E de onde acendiam os fachos? — Depois de descrever a técnica de confecção e aceso do facho, a mishná pergunta agora pela rota concreta que o sinal percorria.
Do Monte da Unção a Sartabá, de Sartabá a Grofiná, de Grofiná a Chavrán, de Chavrán a Beit Baltín, e de Beit Baltín não se moviam dali. — O sinal partia do Monte das Oliveiras, junto a Jerusalém, e passava por uma sequência fixa de postos de montanha, cada um retransmitindo ao seguinte, até chegar a Beit Baltín, o último ponto fixo da cadeia, situado já próximo à fronteira da diáspora babilônica.
Mas moviam para lá e para cá, para cima e para baixo, até que via toda a diáspora diante de si como uma fogueira. — Dali em diante não havia mais um posto fixo seguinte: o encarregado agitava o facho repetidamente até que, olhando ao longe, via toda a extensão da diáspora responder com suas próprias fogueiras, formando um único grande incêndio de luzes — sinal de que a notícia já se espalhara por toda parte.
O verso descreve exatamente a lógica geográfica que sustenta o percurso desta mishná: um sinal erguido nos montes é visível a todos os que habitam a terra ao redor, mesmo os mais distantes. Assim como o profeta imagina uma mensagem que alcança "todos os habitantes do mundo" por meio de um sinal visual erguido no alto, a mishná descreve com precisão geográfica exatamente como isso era feito na prática: monte por monte, do Monte das Oliveiras junto a Jerusalém até Beit Baltín, na fronteira da diáspora, e dali em diante — já sem postos fixos — até que a mensagem alcançasse "toda a diáspora" reunida diante do olhar do último mensageiro, como uma só fogueira. A rota nomeada da mishná é a realização concreta e histórica da imagem profética de um sinal que sobe do monte e se torna visível a todos.
Bartenura identifica os lugares mencionados e explica a expressão "como uma fogueira".
"Do Monte da Unção" — o Monte das Oliveiras, que fica diante de Jerusalém, a leste dela. "Toda a diáspora" — os filhos da Babilônia. "Como uma fogueira" — porque cada um dos habitantes tomava uma tocha e a erguia no topo de seu próprio telhado, de modo que o conjunto de todas essas luzes pequenas parecia, de longe, uma única grande fogueira.
Esta mishná dá continuidade à explicação do assunto dos fachos, iniciada na mishná anterior, detalhando agora os lugares específicos pelos quais o sinal passava em seu percurso de Jerusalém até a diáspora.
Rashi confirma a identificação do Monte da Unção e do destinatário final do sinal — os habitantes da Babilônia.
"E de onde acendiam os fachos" — qual era o nome dos montes. "Do Monte da Unção" — começam no Monte das Oliveiras, diante de Jerusalém, até que veem que fazem o mesmo no Monte de Sartabá, e assim sucessivamente. "A diáspora" — os filhos da Babilônia, os homens de Pumbedita, que informavam a todos os habitantes da província da Babilônia. "Como uma fogueira" — a Guemará explica que "medurat esh" é uma expressão de grande fogueira, um ajuntamento de muitas luzes pequenas que, à distância, parecem um único incêndio.