O carneiro era oferecido por onze: a carne por cinco, as vísceras, a farinha e o vinho, dois a dois. — Sendo maior que o cordeiro, o carneiro exigia cinco cohanim apenas para transportar suas partes de carne até o altar, e mais dois cohanim para cada um dos três acompanhamentos — as vísceras, a farinha da oferenda e o vinho da libação — totalizando onze cohanim ao todo.
É deste versículo — que arrola o carneiro junto aos novilhos e cordeiros dos sacrifícios adicionais das festas — que a mishná extrai a necessidade de um número maior de cohanim para sua oferenda, proporcional ao seu tamanho. Sendo maior que o cordeiro do sacrifício diário, mas ainda de porte manejável por poucos homens, o carneiro estabelece um meio-termo natural: cinco cohanim para a carne, dois a mais do que os três exigidos pelo cordeiro, refletindo diretamente a diferença física entre os dois animais que a Torá determina lado a lado nesta mesma oferenda.
O Rambam, no Perush HaMishná, remete diretamente ao que já havia explicado a respeito do sacrifício diário, indicando que o mesmo princípio de divisão de tarefas rege também o carneiro.
Como já explicamos a respeito do sacrifício diário de cada dia.
Bartenura compara diretamente as partes do carneiro às do cordeiro já descritas, e especifica quantos cohanim recebiam a farinha da oferenda de acompanhamento.
"A carne por cinco" — assim como os membros do cordeiro, assim são os membros do carneiro. "A farinha" — eram dois décimos de efá, por dois cohanim.