A sexta mishná completa a sequência iniciada na anterior, tratando agora do vaso de cobre usado no cozimento da carne da oferenda de pecado. A lógica é a mesma — mas a técnica para retirá-lo da impureza é diferente: como o metal não se torna puro por um simples furo pequeno, como o barro, é necessário amassá-lo (produzindo uma abertura maior), para depois martelá-lo de volta à forma de vaso e cumprir dentro do átrio a esfregação e o enxágue exigidos.
Vaso de cobre que saiu para fora das cortinas — volta a entrar e é esfregado e enxaguado em lugar sagrado. — Como no caso da veste e do vaso de barro, se o vaso de cobre em que se cozinhou a carne da oferenda de pecado sai do átrio antes de passar pela esfregação e pelo enxágue, permanecendo puro, basta que reentre para que o procedimento seja cumprido dentro do lugar sagrado.
Se se contaminou fora das cortinas, faz-se um furo nele, e volta a entrar e é esfregado e enxaguado em lugar sagrado. — Quando o vaso de cobre se contamina do lado de fora, a técnica difere da usada para o barro: como o metal, ao contrário do barro, não se purifica por um furo pequeno — só um furo suficientemente grande retira o vaso metálico da categoria de impureza —, faz-se nele essa abertura maior; e, uma vez purificado, martela-se o vaso de volta à sua forma original, restaurando seu estatuto de utensílio, para então reentrar no átrio e cumprir ali a esfregação e o enxágue.
Rambam observa que a obrigação de esfregar e enxaguar o vaso de cobre em que se cozinhou a oferenda de pecado é, por si só, um preceito da própria Torá. Sobre a expressão "amassa-se", explica que se trata de produzir nele uma quebra parcial suficiente para retirá-lo da impureza — sem que a esfregação em si seja um preceito derivado explicitamente do texto sobre a impureza, mas sim porque o versículo específico menciona "vaso de cobre". Rambam acrescenta que não há distinção, para esse fim, entre o cobre e os demais metais: a mesma regra se aplica a qualquer vaso metálico usado no cozimento da chatat.
Bartenura confirma a razão técnica da diferença entre metal e barro: um vaso de metal só se purifica por um furo grande, ao contrário do barro. Por isso, depois de amassado o vaso de cobre para retirá-lo da impureza, é preciso martelá-lo e recompô-lo, de modo que volte a ter o estatuto de vaso — pois, no momento em que se realiza a esfregação exigida pela mishná, o objeto precisa necessariamente ter esse estatuto de vaso completo.
Rashi explica por que o procedimento do vaso de cobre difere do vaso de barro: um utensílio de metal só se purifica da impureza por um furo grande, ao contrário do barro, que se purifica já por um furo pequeno o suficiente para vazar líquido. Por isso, depois de amassado o vaso de cobre, é necessário martelá-lo de volta e recompô-lo, restaurando-lhe o estatuto de vaso — pois é como vaso que ele deve, então, ser esfregado e enxaguado dentro do átrio, cumprindo o preceito. Rashi observa ainda que, no caso do vaso de barro da mishná anterior, o furo exigido é apenas o suficiente para permitir a saída de líquido, mantendo o vaso ainda em condição de vaso íntegro.