal, Nov e Guivon) — listando cinco procedimentos exigidos apenas no altar comunitário, equiparado nesse aspecto ao Tabernáculo e ao Templo: a imposição de mãos sobre o animal antes do abate, o abate especificamente ao lado norte, a aspersão do sangue ao redor da base do altar, o movimento ritual de vaivém e a aproximação da oferenda de cereais ao canto do altar. Rabi Yehuda acrescenta que a própria oferenda de cereais, em si, nunca é oferecida no altar particular pequeno.
E o sacerdócio, e as vestes de serviço, e os utensílios de serviço, e o aroma agradável, e a divisão nos sangues, e a lavagem das mãos e dos pés. — A lista de diferenças continua: no altar comunitário, como no Tabernáculo, o serviço exige um sacerdote — mesmo um leigo pode oferecer no altar particular pequeno —, as vestes sacerdotais completas, os utensílios sagrados de serviço, a fórmula de "aroma agradável" sobre os membros assados, a linha divisória entre os sangues superiores e inferiores no corpo do altar, e a lavagem prévia das mãos e dos pés — nenhuma dessas exigências se aplica ao altar particular individual.
Mas o tempo, e o restante, e o impuro, são iguais em um e em outro. — A mishná fecha o tratado com uma nota de equivalência: apesar de todas as diferenças procedimentais listadas, três desqualificações fundamentais valem igualmente em qualquer altar, particular ou comunitário — a intenção indevida quanto ao tempo de consumo, que torna a oferenda pigul; o resto da carne que ultrapassa seu prazo de consumo (notar); e a impureza do sacerdote ou da oferenda. Nenhum desses três princípios, que sustentam boa parte da santidade sacrificial discutida ao longo de todo o tratado, depende do tipo de altar em que o serviço é realizado — encerrando Massechet Zevachim com o lembrete de que, por trás de toda a variação histórica e procedimental, certos fundamentos permanecem sempre os mesmos.
Rambam recorda que houve um período em que Tabernáculo e altares particulares coexistiam, e explica que mesmo nesse período só se ofereciam no altar particular as oferendas do indivíduo, e apenas quando não houvesse condição prévia de oferecê-las no Tabernáculo. Sobre "o tempo", esclarece que se refere ao pensamento indevido quanto ao momento de consumo, que torna a oferenda pigul, como já explicado no décimo capítulo deste tratado. Sobre "o impuro", precisa que um sacerdote impuro não pode oferecer mesmo no altar particular, embora um leigo comum possa fazê-lo ali — pois o leigo é apto no altar particular pequeno, como já se disse sobre o sacerdócio, as vestes de serviço e os demais itens, conforme também explica a Guemará. — E aqui se conclui Massechet Zevachim, no colofão original de Rambam ao fim de seu comentário.
Bartenura situa a mishná nos períodos em que Tabernáculo e altares particulares coexistiam — Guilgal, Nov e Guivon —, explicando que apenas as oferendas explicitamente consagradas para o Tabernáculo precisavam ser levadas até lá. Sobre a isenção de quem, apesar disso, oferece no altar particular, esclarece que ela se refere apenas a advertência e punição, mas não à obrigação moral de cumprir o que declarou, derivada de "o que saiu de teus lábios guardarás e cumprirás". Detalha, com fonte bíblica precisa para cada item, os cinco procedimentos exclusivos do altar comunitário — imposição de mãos, abate ao norte, aspersão ao redor, movimento ritual e aproximação —, a posição de Rabi Yehuda sobre a oferenda de cereais, e a segunda lista de seis diferenças adicionais, incluindo a linha divisória entre sangues superiores e inferiores no corpo do altar. Por fim, explica que "o tempo" se refere ao pensamento indevido que torna a oferenda pigul, e que "o impuro" mostra que, embora um leigo comum seja apto a oferecer no altar particular pequeno, um sacerdote ou oferenda impuros nunca o são, em nenhum dos dois tipos de altar.
Rashi confirma toda a estrutura da mishná — as oferendas explicitamente consagradas para o Tabernáculo nos períodos em que este coexistia com altares particulares, e a regra padrão de que oferendas comunitárias vão ao Tabernáculo e as do indivíduo ao altar particular. Sobre a isenção de quem, apesar de ter consagrado para o Tabernáculo, oferece no altar particular, confirma que ela se limita à ausência de punição formal, mas mantém intacta a obrigação moral de cumprir o que se declarou, derivada de Devarim 23. Detalha cada uma das diferenças procedimentais entre os dois tipos de altar particular, remetendo repetidamente à Guemará para as fontes exatas — a imposição de mãos, o abate ao norte, a aspersão dupla que se torna quádrupla, o movimento ritual e a aproximação da oferenda de cereais, a posição de Rabi Yehuda, o sacerdócio exigido apenas no altar comunitário, as vestes sacerdotais, o "aroma agradável" que exclui membros já assados antes de subirem ao altar, e a linha divisória entre sangues superiores e inferiores. Por fim, confirma que a intenção indevida quanto ao tempo, o resto da carne e a impureza permanecem desqualificações válidas em qualquer altar, individual ou comunitário — encerrando seu comentário exatamente onde a mishná encerra o tratado.
Com esta décima mishná do Perek Yud-Dalet, encerra-se Massechet Zevachim por inteiro — cento e uma mishnayot em quatorze perakim, dedicadas ao serviço do abate e da oferenda dos sacrifícios animais no Templo. A fórmula de encerramento acima, "salik mimassechet Zevachim" ("concluiu-se Massechet Zevachim"), é a mesma com que o próprio Rambam fecha seu Perush HaMishná sobre este tratado.
Zevachim abriu a Seder Kodashim com o princípio fundamental de que todo sacrifício abatido com pensamento inadequado — seja quanto ao seu tipo, seja quanto ao seu proprietário — ainda assim é válido, exceto pela oferenda pascal e pela oferenda pelo pecado (Perek Alef); tratou da exigência de pureza e de aptidão física de quem serve no Templo (Perek Bet); estabeleceu que o abate por não-sacerdotes, mulheres, escravos ou impuros é válido, mas que a intenção desqualificante desses mesmos indivíduos ainda pode invalidar a oferenda, exceto no recebimento do sangue, serviço que não lhes compete (Perek Guimel); explorou quantas aplicações de sangue são indispensáveis no altar e quando uma segunda aspersão com intenção errada gera pigul (Perek Dalet); estabeleceu o mapa completo Éizehu Mekoman, de onde cada tipo de sacrifício é abatido no átrio e onde seu sangue é aspergido (Perek Hei); tratou do topo do altar para oferendas de santidade suprema e do lugar e prazo de consumo das oferendas vegetais (Perek Vav); estendeu às aves a exigência de lugar certo e procedimento próprio no altar (Perek Zayin); dedicou-se inteiramente ao problema da mistura física entre sacrifícios de categorias distintas (Perek Chet); tratou da retificação pelo altar — se algo desqualificado que subiu permanece ou desce (Perek Tet); estabeleceu a ordem de precedência entre os sacrifícios quando duas ofertas concorrem para o mesmo momento (Perek Yud); voltou-se às leis de pureza e limpeza ligadas ao sangue e à carne das oferendas pelo pecado (Perek Yud-Alef); tratou dos privilégios e limitações dos sacerdotes portadores de defeito na divisão da carne e dos couros (Perek Yud-Bet); examinou a responsabilidade por abater e oferecer fora do átrio, com a distinção entre atos independentes e a analogia com a oferenda perdida e reencontrada (Perek Yud-Guimel); e fechou, neste último capítulo, com os casos remanescentes de isenção por oferecer fora e com a história completa dos lugares legítimos de culto, desde os altares particulares anteriores ao Tabernáculo até a centralização definitiva em Jerusalém (Perek Yud-Dalet).
Massechet Zevachim é o primeiro tratado completo de Seder Kodashim — a quinta das seis Ordens da Mishná, dedicada às leis dos sacrifícios, do Templo e das coisas sagradas, após Zeraim, Moed, Nashim e Nezikin, já concluídas anteriormente. Segue-se, na Ordem Kodashim, Massechet Menachot, dedicado às oferendas de cereais.