Como se faz na semana, assim se faz em Shabat — exceto que colhiam os ramos na véspera de Shabat e os deixavam em vasilhas de ouro, para que não murchassem. — Como não seria possível colher os ramos de aravá no próprio Shabat, eles eram colhidos já na sexta-feira e conservados frescos em vasilhas com água até o momento de serem usados junto ao altar no dia seguinte — mantendo, assim, idêntico o restante da cerimônia.
Rabi Yochanan ben Beroká diz: traziam ramos de folhas de tamareira, e os batiam no chão junto ao altar; e esse dia era chamado "dia da batida dos ramos". — Segundo esse Sábio, havia ainda um costume adicional no sétimo dia — Hoshaná Rabá: trazia-se ramos de palmeira, distintos da aravá, e batiam-nos contra o chão junto ao altar, dando a esse dia um nome próprio.
O Rambam observa (Perush HaMishná, Sucá 4:6) que Rabi Yochanan ben Beroká lê a expressão "כַּפֹּת תְּמָרִים" (no plural) como aludindo a duas aplicações distintas do ramo de tamareira: um para o próprio lulav, e outro para essa batida ritual junto ao altar no sétimo dia — enquanto os Sábios leem a palavra em sua forma singular ("כפת"), referindo-se apenas ao lulav. Essa leitura textual é a base da opinião individual de Rabi Yochanan ben Beroká, cuja prática, embora relatada com respeito nesta mishná, não foi aceita como lei.
O Rambam confirma que a lei não segue Rabi Yochanan ben Beroká; Bartenura explica o propósito das vasilhas de ouro e reafirma a mesma conclusão.
Rabi Yochanan diz que "כַּפֹּת תְּמָרִים" — um ramo para o lulav e outro para o altar. E é proibido comer o etrog no sétimo dia, pois o princípio entre nós é que, uma vez proibido para parte do dia, fica proibido para o dia inteiro. E a lei não segue Rabi Yochanan ben Beroká.
"Vasilhas" — recipientes de ouro cheios de água, para que suas folhas não murchassem. "Ramos de palmeira" — traziam-se tanto em dia comum quanto em Shabat, e não de aravá, pois está escrito "כפות תמרים" no plural, que são dois: um para o lulav e um para o altar. E a lei não segue Rabi Yochanan ben Beroká.
Rashi, na Guemará, discute o vínculo entre a amarração do lulav com a aravá e outros preceitos que utilizam materiais entrelaçados — esclarecendo por que precisamente o hadas é chamado de "entrançado".
"Amarraram-no" — a gavela do lulav. "Com trançados" — com hadas, que é "trançado" quando composto de três ramos entrelaçados corretamente.