Veio até seu novilho, e seu novilho estava entre o Ulam e o altar, sua cabeça ao sul e sua face a oeste. E o cohen ficava a leste, com sua face a oeste, e apoiava suas duas mãos sobre ele, e confessava. E assim dizia: Ana Hashem, pequei, errei, transgredi diante de Ti, eu e minha casa. — O novilho, trazido pelo próprio Cohen Gadol para expiar seus pecados e os de sua casa, era posicionado entre o pórtico do Santuário e o altar externo, com a cabeça voltada ao sul; para que sua face olhasse a oeste, em direção ao Santuário, seu pescoço era torcido. O cohen se posicionava a leste do animal, de frente para o oeste, apoiava as duas mãos sobre sua cabeça e recitava a confissão, admitindo diante de Deus os pecados cometidos, por engano ou por rebeldia.
Ana Hashem, perdoa, por favor, as iniquidades e as transgressões e os pecados que cometi, e errei, e transgredi diante de Ti, eu e minha casa, como está escrito na Torá de Moshé, Teu servo: pois neste dia se fará expiação sobre vós, para vos purificar de todos os vossos pecados, perante Hashem vos purificareis. E eles respondiam depois dele: Bendito o nome de Sua glória, para sempre e eternamente. — Após a admissão dos pecados, o Cohen Gadol pedia o perdão divino, citando o próprio versículo da Torá que institui Yom Kipur como dia de expiação. Ao pronunciar o Nome sagrado nessa citação, cohanim e povo presentes no pátio respondiam com a fórmula solene: "Bendito o nome de Sua glória, para sempre e eternamente".
Este versículo é a fonte direta do próprio texto da confissão: dele se deriva tanto o fato de que o novilho serve para expiar o próprio Cohen Gadol e "sua casa" — daí a fórmula "eu e minha casa", repetida duas vezes na confissão — quanto a exigência de que a expiação seja verbalizada, e não apenas realizada por meio do sacrifício. A própria mishná torna explícita essa segunda fonte, ao citar literalmente Vayikra 16:30 dentro do texto da confissão: "pois neste dia se fará expiação sobre vós... perante Hashem vos purificareis" — o mesmo versículo que a primeira mishná deste perek já havia empregado para fundamentar a exigência de que toda a degola do dia ocorra durante o dia.
O Rambam, no Perush HaMishná, remete à obra Midot para a descrição completa do Templo, e explica a origem da resposta do povo ao pronunciamento do Nome.
Sobre os cohanim e o povo responderem: disse o versículo (Devarim 32): "pois o Nome de Hashem invocarei, atribuí grandeza ao nosso Deus". E veio na tradição que Moshé, nosso mestre, que a paz esteja sobre ele, disse a Israel: quando eu mencionar o Nome do Santo, bendito seja, vós atribuí grandeza ao nosso Deus; e assim é apropriado e é mandamento fazer sempre.
Bartenura explica por que o novilho era posicionado entre o Ulam e o altar, e por que sua cabeça ficava voltada ao sul e não diretamente ao Santuário.
"Entre o Ulam e o altar" — todo o norte do pátio seria válido, segundo a lei estrita, para colocar o novilho, pois todo ele está "diante de Hashem"; e não o colocavam entre o Ulam e o altar, perto do Santuário, senão por causa do esforço do Cohen Gadol, para que não lhe pesasse o trabalho de levar a bacia de sangue a uma distância maior. "Sua cabeça ao sul e sua face a oeste" — pela lei estrita, sua cabeça deveria estar voltada ao Santuário, que fica a oeste, e sua traseira ao altar; mas por temor de que defecasse, sendo desrespeitoso mostrar sua parte traseira voltada ao altar, sua cabeça ficava ao sul e sua cauda ao norte, o que era mais apropriado, com o meio do corpo entre o Ulam e o altar; e torciam seu pescoço até que sua face ficasse voltada a oeste. "E o cohen fica" — com suas costas voltadas ao leste.