Trouxeram-lhe o bode; ele o abateu e recebeu seu sangue na bacia. — O segundo dos dois bodes sorteados no Perek Dalet — aquele designado "para Hashem" — era agora abatido, e seu sangue recolhido na bacia de aspersão.
Entrava ao lugar onde havia entrado, e ficava no lugar onde havia ficado, e aspergia dele uma vez para cima e sete para baixo, sem intenção de acertar nem para cima nem para baixo, mas como quem chicoteia; e assim contava: um; um e um; um e dois; um e três; um e quatro; um e cinco; um e seis; um e sete. — A aspersão do sangue do bode, dentro do Santo dos Santos, repetia exatamente o procedimento e a contagem já descritos para o sangue do touro.
Saía e o depositava sobre o segundo suporte que estava no Santuário. — Assim como o sangue do touro fora colocado sobre um suporte de ouro, o sangue do bode era depositado sobre um segundo suporte, ambos no Santuário, aguardando a próxima etapa.
Rabi Yehudá diz: não havia ali senão um único suporte. — Para Rabi Yehudá, um só suporte servia às duas bacias, uma de cada vez.
Tomava o sangue do touro e depositava o sangue do bode, e aspergia dele sobre a cortina que ficava diante da Arca, por fora, uma vez para cima e sete para baixo, sem intenção de acertar nem para cima nem para baixo, mas como quem chicoteia; e assim contava, como antes. — Segundo a opinião de que havia apenas um suporte, era necessário retirar dali o sangue do touro para poder depositar o do bode; com o sangue do touro em mãos, ele aspergia sobre a face externa da cortina interna, no ponto correspondente à Arca, repetindo a série de oito aspersões e a mesma contagem.
Tomava o sangue do bode e depositava o sangue do touro, e aspergia dele sobre a cortina que ficava diante da Arca, por fora, uma vez para cima e sete para baixo — como antes. — Trocava então as bacias, e repetia o mesmo procedimento com o sangue do bode.
Derramava o sangue do touro dentro do sangue do bode, e colocava o cheio no vazio. — Por fim, ele misturava os dois sangues, despejando um dentro do outro e vertendo repetidamente de uma bacia para a outra, para que se unissem por completo.
"Fará com seu sangue como fez com o sangue do touro" ensina que a aspersão do bode segue exatamente o mesmo procedimento e a mesma contagem já estabelecidos para o touro. A cortina externa, sobre a qual ambos os sangues são depois aspergidos, não tem fonte explícita neste versículo, mas é derivada, segundo Rashi, do paralelo com o véu da Tenda da Reunião no deserto (Vayikra 16:16) — "e assim fará à Tenda da Reunião que habita com eles" — indicando que a purificação do santuário se estende também à câmara externa, não apenas ao Santo dos Santos.
O Rambam resume o propósito da mistura final dos dois sangues: garantir que se unam por completo antes da próxima etapa, sobre o altar de ouro.
Ele derramava o sangue do touro na bacia em que estava o sangue do bode, e devolvia tudo à bacia em que estava o sangue do touro, para que os sangues se misturassem bem; e o assunto todo é evidente.
Bartenura explica a lógica de Rabi Yehudá sobre o suporte único e a fonte da aspersão sobre a cortina; Rashi, no Bavli, esclarece por que era necessário tomar primeiro o sangue do touro segundo essa opinião.
"Tomava o sangue do touro e depositava o sangue do bode" — é a conclusão da opinião de Rabi Yehudá, que diz que não havia ali senão um único suporte, e por isso era necessário tomar primeiro o sangue do touro, para poder depositar o sangue do bode no suporte em que estivera o sangue do touro. E a halachá não é como Rabi Yehudá. "Sobre a cortina" — pois está escrito: "e assim fará à Tenda da Reunião." "Derramava o sangue do touro" — pois está escrito, a respeito das aspersões do altar: "e tomará do sangue do touro e do sangue do bode" — do sangue de ambos juntos. "E colocava o cheio no vazio" — e voltava a despejar a bacia cheia dentro da vazia, para que os sangues se misturassem muito bem.
Explicando a mishná: "não havia ali senão um único suporte" — a Guemará pergunta por que não fazer dois; e responde que a própria linguagem da mishná combina duas opiniões — uma como os Sábios, que dizem "sobre o segundo suporte" (pressupondo dois), e outra como Rabi Yehudá, que diz "tomava primeiro e depois depositava", o que mostra que não havia um segundo suporte disponível para depositá-lo, e por isso foi necessário tomar o primeiro antes. "Em sua ordem" — de cima para baixo, como um açoite, do mesmo modo já descrito para as aspersões internas.