Em que caso se disse isto? Na guerra facultativa. Mas na guerra por preceito, todos saem, mesmo o noivo de seu quarto e a noiva de seu dossel. Disse Rabi Yehudá: em que caso se disse isto? Na guerra por preceito. Mas na guerra obrigatória, todos saem, mesmo o noivo de seu quarto e a noiva de seu dossel. — Encerrando o Perek Chet, a mishná revela que todo o elaborado sistema de isenções construído ao longo do capítulo — casa nova, vinha nova, noiva nova, temeroso e de coração fraco — aplica-se exclusivamente à categoria de guerra chamada "facultativa" (milchemet reshut), como as guerras de expansão territorial da casa de Davi. Quando, porém, a guerra é "por preceito" (milchemet mitzvá) — categoria que inclui a conquista original da Terra de Israel e a guerra contra Amalek —, nenhuma isenção se aplica: todo homem é convocado, sem exceção, até mesmo o noivo interrompido em seu próprio quarto nupcial e a noiva retirada de debaixo do próprio dossel de casamento, a imagem mais extrema possível de urgência existencial que a mishná poderia evocar. Rabi Yehudá desloca essa fronteira um nível: para ele, mesmo a guerra "por preceito" ainda permite algumas isenções (aquelas que os sábios chamavam de facultativa, ele já considera preceito), e apenas uma categoria ainda mais severa — que ele chama de "obrigatória" (milchemet chová) — dispensa absolutamente todos. A halachá final não segue Rabi Yehudá.
Rambam explica exatamente onde tanna kama e Rabi Yehudá concordam e onde discordam, e por que a halachá segue o tanna kama.
Rambam esclarece precisamente onde os dois lados concordam e onde discordam: ninguém discorda de que a guerra contra os sete povos cananeus e a guerra contra Amalek são "obrigatórias" (chová), nem de que a matança indiscriminada de povos de outras nações, sem motivo defensivo, é meramente "facultativa" (reshut). A verdadeira disputa está no meio-termo: a guerra defensiva contra inimigos que já atacam ou ameaçam atacar Israel, travada para impedir que matem judeus ou invadam seu território. O tanna kama chama essa guerra de "facultativa" (reshut); Rabi Yehudá a chama de "preceito" (mitzvá). Na visão de Rabi Yehudá, quem está ocupado com essa guerra defensiva está, tecnicamente, isento de outros preceitos, pois "quem se ocupa de um preceito está isento de outro preceito" — mas, para o tanna kama, essa guerra não é sequer um preceito em si, apenas uma permissão. Rambam fixa a halachá conforme o tanna kama, não conforme Rabi Yehudá.
Encerrando o Perek Chet, perush de Rashi sobre a Guemará (Sotá 44b), Rambam e Bartenura.
Rashi identifica a "guerra por preceito" com o exemplo histórico da conquista da Terra de Israel nos dias de Josué, onde, por consenso, todos são convocados sem exceção. Sobre a discordância entre o tanna kama e Rabi Yehudá, esclarece um ponto sutil discutido na Guemará: aquilo que os sábios chamam de "facultativa" — onde o noivo não sai do quarto — é exatamente a mesma guerra que Rabi Yehudá chama de "preceito", apenas com nomenclatura diferente; a disputa terminológica não altera o resultado prático quanto a essa categoria específica. E cita como exemplo de guerra unanimemente "facultativa" as campanhas de expansão da casa de Davi, como a guerra contra Aram Tzová — travadas para ampliar o território e cobrar tributo de outras nações, e não por necessidade defensiva —, onde tanto os sábios quanto Rabi Yehudá concordam que se trata de guerra facultativa, da qual até mesmo os isentos poderiam se abster.
Rambam fecha, com esta última mishná do capítulo, a classificação tripartite completa das guerras de Israel: a guerra "obrigatória" contra os sete povos e Amalek, unânime entre todos os sábios; a guerra puramente "facultativa" de expansão territorial, também unânime; e a guerra defensiva intermediária, cuja categorização — facultativa para o tanna kama, preceito para Rabi Yehudá — permanece em disputa, com a halachá decidida a favor do tanna kama.
Encerrando o Perek Chet, Bartenura oferece a síntese mais completa da classificação tripla: a guerra de conquista da Terra de Israel e a guerra contra Amalek são "obrigatórias" por consenso unânime; as guerras de expansão da casa de Davi, motivadas por ganho territorial e cobrança de tributo, são "facultativas" por consenso unânime; e a única disputa real entre o tanna kama e Rabi Yehudá diz respeito à guerra puramente defensiva — travada para impedir que os inimigos de Israel se fortaleçam e oprimam o povo. O tanna kama a chama de "facultativa"; Rabi Yehudá a eleva à categoria de "preceito", raciocinando que, por salvar Israel das mãos de seus inimigos, ela se equipara a qualquer outro preceito positivo, cujo cumprimento isenta de preceitos concorrentes. A halachá, conclui Bartenura, não segue Rabi Yehudá — encerrando assim o Perek Chet, que conduziu o leitor do discurso solene do sacerdote de guerra até a classificação jurídica final de toda guerra travada por Israel.