1 Cabeças de fileiras (rashê shurot): o feixe que está à frente dele comprova.
2 O feixe que ele já havia tomado para levá-lo à cidade, e o esqueceu — ambos concordam que não é shichechá.
Esta breve Mishná introduz o termo técnico "cabeças de fileiras" — que será explicado em detalhe na Mishná seguinte — e fecha a disputa do parágrafo anterior com um caso de consenso.
Por que esta Mishná gira em torno deste princípio. A shichechá se aplica apenas ao feixe verdadeiramente esquecido no campo — não a qualquer feixe que reste para trás. Quando há "cabeças de fileiras" (explicadas na próxima Mishná como o início de duas fileiras de colheita colhidas por dois ceifeiros em direções opostas), o feixe colocado à frente de um trabalhador serve como prova de que o processo de colheita ainda está em curso naquele ponto, e por isso ajuda a determinar se o feixe que falta é ou não shichechá. Já o feixe que o dono conscientemente tomou em mãos para levar à cidade — e ali, no meio do caminho, o esqueceu — segundo Rambam e Bartenura, ambas as escolas, Bet Shamai e Bet Hilel, concordam que não é shichechá, pois o próprio ato de tomá-lo já demonstra que ele não fazia mais parte do processo de colheita sujeito ao esquecimento da Torá.
Como esta Mishná foi codificada em lei prática pelo Rambam.
O que os grandes comentadores dizem sobre esta Mishná.
A expressão "o feixe em frente comprova" — a ordem correta da Mishná deveria ser lida assim: quanto ao feixe esquecido numa cabeça de fileira, o feixe que está em frente a ele comprova se ele está de fato esquecido ou não.
E o que diz "concordam que não é shichechá" refere-se ao caso em que ele não o esqueceu próximo à cerca ou ao monte, como já explicamos anteriormente.
"Cabeças de fileiras: o feixe que está em frente dele comprova": este conceito será explicado detalhadamente na Mishná seguinte, imediatamente a esta.