Abriu-o e retirou suas partes designadas ao altar; colocou-as numa bandeja e as queimou sobre o altar. Saiu a primeira turma e se sentou no Monte do Templo; a segunda, no Chel; e a terceira permaneceu em seu lugar. — Depois de esfolado, o korban Pessach era aberto para que suas gorduras internas — as mesmas partes queimadas em qualquer sacrifício, como a cauda gorda, a gordura que cobre as vísceras e os rins — fossem retiradas, colocadas numa bandeja especial e levadas ao altar para serem queimadas por completo, do mesmo modo que nos demais sacrifícios. Enquanto isso, os membros de cada turma que já haviam concluído o abate se retiravam para áreas específicas do complexo do Templo: a primeira turma descia ao Monte do Templo, área mais externa; a segunda permanecia no Chel, uma faixa intermediária mais próxima do átrio; e a terceira, sendo a última, simplesmente permanecia onde estava.
Escureceu, saíram e assaram seus korbanot Pessach. — Somente ao cair da noite, quando o catorze de Nissan já havia dado lugar ao início do quinze — o próprio dia da festa — é que o povo finalmente deixava os arredores do Templo, cada família levando consigo seu korban Pessach já abatido, para assá-lo em casa e prepará-lo para a refeição do Seder, cumprindo assim a etapa final do preceito descrito ao longo de todo este perek.
A Torá exige explicitamente que o korban Pessach seja assado — e não cozido de nenhuma outra forma — e que seja comido "nesta noite", isto é, na noite de quinze de Nissan que já se inicia a festa propriamente dita. Por isso o assado do korban Pessach só podia começar depois de escurecer: antes disso, ainda estava em vigor o catorze de Nissan, e a carne precisava permanecer crua até o início legítimo da noite em que seria consumida, unindo assim o final do procedimento no Templo ao início da noite do Seder em cada lar.
O Rambam, no Perush HaMishná, identifica os termos técnicos "emurim" e "bandeja", e explica por que o assado só era feito depois de escurecer, especialmente quando o catorze caía em Shabat.
"Emurim" são chamadas as partes queimadas do sacrifício sobre o altar, e elas são, do korban Pessach: a cauda gorda ligada ao osso do cóccix, a gordura que cobre as vísceras, os rins e suas gorduras, e o lóbulo do fígado junto com eles. E disseram "escureceu, saíram e assaram seus korbanot Pessach" — assim faziam quando o catorze caía em Shabat, pois não podiam transportá-lo nem assá-lo senão na saída do Shabat.
Bartenura localiza precisamente o Har HaBait e o Chel dentro do complexo do Templo; Rashi, na Guemará, confirma que a saída ao escurecer se refere ao caso de o catorze cair em Shabat, quando o Pessach não podia ser transportado nem assado antes.
"Abriu-o e retirou suas partes designadas ao altar, colocou-as numa bandeja, etc.": "emurim" são chamadas as partes queimadas do sacrifício sobre o altar. E "bandeja" é o vaso em que carregavam as gorduras e todas as partes designadas ao altar.
E disseram "escureceu, saíram e assaram seus korbanot Pessach" — assim faziam quando o catorze caía em Shabat, pois não podiam transportá-lo nem assá-lo senão na saída do Shabat. Mas nos demais dias, quando a oferenda estava concluída, saíam e o levavam para assá-lo.
"Suas partes designadas ao altar" — as gorduras oferecidas sobre o altar. "Numa bandeja" — numa travessa; em aramaico, "kaarotav" se traduz "magisohi".
"Sentou-se no Monte do Templo" — refere-se a Shabat, quando não podiam levar seus korbanot Pessach para casa. "No Chel" — entre a grade e o muro do átrio das mulheres, no início da subida ao Templo.
"Escureceu, saíram e assaram seus korbanot Pessach" — pois o assado do korban Pessach não afasta o Shabat.
"E sentou-se no Monte do Templo" — refere-se a Shabat, quando não podiam levar seus korbanot Pessach para suas casas. "No Chel" — está diante da grade, entre a grade e o muro do átrio das mulheres, no início da subida ao monte.
"E queimarão" — indica que separadamente, para que não se misturassem as gorduras deste sacrifício com as gorduras de outro sacrifício. "Que seja tudo como um só" — todas as partes designadas ao altar de um mesmo sacrifício.