O segundo sorteio: quem degola, quem asperge, e quem retira as cinzas do altar interno, e quem retira as cinzas da candeia, e quem sobe os membros para a rampa — a cabeça e a perna, e as duas patas dianteiras, a cauda e a perna, o peito e o pescoço, e os dois flancos, e as vísceras, e a flor de farinha, e as frigideiras, e o vinho. — Neste segundo sorteio se determinava quem degolaria o cordeiro do sacrifício diário, quem aspergiria seu sangue, quem retiraria as cinzas do altar interno de ouro e da candeia, e quem carregaria cada uma das partes do animal — a cabeça e uma perna, as duas patas dianteiras, a cauda e a outra perna, o peito e o pescoço, os dois flancos, as vísceras — além da farinha da oferenda, das frigideiras do Cohen Gadol e do vinho da libação, todos subindo pela rampa até o altar.
Treze cohanim venciam nele. Disse Ben Azai diante de Rabi Akiva em nome de Rabi Yehoshua: conforme sua marcha ao andar era oferecido. — Ao todo, treze cohanim recebiam alguma dessas tarefas nesse único sorteio. Ben Azai transmitiu, na presença de Rabi Akiva, uma tradição de Rabi Yehoshua segundo a qual a ordem de colocação das partes sobre o altar seguia a disposição que o próprio animal tinha quando vivo e em movimento, e não a ordem de importância de cada parte.
É deste mandamento de cortar o animal em partes distintas e dispô-las sobre o altar, atribuído explicitamente aos "filhos de Aharon, os cohanim" no plural, que se origina a divisão do trabalho entre múltiplos cohanim descrita nesta mishná. A Torá já prevê que não seja um único cohen a executar sozinho toda a oferenda de subida, mas vários, cada um responsável por uma parte; o segundo pais apenas formaliza, por sorteio, qual cohen específico cuidará de cada uma dessas partes que a própria Torá enumera separadamente.
O Rambam, no Perush HaMishná, explica que todas as treze tarefas eram decididas em um único sorteio circular, e detalha por que a aspersão do sangue precede a degola na ordem de premiação.
Todas essas coisas são feitas num único sorteio... e o que asperge é o que recebe o sangue, como a Guemará explicou; e antecipamos neste sorteio o aspersor ao degolador, porque a aspersão é uma tarefa superior, já que temos por princípio que a degola é válida mesmo quando feita por um não-cohen.
Bartenura identifica cada uma das treze tarefas do sorteio e o cohen correspondente na ordem da mishná; Rashi, na Guemará, confirma a mesma divisão ao introduzir a mishná no fólio.
"Quem asperge, etc." — todas essas tarefas são um único sorteio... e o próximo a ele degola... e o próximo ao degolador retira as cinzas do altar, e o próximo a quem retira as cinzas do altar retira as cinzas da candeia. "O peito e o pescoço" — o peito é a gordura do peito voltada para o chão, e o pescoço é onde se unem a traqueia com o fígado e o coração. "Treze cohanim venciam nele" — neste sorteio, treze tarefas de cohanim são enumeradas na ordem escrita na mishná.
"Mishná: quem degola" — o sacrifício diário. "A cabeça e a perna" — a do lado direito, por um cohen; e as duas patas dianteiras, por um segundo cohen. "A cauda" — é o rabo, e a perna esquerda, por um terceiro cohen. "O peito" — é a gordura voltada para o chão, cortada de um lado e de outro sem as pontas das costelas. "E o pescoço" — é o pescoço, onde se unem a traqueia, o fígado e o coração; o peito e o pescoço, pelo quarto cohen. "Treze cohanim venciam nele" — neste sorteio treze tarefas de cohanim são enumeradas aqui. "Conforme sua marcha" — como era em vida, assim era oferecido o sacrifício diário, e a Guemará explica isso.